domingo, 20 de agosto de 2017

O risco real do Brasil virar uma Venezuela: o Apocalipse para seus investimentos

Fala galera,


Fim de semana frio e chuvoso aqui na minha cidade. Estava de bobeira lendo blogs de outros colegas e, aproveitando que estava inspirado, resolvi escrever mais um post.

Um tema que tem me tirado o sono é a influência dessa situação política maldita sobre a economia e, consequentemente, sobre os investimentos.

E realmente acredito que se você não entender bem a situação atual, e o que pode acontecer até as eleições do ano que vem, estará correndo grande risco de perder patrimônio ao longo do caminho.

Após 13 anos com os vermelhos roubando nosso dinheiro aos tubos, e seguindo a cartilha comunista de tornar o Brasil algo como a Venezuela, acredito que tivemos muita sorte ao conseguir retirar a presidenta guerrilheira do comando da nação. E acho que só foi possível graças à mobilização popular nas redes sociais e nas ruas.

Não fosse isso, tenho certeza que tudo que vemos na Venezuela hoje estaria acontecendo aqui, como hiperinflação, falta de comida, falta de remédios, violência em níveis inimagináveis, entre outros.  

Porém, e aí vem o mais importante, realmente acredito que essa tranquilidade de agora é apenas temporária.

Estou vendo que o povo está ficando mais otimista. Com algumas mini reformas o Temer conseguiu que o Brasil saísse da UTI e a economia parece melhorar pouco a pouco. Vale lembrar que eu não votei nesse cara, pois não votei na maldita, de quem ele era o vice.

O grande problema está nesse otimismo. Ainda temos uma dívida pública monstruosa e, se nada for feito, o Brasil vai quebrar nos próximos anos. Os gastos obrigatórios serão maiores do que a arrecadação. E nada, de fato, foi feito até agora para atacar esse problema. O que o governo fez foi aumentar o teto, para poder gastar mais.

Além do mais, do lado político, apesar de termos tirado os vermelhos do poder, acredito que a maioria dos brasileiros ainda é dominada pelas idéias deles, pelo discurso fácil de que o governo proverá tudo, desde empregos, moradia, até Bolsa-família, Bolsa-presidiário e Bolsa-o-caraleo-a-quatro.

Dito isso, quando soubermos quem serão os candidatos, e começarem as campanhas de fato, poderemos ter uma tremenda surpresa negativa, com o pesadelo vermelho voltando com toda a força.

Não se enganem, se entrar um vermelho de novo no poder, TUDO QUE ACONTECE NA VENEZUELA ACONTECERÁ AQUI!!!

Desculpem pelas letras garrafais, mas estamos todos “dormindo em berço esplêndido”, iludidos por essa “melhorazinha” recente na economia e a aparente calmaria no mundo político.

O que eu quero dizer com tudo isso: ESTÁ NA HORA DE PROTEGER SEU PATRIMÔNIO.

Não adianta esperar a desgraça acontecer e depois lamentar.

No ano que vem vai começar tudo de novo. Toda semana o Jornal Nacional vai colocar resultados de pesquisas no ar, e irão divulgar sempre o instituto onde o resultado mais favorece os vermelhos (Datafolha ou Ibope).

Sem melhora significativa no lado econômico, o capital estrangeiro vai sempre cair fora da Bolsa ao ver que o “nove dedos” ou algum outro vermelho está na frente. Vai ter muita gente especulando e a volatilidade voltará com força aos investimentos. Movimentações muito bruscas no Ibovespa, em um único dia, serão frequentes. Falo isso pois foi assim no passado, infelizmente brasileiro tem memória curta.

E ao final, se um candidato de esquerda ganhar, será o APOCALIPSE para os investimentos.

Então o que fazer para proteger o patrimônio?

Primeiro quero deixar claro: isso não é recomendação, somente argumentação. Vou dizer o que eu farei, a título de informação.

Já comecei a procurar meios de abrir uma conta no exterior, para começar a investir fora, principalmente nos mercados americano e europeu, em ações e ETFs.

Além de investir o dinheiro em países com economias e instituições mais confiáveis, naturalmente todo este investimento estará atrelado a dólar e euro. E se todo esse cenário apocalíptico acontecer, certamente o dólar irá às alturas e minha carteira lá fora se valorizará em relação ao Real.

E para o curto prazo, já estou analisando colocar uma parte do meu patrimônio em algum bom fundo multimercado, onde o gestor busca proteger o capital com investimentos fora do Brasil também. Neste sentido, já comecei a comparar alguns fundos disponíveis em alguns bancos e corretoras, em termos de taxas cobradas, rentabilidade, etc.

Galera, realmente estou preocupado com essa “calmaria”. A Bolsa chegando a quase 70.000 pontos, o Brasil sem grandes avanços em reformas e os vermelhos surgindo das cinzas no ano que vem.

O nove-dedos está solto. A presidenta nem indiciada foi. A presidenta do partido maldito declarando abertamente apoio a Maduro. E os partidos mais radicais (PSOL, PC do B), parece que estão mais fortes do que antes.  E eles tem toda a grande mídia a favor.  Incluindo a Rede Diabólica de Televisão e suas malditas novelas.

Infelizmente, não é só tirar esses bandidos do poder. Ainda vai demorar muito tempo para mudar a percepção da população em relação a eles. A guerra cultural será longa e dificílima. Com sorte, poucas décadas, assim como demorou para os vermelhos dominarem a cultura, mídia, universidades e os principais formadores de opinião do país.

Consequentemente, a chance da maioria elegê-los novamente é real.

Enfim, o melhor que posso fazer é imaginar os piores cenários e proteger meu capital de acordo.

E você, já pensou a respeito do que pode acontecer com o país nos próximos anos?

Abraços

sábado, 19 de agosto de 2017

Histórias reais de psicopatas corporativos: Episódio I



Fala galera,


Em um país com mais de 13 milhões de desempregados, é natural que, em meio a essa crise, as pessoas passem a defender seus empregos com unhas e dentes. 

Mas tenho notado que, de alguns anos para cá, a politicagem, a bajulação e a sabotagem têm tomado proporções absurdas nas empresas.

Hoje vou começar uma série onde compartilho com vocês casos reais que envolvem tudo isso, com o intuito de “mostrar a real” de dentro das corporações, principalmente para os mais novos e para aqueles que tem curiosidade em saber mais sobre os bastidores desse mundo.  

Hoje, na empresa atual, sou um executivo responsável por uma equipe tecnicamente excelente, porém razoavelmente jovem. O lado bom é que conseguimos apresentar resultados muito bons.

Já o lado ruim é que, pelo fato de ser uma equipe jovem, todos tem muito gás para entregar o trabalho, porém não percebem o jogo político, ou a guerra silenciosa nos bastidores entre as pessoas, e vez ou outra acabam se metendo em “presepadas”.  

Um bom exemplo é que muitas vezes eles acabam fazendo favores para outros gerentes, na ingenuidade, acreditando que os mesmos vão auxiliá-los lá na frente, em suas avaliações, ou lembrar de seus nomes para eventuais vagas melhores ou promoções. Um grande engano. Eles raramente, ou nunca fazem isso. Fica a dica.

Vou contar aqui um caso que ocorreu essa semana e que ilustra bem a guerra silenciosa pelo poder, as brigas de egos entre as pessoas e como os “psicopatas corporativos” fazem de tudo para conseguir seus objetivos.

Já há algum tempo, meu time finalizou um projeto que durou alguns meses, tendo entregue uma nova tecnologia, ou aplicação (vou chamar assim, para manter um certo nível de anonimato) que não existia na organização, em nenhum lugar do mundo, apesar desta ser uma multinacional.

No início do projeto, formei um time, onde o líder era um funcionário de minha equipe, tecnicamente excelente e com histórico de bom relacionamento com as pessoas e de “entregar” muito rápido e com qualidade, e solicitei também participantes das áreas interessadas ou que seriam afetadas por essa nova aplicação. Ou seja, formei um time de projeto.

Com o conhecimento de algumas pessoas de meu time que já haviam implementado essa mesma “solução” em outras empresas, desenvolvemos o conceito inicial e o plano para implementação, e, juntamente com o time do projeto, lutamos durante vários meses contra vários obstáculos, inclusive financeiros, até conseguir entregar o projeto.

Após um mês entregue, o projeto já se pagou, evitando uma série de problemas que custariam um bom dinheiro para a companhia sem a tal aplicação em uso. Além do mais, por ser uma solução inovadora, gerou uma grande visibilidade para minha área e para o líder do projeto.

E esta foi a semana que marquei para apresentar o resultado final para a direção da empresa. Faço sempre questão de dar o crédito a quem realmente fez o trabalho e combinei com o líder do projeto que eu faria uma breve introdução e que ele faria o grosso da apresentação.

Mas antes disso, logo de manhã, o líder do projeto me procurou para mostrar a apresentação (powerpoint) que ele havia preparado para explicar toda a evolução, desde a idéia inicial até a entrega do projeto.

A primeira página era somente uma capa, e logo na segunda já quase caio da cadeira: além do meu nome como patrocinador do projeto, ele havia incluído o de outro gerente, também como patrocinador (para quem não sabe, patrocinador, ou sponsor, geralmente é o executivo que ajuda o líder do projeto com as questões mais críticas, principalmente removendo obstáculos nos bastidores, é quem vai buscar recursos financeiros para bancar o projeto, ente outras coisas).

De cara, perguntei ao líder do projeto: Por que o “FULANO” está como sponsor? Ele te pediu? Logo meu funcionário gaguejou e me respondeu: “Sim. Pediu. Você quer que eu tire o nome dele? Ele ajudou a pagar uma parte. E respondi: “LÓGICO!!!. Pode tirar o nome dele!! Ou você acha justo que alguém que somente deu uma ajuda pontual também leve crédito por todo seu esforço e do time que você formou??? Cabe aqui explicar que o FULANO pagou uma parte quando vimos que precisaríamos de mais recursos e levantamos a necessidade para a área de Finanças. Como a área dele tinha verba sobrando no orçamento anual, esse valor iria “morrer” se não fosse utilizado logo. Portanto a solução natural na empresa foi transferir esse budget para nosso projeto.   

Bom, o líder do projeto acabou tirando o nome do Gerente FULANO, como eu pedi, e como este não participaria da apresentação para a direção que eu marquei (pois aproveitei uma reunião onde o chefe dele participa com outros executivos de nível mais alto, para incluir este assunto), seria o último a saber que o nome dele não estaria mais lá. Um problema a menos para mim.  

Porém, eu já sabia que o “buraco era mais embaixo”. Explico: há muito tempo percebo o chefe deste gerente malandro, ou seja um gerente geral (equivalente a diretor em muitas empresas, vou chama-lo aqui de GG), tentando dar o mesmo nível de crédito neste projeto para as pessoas do time dele que somente AJUDARAM neste projeto, ou seja, que fizeram somente o operacional, não conceberam nem criaram nada.

Vale ressaltar que esse cidadão tem o comportamento compulsivo de roubar apresentações de funcionários de outras área e depois aparecer em reuniões com a diretoria, abrir o arquivo e dizer “para resolver o problema X, NÓS FIZEMOS isso e aquilo, foi tudo um trabalho em time”, quando a iniciativa é totalmente de outro departamento e geralmente uma única pessoa deveria ser reconhecida pelo que fez.  

E como ele consegue o material? Pede educadamente para o “dono” compartilhar com ele a título de informação, usando também a força de sua posição, e geralmente os INGÊNUOS sempre enviam, achando que vão ganhar pontos lá na frente, como já falei.

Mas agora vem a “cereja do bolo”: esse gerente geral já tinha uma ESTRATÉGIA MALIGNA montada para tentar roubar os créditos deste grande projeto. Ele só estava esperando para “dar o bote”. E foi justamente na apresentação que marquei para a diretoria.

Chegou o dia da apresentação. Após eu fazer uma breve introdução, o líder do projeto começou a mostrar o conteúdo. Logo na segunda página, com o título “Time do projeto”, ele citou todos os nomes dos envolvidos, começando pelo meu, como sponsor, até os membros operacionais. Nessa hora olhei para a cara do GG, que estava visivelmente irritado ao ver que não havia ninguém do time dele apresentado em algum papel relevante.  

Seguiu a apresentação, muito bem conduzida por sinal, e ao final, o líder do projeto perguntou se os presentes teriam dúvidas ou comentários. A partir daí eu sabia que o psicopata poderia tentar “dar o bote final”.

Após algumas perguntas do diretor geral, o GG vira para ele e fala na maior cara de pau: “essa solução faz parte de uma iniciativa maior, chamada Projeto XYZ (esse nome é fictício, lógico), onde entregaremos não somente essa aplicação, mas outras para as finalidades A, B, C...e que temos trabalhado com representantes de todas as áreas”.

Perceberam a sacada? Algumas semanas antes, sabendo que estávamos perto de entregar nosso projeto, ele havia iniciado um outro projeto, com um escopo maior, onde essa nossa aplicação entraria como uma das soluções propostas para resolver uma gama mais ampla de problemas da organização. Eu fiquei sabendo disso recentemente, e logo saquei a estratégia do demente. E, a essa altura, eu já sabia que provavelmente ele já estaria vendendo isso até para a matriz.

Assim que ele deu o bote, pedi a palavra e, olhando primeiro para o diretor geral falei: “Acho que precisamos esclarecer um ponto, me corrija se estiver errado” – olhando para o líder do projeto agora. “Este projeto surgiu de uma necessidade que vimos lá atrás, e, com o conhecimento de nossa equipe, concebemos, desenvolvemos e implementamos, e esse projeto maior de que estão falando agora não existia. Somente recentemente foi colocado abaixo deste, em um contexto mais amplo. Correto?” – olhando agora nos olhos do GG.

O líder do projeto concordou, e o psicopata resolveu recuar, ao invés de comprar a briga, pois sabia que eu “puxaria a espada” e “iria para o pau” se necessário.  O diretor geral por sua vez,  ficou neutro e não comentou nada, mas não é bobo, sabia exatamente o que estava acontecendo.

Reforço que toda essa conversa foi feita de maneira educada e sem elevar o tom de voz.

Ao final do dia, aliviado, eu sabia que somente uma das primeiras batalhas havia sido ganha, pois, como disse, o maluco já deve ter vendido até para peixes grandes o suposto grande projeto “dele”.

Pelo menos eu garanti que o diretor geral soubesse e ele tem um peso muito grande na avaliação de desempenho anual de todos, sempre fazendo questão de dar seus “pitacos”.

O que vem depois nessa novela eu ainda não sei, mas queria compartilhar aqui que passo por isso com uma frequência incrível, e a quantidade de pessoas, principalmente nos níveis mais altos, e que jogam sujo geralmente é maior do que a de “pessoas do bem”.

Uma vez li um livro sobre psicopatas que falava sobre isso mesmo: geralmente nos níveis mais altos há muitos psicopatas, até mesmo CEOs.

Se eu falar para vocês que passo de 30 a 40% do meu tempo discutindo estratégias com meu chefe, ou pessoas em quem posso confiar, para combater as estratégias contrárias dos “inimigos”, não estou mentindo. É muito tempo e energia gasta. Imagino que nos níveis mais altos, em diretorias, os caras passem mais de 70% “jogando”.

Isso tudo me faz refletir constantemente: até que ponto é saudável viver nesses ambientes? Vale à pena mirar o topo e buscar sempre promoções, mudando constantemente de nível? Será que canalizar toda a energia gasta nos conflitos corporativos em um negócio próprio, por exemplo, não seria um caminho mais feliz?

Se você chegou até aqui, obrigado por ter gasto o seu precioso tempo, e me desculpe pelo texto tão longo. Mas esse não consegui achar uma maneira de resumir sem perder conteúdo que acho importante compartilhar.

Fica a reflexão.

Abraços,

sábado, 5 de agosto de 2017

Independência Financeira: parar de vez ou continuar fazendo algo que gosta?


Caros guerreiros do milhão,

Um dos assuntos mais recorrentes nos blogs da Finansfera é a sonhada “Independência Financeira”,  ou seja, ter um nível de recursos suficiente para manter o padrão de vida que se deseja sem precisar trabalhar, somente deixando o dinheiro (ou patrimônio) trabalhar por você.

Eu particularmente tenho uma visão um pouco diferente.  Não gostaria de parar totalmente, pois existem atividades que gosto muito de fazer, que atualmente são hobbies onde não tenho muito tempo para dedicar, então o natural seria me desenvolver mais ainda neles e eventualmente até gerar uma renda.

No meu caso, o principal hobby é a música. Durante muito tempo pratiquei guitarra e violão, e em um momento da minha vida já cheguei a pensar em viver disso.  Não sou nenhum Jimi Hendrix, Joe Satriani ou Stevie Vai, longe disso.  Mas dá pro gasto...Durante um tempo da minha vida também tive muito contato com as artes marciais mais tradicionais, até por isso o nome do blog, mais isso fica para um próximo post. 

Então, por que não fazer algo relacionado quando parar de trabalhar? Por exemplo, abrir uma pequena escola de música, ou loja de instrumentos musicais. Só o fato de estar sempre me relacionando com pessoas da área, participando de eventos, além de ter mais tempo para praticar o instrumento, tenho certeza que seria bem gratificante.

Mas por que você não faço isso agora?

Bem, confesso que já pensei nisso algumas vezes, mas acho que ter um plano de transição, com recursos suficientes para se manter se der tudo errado, é muito mais fácil.

Acabei me formando em outra área e seguindo carreira em grandes organizações, sempre mantendo os hobbies do jeito que dava.  Vamos dizer que optei pelo “certo” no lugar do “duvidoso”. Na época acreditava nisso, hoje tenho minhas dúvidas...rsrs

E quem aqui nunca pensou também em largar aquele emprego sacal das 08:00 às 17:00, ter que lidar com chefes idiotas e toda a politicagem das organizações, para fazer algo que gosta mais?  Ou, de repente, até se dedicar a aprender algo novo: cozinhar, marcenaria, fabricar cervejas... As oportunidades são infinitas...

Ao final das contas, acredito que uma “semi independência financeira”, onde você não para totalmente de trabalhar é muito mais viável do que simplesmente parar sem ter em mente o que fazer. Aquela idéia de parar para ficar com os pés esticados na cadeira de praia, tomando caipirinha e comento camarão, é sedutora, mas não sei se realmente é saudável para a mente. 

Em meu modesto ponto de vista, gastar seu tempo fazendo algo que lhe de prazer ou lhe gere alguma satisfação pelo resultado (exemplo: aprender algo novo), onde você possa interagir com pessoas, trocar experiências, e até ensinar os outros, é fundamental para manter-se feliz e realizado.  E, quem sabe, pode ser até suficiente para pagar algumas de suas contas.

Desta forma, passa a ser possível este modelo de “semi independência financeira”, onde a renda passiva pode ser complementada pela renda proveniente de algo que você goste muito de fazer.

E você? Como imagina a sua independência financeira? O que quer fazer quando chegar lá?

Abraços

domingo, 30 de julho de 2017

Oportunidade de lucro de 565%!!!




Caríssimos  guerreiros do milhão,

Essa semana recebi um informe de uma empresa de publicações financeiras alertando sobre uma oportunidade de investimento que poderia render até 565% de valorização. Isso mesmo!!! 565%!!!

Confesso que no começo fiquei empolgado. Mas pensando com mais calma, e antes de fazer besteira, resolvi investigar mais a fundo do que se travava.

Só para vocês entenderem a história. Já faz algum tempo que assino alguns relatórios financeiros da empresa EMPIRICUS, que por sinal são de muito boa qualidade, em minha modesta opinião.

Após alguns meses assinando estes relatórios, um dos analistas, que era responsável por uma newsletter diária bem lida, saiu da Empiricus, e após algum tempo recebi alguns e-mails de propaganda para que recebesse gratuitamente uma outra newsletter, de uma nova empresa de análise e publicações financeiras que estava sendo formada: a INVERSA PUBLICAÇÕES.

O próprio analista que assinava aquela antiga newsletter diária da Empiricus agora estava encabeçando esta outra empresa de publicações financeiras. Não sei até que ponto é somente uma “sub marca” da Empiricus, mas na INVERSA eles se dizem mais independentes e totalmente “fora da caixa” em relação ao que outras casas de análise recomendam para se investir. Realmente tem alguns relatórios interessantes gratuitos que recebo deles, mas muito mais focados em análise do cenário macro em termos de política e economia, do que recomendações de ações ou outros ativos.

Pois bem, esta semana recebi um e-mail bem chamativo, com o título bem parecido ao de meu post: oportunidade única de 565% de lucro!!! E algo como: “você tem que se posicionar agora, antes de 1 de agosto, para não perder esta oportunidade”.

Obviamente, para oportunidade de ganho tão expressivo, o referido analista não abriu a informação, de qual seria a oportunidade. Era somente um teaser (um “e-mail propaganda”) para vender seu produto. Para ter acesso completo, é necessário comprar a assinatura anual do relatório, por aproximadamente 12 x R$25,00.

Porém, para passar mais credibilidade, de que realmente eles fazem uma análise detalhada, ele deu várias pistas no texto do teaser.  E como já tenho um pouquinho de experiência em Bolsa, descobri a tal oportunidade: ações da empresa FORJAS TAURUS.

Para quem não sabe essa empresa é a maior fabricante de armas leves (pistolas, revólveres, etc.) do Brasil e uma das maiores do mundo. E sua cotação no passado já chegou a um nível entre 5 a 6 vezes maior que o atual.

Uma das pistas no teaser era o fato de haver um gatilho que pode ser destravado para o valor da ação, que resume-se à aprovação de um projeto de lei em Brasília, a ser votado pela Câmara após o recesso parlamentar, ou seja, a partir de 1 de agosto.

Ao pesquisar nos sites do Legislativo, descobri que realmente há uma matéria a ser votada, que libera armas de fogo para todas as guardas municipais no Brasil. Não sei o quanto isso se traduziria em demanda adicional para a empresa. Mas em minha modesta opinião, não justificaria uma valorização de 565% no valor das ações.

Como não assinei o relatório completo, com todo o racional do referido analista, não sei qual horizonte de tempo ele considera para que se atinja essa valorização, nem se há outros fatores relevantes que possam justificá-la.

Acessei também a página da empresa FORJAS TAURUS, na seção de relações com investidores, e descobri mais um fato interessante: na semana passada houve uma brusca valorização das ações em um dia (de aproximadamente 25%), justamente após a INVERSA soltar seu relatório. Descobri isso não seção “Fatos Relevantes”, onde a empresa respondia a uma indagação da CVM, a respeito da movimentação atípica de suas ações. A empresa respondeu publicamente que a súbita valorização deveria ser decorrente do relatório da INVERSA Publicações, sobre o qual a FORJAS TAURUS alegou não ter nenhuma relação e que não endossava a referida informação.

Enfim, a cotação realmente subiu aproximadamente 25% em um único pregão. Pode subir ainda mais?

Não faço a mínima idéia.

O que eu quis compartilhar aqui é a experiência de me deparar com a proposta de acesso a  um relatório que aposta em uma valorização enorme, que pode gerar o impulso de se comprar assinatura que não é barata, e de repente não acontecer nem de perto a valorização “prometida”.

Como disse, tenho algumas assinaturas de relatórios básicos da Empiricus, os mais em conta, que me ajudaram a entender um pouco melhor o mercado, e muitas vezes já trazem o resumo mastigado de informações importantes sobre empresas, para se decidir investir ou não.  Mas faço também minha devida análise crítica e estou tentando aprender a estudar empresas através de meu próprio esforço.  Faz parte do business deles, tentar vender relatórios mais “Premium” que prometem n formas de obter valorizações muito expressivas (ex: estratégias com opções ou de trades de ações). Quem já é assinante do básico recebe esses teasers quase todos os dias.

Eu prefiro ficar fora dessa e não acreditar em santo milagroso na Bolsa.

Para mim, em investimentos só existem três milagres: APORTES CONSTANTES, JUROS COMPOSTOS E TEMPO.

Abraços

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Bolsa subindo "como um foguete": bom ou ruim?


Salve peregrinos do milhão,


Finalmente tenho tempo de sobra para escrever aqui no blog, e a razão é muito boa: FÉRIAS!!

É muito bom poder parar de tempos em tempos e curtir um lugar que você sempre quis conhecer, principalmente se for um país melhor que o Brasil atual.  E desta vez escolhi bem: o CHILE.

Cheguei de volta ao Brasil ontem, após 9 dias com a espetacular vista da Cordilheira dos Andes a partir da capital Santiago e contato com o simpático e educado povo local.

Em uma próxima postagem pretendo contar um pouco mais sobre minhas experiências no Chile, pois acho que vale comparar muita coisa com nosso pobre país.

Amigos, poupar e aportar é bom, mas uma vez ouvi de um senhor de mais de 70 anos, que durante alguns anos foi o melhor mentor profissional que já tive: “não deixe para aproveitar tudo na velhice, pode ser tarde demais”.  

Por isso acho que temos que encontrar um meio termo entre aportes e aproveitar a vida. Por melhor que nos preparemos, nunca teremos a garantia de que chegaremos lá com a mesma saúde e disposição, e até mesmo com os entes queridos ao nosso lado.

Deixando o papo filosófico de lado, após dez dias de inatividade, encontrei o Bovespa buscando os 66.000 pontos e a maioria de minhas ações com valorizações expressivas acumuladas nas últimas semanas.  

E como acompanho diariamente o noticiário político, isso me deixou com uma “pulga atrás da orelha”:  será que dá para esperar mais valorização pela frente ou a queda é iminente?

Confesso que não sei. Não sou Nostradamus, e só posso imaginar e estimar os riscos de diferentes cenários. E pela conjuntura política dos últimos dias, acho que vem “bomba” pela frente.

A equipe econômica, capitaneada pelo Henrique Meirelles, deu os primeiros sinais públicos de conflito com Temer e sua turma.  De um lado, Meirelles não abre mão do teto de gastos públicos. De outro lado, o ministro do Planejamento do Temer mandou goela abaixo a aprovação de um PDV para os “funças”, e tudo indica que é somente uma desculpa para aumentar o teto de gastos lá na frente, pois eles já sabem que não vão conseguir cumprir.

Isso sem falar no aumento do imposto sobre os combustíveis, reprovado pela Justiça, e único jeito que esses malditos encontraram pra fechar o rombo das contas no curto prazo, pois no país dos benefícios surreais, ninguém pode reduzir custos com os parasitas que mamam nas tetas da máquina estatal.  

E até aqui só estamos considerando o dia-a-dia de um governo Temer sem a oposição tentando derrubá-lo com novas denúncias.  Se vierem à tona fatos graves em breve, certamente o “angu vai desandar”.  E sabemos que tem fila de delatores para fornecer munição para o Janot, antes que ele termine seu mandato de PGR. 

Pode também não acontecer nada de grave e a Bolsa continuar subindo? Pode!!

Mas como “cachorro picado por cobra tem medo de até de lingüiça”, estou desfazendo algumas posições em Bolsa e me preparando para realocar.

Eu realmente estava muito acomodado, com uma alocação “violenta” em Bolsa, aproveitando as últimas semanas de rally, e quase esquecendo que o Brasil não é um país confiável. Ainda bem que acordei a tempo.

Hoje coloquei ordens de venda para o total de uns 35% de minha carteira de ações. Na maioria dos casos, ainda mantenho uma posição menor nas empresas. 
Minha lógica foi diminuir a exposição em ações onde já ganhei muito e/ou não apresentam grande potencial adicional de valorização (ex: Itaú e Lojas Americanas) e naquelas onde o efeito político é maior, ou seja, estatais (ex: Banco do Brasil). 
E como seguro para o caso de uma queda brusca do Bovespa, de forma a compensar uma queda de minhas ações restantes, comprei puts (opções de venda) de duas empresas das mais negociadas, que são instrumentos que podem ter grande valorização neste cenário. Lembrando que isso não é uma recomendação, pois não sou profissional financeiro habilitado. Além do mais, opções envolvem altíssimo risco. Só estou compartilhando minhas experiências.


Em resumo, não vou esperar a próxima tempestade chegar para ver que a casa caiu. Estou reforçando a casa para que aguente a tormenta.  

E meus próximos aportes deverão ser em ativos de menor risco (renda fixa e quitação de um imóvel), até que a situação política esteja menos incerta. 

Abraços e até a próxima!

sábado, 17 de junho de 2017

POLÍTICA E INVESTIMENTOS: Porque seu dinheiro pode derreter nas próximas semanas...


Salve confrades da blogosfera de finanças,

Após um longo período de desânimo com as postagens, resolvi voltar e compartilhar os altos e baixos de minha jornada rumo a esta imagem de sonho que formamos em nossas mentes e chamamos de independência financeira (vulga “IF”).

Confesso que desanimei das postagens após a avalanche de haters que começou a tirar blogueiros do anonimato, acreditando simplesmente que ia prejudicá-los de alguma forma. Outra razão que me deixou meio desanimado em manter postagens nos últimos tempos foi a situação de nossa república de bananas chamada Brasil: me questionei muito se ainda valeria à pena insistir com investimentos em um país comandado por bandidos ex-guerrilheiros e comunistas seguidores cegos de uma ideologia que já se mostrou desastrosa em todos os países onde foi de alguma forma implementada: o socialismo/comunismo, que no Brasil é buscado incessantemente e muitas vezes inconscientemente pela maioria dos partidos envolvidos no jogo político-criminoso que nos empurra cada vez mais para a beira do precipício, tudo isso com a cooperação irrestrita da “Rede Globo de imbecilização” ou alienação.

Pois bem, após muita reflexão, sempre com um fio de esperança de que o país poderia sair do buraco político-econômico que se enfiou, resolvi encarar esta realidade desastrosa de frente e pelo menos tentar mostrar, através desse blog, que é possível investir em meio a essa tempestade, desde que façamos a nossa parte de buscar pressionar e mudar a situação política do país para que as próximas gerações possam viver com alguma dignidade.

Então, volto de cabeça erguida com meu blog, e buscando pelo menos alertar aos desavisados sobre o que está acontecendo com nosso querido Brasil: após décadas de doutrinação e dominação cultural, tudo baseado nas idéias de um vagabundo comunista chamado Gramsci, estamos nas mãos de crápulas-político-bandidos representados por praticamente todos os partidos que controlam o Executivo e Legislativo (e indiretamente o Judiciário, nomeando juízes e procuradores “amigos” e simpáticos aos seus ideais).  

Em meio a este cenário, o desafio de aportar e investir torna-se muito mais difícil e para os desinformados até impossível fazê-lo sem incorrer em riscos que podem tirá-los do jogo definitivamente.

Após quase um ano do impeachment da “guerrilheira vagabunda”, dezenas de delações mostrando a podridão de nosso sistema político e conluio com empresários amigos, além de uma tonelada de provas mostrando que o MOLUSCO concebeu e coordenou todo o esquema, nada aconteceu. O “nove dedos” continua solto e arquitetando sua volta, enquanto o maior açougueiro-empresário-bandido da história do Brasil (o Sr.“Friboi”) serve de marionete para o PGR pró-PT, que junto ao ministro comunista do STF (indicado pela guerrilheira, diga-se de passagem) tenta derrubar o vice da vagabunda para tentar gerar um ambiente de antecipação de eleições diretas, de forma a salvar o “nove dedos” do xilindró, promovendo o retorno retumbante do pai dos pobres, quem o povo humilde até hoje acredita que melhorou suas vidas, quando por pura sorte o Brasil surfava a onda de alta das commodities.

Se tudo isso que eu falei é estranho para você, sugiro urgentemente que vá estudar sobre o que está acontecendo no nosso país, para seu bem, de sua família e de seus investimentos.

Falando de investimentos, como investir em um país onde um açougueiro-bandido grava o Presidente da República e a Procuradoria vaza tudo para o “Jornal da Vergonha Nacional” pegando todos os investidores de calças curtas, gerando circuit breakers, perda de toda a rentabilidade acumulada no ano, e tudo vira pizza no final? O cara ainda faz o acordo mais camarada para um bandido de que se tem notícia até hoje e vai curtir seus bilhões no luxo de Nova Iorque.

Ainda acredito que existem empresas honestas e bem geridas no Brasil, mas agora tudo pode acontecer. Vem aí a delação do Palocci, e já se diz que vai entregar alguns grandes bancos, além de poder entregar outras grandes empresas.  

Será que ainda temos grupos empresariais no Brasil que não se sujeitam a “esquemas” com o governo? Será que a busca do socialismo já avançou ao ponto de não termos mais empresas que crescem por mérito próprio, por boa gestão? Somente os “amigos” do governo socialista?

Ainda tenho algumas empresas em minha carteira, as quais acredito terem boa gestão e não precisarem se sujeitar a este esquema imundo, mas estou aguardando os próximos acontecimentos, as próximas delações, para ver se realmente ainda dá para investir de forma segura no Brasil. Caso não seja, vou procurar meios de investir fora do Brasil.

Mas não desistirei do nosso país. Vou lutar, participar de manifestações, me filiar a um partido de direita quem sabe? Pois precisamos salvar nosso país, caso contrário tudo isso que pregamos na blogosfera, de independência financeira, da busca por um futuro melhor, tudo isso corre um grande risco de acabar.

Amigos, sei que tudo isso soa meio depressivo e catastrófico, mas daqui até as eleições de 2018 tudo pode acontecer. E isso pode afetar os nossos investimentos de uma maneira definitiva.  Então, não vou falar para ninguém o que fazer. Cada um sabe onde aperta o seu calo. No meu caso, pretendo me engajar mais na discussão política, ajudar as pessoas à minha volta a entender o que está acontecendo, ajudá-las a ter mais condições de escolher um candidato em 2018. Ajudar pessoas mais simples e menos instruídas a entender como foram enganadas até hoje, principalmente pelo “pai dos pobres” que gosta de triplex, voar de jatinho e tem filho bilionário.  Acredito que, se cada um fizer um pouquinho, podemos diminuir as chances de um desastre no futuro próximo.  

sábado, 10 de setembro de 2016

Você não gosta do seu chefe? O que fazer?


Caro leitor,

Uma das coisas que vou tentar fazer através do blog é dividir um pouco de minha experiência e aprendizado no mundo corporativo, para que os mais jovens não venham a cometer os mesmos erros e também tentar ajudá-los com as experiências positivas.  Então vamos lá...
Você já notou quantas pessoas reclamam de seus chefes? Não só nos blogs, mas em qualquer lugar físico também: no café da empresa, no happy hour com os colegas, em casa com sua família, e, em alguns casos até para o psicanalista ou psiquiatra.
 
Há muito tempo atrás, quando tinha muito menos maturidade profissional e ainda estava na base da organização, cheguei a ter relações conflituosas com alguns chefes. E, acredite, isso nunca me trouxe nenhum benefício, muito pelo contrário.  Cheguei a “botar tudo a perder” em minha primeira empresa, onde passei de um “High Potential”, ou seja, a bola da vez, a alguém colocado de escanteio por não ter tido a paciência necessária para esperar meu momento e ter entrado em conflito com a chefia.

Desde o início de minha carreira, sempre busquei a excelência técnica, mas não era muito preocupado com o lado comportamental e de relacionamentos dentro de uma empresa. Formado em Engenharia, sempre acreditei que se fosse excelente em minha função, as portas de cima se abririam facilmente. Mas na prática não é bem assim.

Toda empresa é feitas de pessoas. E todos têm interesses ali dentro, muitas vezes conflitantes.  Desta forma as pessoas vão se agrupando na organização, se aliando com quem tem interesses parecidos, com quem tem mais afinidade ou por outras razões. Daí surge o que deveria ser somente a política, no bom sentido, mas que vira a politicagem. Geralmente leva tempo para os mais novos perceberem esse grande “jogo”, e muitas vezes já se dão mal simplesmente por demonstrarem algum comportamento que desagrade a esses grupos.

O problema fica ainda maior quando entramos no lado psicológico da questão. Em maior ou menor grau, as pessoas querem se sentir reconhecidas ou valorizadas. Ter o sentimento de pertencer a um grupo, acreditar nas mesmas coisas, nos mesmos valores. Isso é bem básico do ser humano e acredito que se forma na adolescência. Sem falar ainda dos casos extremos: pessoas extremamente carentes de atenção, outros que viveram fortes traumas fora dali, e tem sempre uma porcentagem de psicopatas mesmo.
Agora pense no seu chefe. Como você acha que ele navegou em meio a esse caos de pessoas e conseguiu subir?  No mínimo, ele soube tirar mais vantagem dessa situação. Soube fazer o “jogo” da organização. Soube se comportar como a organização espera.  E o que você acha que ele espera do seu comportamento, que seja muito diferente do dele?
 
Basicamente, o que o chefe espera de você é: DÊ RESULTADO e NÃO GERE PROBLEMAS. Mas lembre-se: isso é o básico e não garante que você vai ganhar aumento ou ser lembrado para uma promoção.  Para esse segundo passo ele tem que gostar de você. Quando digo gostar de você, não é gostar somente do seu trabalho. Ele vai ter que confiar em você como pessoa também, e para isso você deverá ter valores e um comportamento parecidos com os dele. Além disso, você deverá ser bem aceito por outras pessoas além do seu chefe, pois hoje em dia para promover alguém em uma empresa, muitas vezes você será avaliado por seus clientes internos também, e até pelo chefe do seu chefe.

De forma resumida, os conselhos abaixo valem para qualquer pessoa que trabalhe ou busca trabalhar no mundo corporativo, especialmente para aqueles que já não gostam do chefe:

1. Toda organização (ou empresa) funciona da maneira que descrevi acima. SE VOCÊ NÃO ACEITA que tem que criar relacionamentos e se comportar conforme o que a empresa espera (e não o que você acha que é certo) CAIA FORA LOGO, pois só irá se frustrar e possivelmente entrar em conflito com alguém;

2. Se você tem problemas com seu chefe, ou não gosta dele: SEU CHEFE NÃO VAI MUDAR POR SUA CAUSA. Ele só está preocupado se você entrega o serviço esperado e não gera problemas.

3. Se você passar a ser um PROBLEMA PARA SEU CHEFE, ELE VAI DAR UM JEITO EM VOCÊ. Vai tentar se livrar do “problema” (você).

4. Se você causar qualquer outro tipo de problema, que não seja conflito direto com seu chefe (pode ser com outra pessoa), dependendo da repercussão do problema, isso passa a ser problema do seu chefe – então retorne para o item 3 acima.

Hoje tenho uma posição gerencial e muita sorte de não ter tido problemas como esses, pelo contrário, tenho ótimo relacionamento com minha equipe.
Porém, tenho a oportunidade de participar de reuniões onde muitas pessoas têm seus comportamentos avaliados e ocasiões onde outros gestores expõem todos os tipos de problemas de comportamentos de seus funcionários: aqueles que os desafiam e fazem de tudo para tumultuar o ambiente, aqueles que trabalham abertamente para derrubá-los. Enfim, todo o tipo de problema.
Já vi gestor “pedindo a cabeça” de muita gente, sem ao mesmo estas pessoas saberem. Vi pessoas serem encostadas, outras transferidas “na marra” para outras áreas, tudo isso porque entraram em conflito com seus superiores.
Apesar de minha posição, tenho superiores também, e sei que sou constantemente avaliado. Então tomo bastante cuidado para não me tornar um “problema” para eles.

Moral da história:

1. O mundo corporativo é daí para pior, o jogo é esse. Se você vive reclamando do ambiente desgastante, do assédio do chefe opressor, das rodinhas de fofoca e pessoas querendo te puxar o tapete, ou seja, todo esse “blá-blá-blá” que falam em muitos blogs: pense bem se vale à pena continuar. Pois conforme você progride na carreira a tendência é piorar.

2. Como em muitas situações da natureza você tem duas alternativas: LUTAR OU FUGIR.