terça-feira, 19 de junho de 2018

Cansei de gastar tempo analisando e comprando ações: vou investir em ETFs

Fala galera,

Espero que estejam todos bem.

Essa semana, assistindo a uma entrevista com um gestor profissional de fundos de investimento, algo me chamou a atenção: mesmo entre gestores profissionais, muitos não batem o índice Ibovespa.

Você já imaginou colocar seu dinheiro em um fundo de ações, por exemplo, com um gestor experiente, que tem toda uma equipe de análise por trás, e após alguns anos estar perdendo para o índice Ibovespa?

Geralmente esses fundos cobram em torno de 2% de taxa de administração ao ano, justamente para remunerar esse profissionais do mais alto gabarito, e ainda 20% de todo o lucro que exceder o índice Ibovespa. Então espera-se que eles sejam capazes de dar um resultado diferenciado.

Mas o que esse gestor queria dizer na entrevista era o seguinte: se mesmo alguns profissionais não conseguem bater o índice, por que você, um investidor amador, seria capaz de batê-lo?

E isso me fez refletir o tanto de ações que comprei e vendi nos últimos anos. Realmente não foi pouco. Mas o que realmente importa é o tempo que gastei estudando as empresas, buscando informações relevantes, ou estudando livros de Finanças. Foram muitas e muitas horas empenhadas.

Ao final, esse gestor recomenda que investidores pessoa física, ou amadores, como a maioria aqui, invistam em ações através de ETFs, que são fundos negociados em Bolsa que replicam o desempenho de um índice. Você só tem que saber o tamanho do seu portfólio que será alocado em Bolsa brasileira por exemplo, e comprar o equivalente no ETF adequado e pronto.

Não precisa gastar horas e horas entrando em sites de RI das empresas, buscar informações, analisar. Só precisa saber, de forma geral, se é um bom negócio investir em ações no Brasil em um determinado momento.

Para ser mais específico, segue a definição do site da BMF/Bovespa:

"O ETF de Ações, também conhecido como Exchange Traded Fund (ETF), é fundo negociado em Bolsa que representa uma comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira de ações que busca retornos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, de um índice de referência. Como índice de referência do ETF de Ações admite-se qualquer índice de ações reconhecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM)."



Dei uma pesquisada no ETF negociado com o código BOVA11, que replica o índice Ibovespa. Ou seja, comprando BOVA11 você estará comprando indiretamente todas as ações que compõem o índice Ibovespa, pagando pouco mais de 0,5% em taxas.

E os dividendos eventualmente pagos por qualquer uma das empresas são automaticamente reinvestidos no fundo.

Nunca parei para calcular a rentabilidade de minha carteira de ações versus o índice Ibovespa, mas acredito que a rentabilidade deve estar muito próxima, pois nos últimos dois anos praticamente tudo subiu muito na Bolsa.

Acredito que tudo na vida é estudo e prática, para ficar bom em algo. Então, estudando bastante e aprendendo com os erros é possível gerir sua própria carteira de ações de forma ativa e obter um bom resultado.

Mas a minha duvida é em relação ao tempo gasto: vale à pena todo o esforço da gestão ativa? Será que é possível bater o índice de forma consistente e com uma boa margem de lucro?

Senão, acho que valeria mais à pena mesmo investir em BOVA11, para a parcela do capital destinada a Bolsa local. Ou algum outro ETF ou uma composição deles.

Lembrando que há outros tipos de ETFs disponíveis, que simulam carteiras de dividendos, outros que seguem o S&P 500 (índice de ações americano), entre outros.

Segue link para lista de ETFs disponíveis: http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/produtos/listados-a-vista-e-derivativos/renda-variavel/etf/renda-variavel/etfs-listados/

E você? O que acha? Ainda vale à pena fazer a gestão ativa de sua própria carteira de ações?

Abraços



domingo, 17 de junho de 2018

Copa do Mundo: você está do lado da manada ou dos que estão ganhando dinheiro?

Fala galera,


Começou! Mais uma Copa do Mundo para nosso país parar mais um pouco, deixar de gerar riqueza enquanto a grande maioria fica na frente da TV enchendo a cara de cerveja e soprando uma vuvuzela.


Desde a semana passada já podemos ver bandeiras do Brasil nas janelas de casas e apartamentos, e umas bandeirinhas menores até nos carros.






Mas o ponto que quero tocar hoje é que, enquanto muitos estão gastando seu tempo vendo o futebol e preocupados com toda a festa em volta, tem um grupo menor, e mais esperto, que sempre aproveita para ganhar dinheiro enquanto a manada está enlouquecida.


Ontem fui ao centro da cidade onde moro, junto com um colega de trabalho, para resolver umas pendências. Era hora de almoço, então teríamos que ser rápidos para finalizar tudo.


Enquanto fui no cartório, resolver pendências sobre um negócio onde devo ganhar uma grana boa, meu colega foi a uma loja de esportes atrás de uma camisa do Brasil. Em seguida, voltou de lá indignado com o preço de R$400 reais pela "amarelinha" oficial da seleção.


Não comprou, mas acredito que até hoje, antes do jogo do Brasil, já deverá ter comprado alguma um pouco mais barato, ou mesmo a oficial, se não tiver encontrado outras opções de seu agrado.


Você já parou para pensar que tem um mercado gigantesco de coisas inúteis, que provavelmente ficarão no armário até a próxima Copa? Quando você irá usar a vuvuzela de novo?


E aquele chapeuzinho, tipo cartola? E a bandeira do Brasil? Quantas vezes você usou nos últimos quatro anos?







Isso sem contar na quantidade extra de cerveja que será vendida nas próximas duas semanas, ou comidinhas nos botecos que estarão lotados.  Ou até mesmo camisinhas...Me lembrei da Vila Madalena, na Copa de 2014, que virou um verdadeiro Carnaval fora de época. Galera ensandecida, vizinhança chamando a polícia porque o povo fazia sexo na rua, e até no jardim das casas.








Eu queria mesmo era dividir com vocês a reflexão que fiz hoje: por que não pensei antes em como ganhar dinheiro com essa euforia da manada? Poderia ter mandado fazer umas 100 camisetas e botar para vender? Ou ter importado um lote de vuvuzelas? Se tivesse gastado um tempo pensando tenho certeza que poderia ter feito um dinheiro com a Copa.


Pelo menos, sei que não vou gastar nada com essas porcarias, nem mesmo uma mísera bandeirinha do Brasil de plástico. Muito menos com camisetas. Meu dinheiro eles não vão tomar...


Mas realmente eu poderia ter sido mais esperto e ficado do lado dos que vão ganhar dinheiro com esse evento.


Então a reflexão que fica é essa. Enquanto milhões param um país inteiro, para ver onze muleques correndo atrás de uma bola, e essa mesma audiência dará mais alguns milhões de euros para cada um deles até o final do evento, nosso país não cria nada, e a economia para.  O pobre continua pobre,  o "classe média" continua "classe média" e daqui a duas semanas,tudo estará na mesma. 


Se for campeão, talvez seja até pior, pois aí que o povo fica anestesiado e esquece que temos um país falido que deverá escolher um presidente esse ano.


Então, sempre que a manada ficar enlouquecida em função de eventos de massa, de que lado você quer estar? Do lado da massa, ou do lado que lucra sobre ela?


Abraços















domingo, 3 de junho de 2018

Investindo em empresas "corruptas" na BOVESPA... E especulando com opções de compra (Calls)


Olá meus caros,


Espero que estejam todos bem.


Agora que a greve dos caminhoneiros já passou, e todo mundo já está de tanque cheio e geladeira abastecida, dá para pensar com mais calma sobre o que ocorreu, e os impactos futuros sobre a economia e nossos investimentos.


Sinceramente, fiquei bem decepcionado com essa greve, pois vai atrasar ainda mais a fraca recuperação do país. Mas dessa vez até que dei sorte. Como já havia comentado em postagens antigas, eu já saí fora da Bolsa quase por completo. Estou com minha menor alocação histórica em Bolsa dos últimos anos.


Estou com aproximadamente R$30.000 em ações na Bovespa, isso porque tenho algumas porcarias que tentei vender, mas não consegui no dia que coloquei a ordem e acabei segurando (ex: CMIG4 e GUAR4). Pra quem tinha mais de R$ 300.000 só em Bolsa há alguns meses, minha alocação hoje é menor que 10%.


Eu havia saído fora da Bolsa por duas razões principais: fazer negócio com um imóvel (comprar uma "oportunidade" e vender a 30% a mais), o qual não concretizei ainda, e por achar que, em ano eleitoral, poderia perder muito dinheiro com a volatilidade, visto a complicada situação política dessa república de bananas.  


Quando a Bolsa chegou em 85.000 pontos, fiquei bem tentado a continuar na euforia e dobrar a aposta. É impressionante como a mente humana quer seguir a manada no momento de euforia. Todo mundo falando pra comprar, analistas falando de Bolsa a 120.000 pontos e bancos de investimento recomendando tudo quanto é ação.  Agora o "angu desandou".


Mas, analisando racionalmente, eu já tinha começado a achar estranho esse otimismo todo com o Brasil, visto que nossa economia ainda está capenga e a previsão de crescimento de PIB de pouco mais de 2% é ridícula para um país que saiu de um buraco monstruoso.


Em minha opinião, pra dizer que estamos nos recuperando, a economia deveria crescer pelo menos uns 5% ao ano. E isso não vai acontecer nesse governo, simplesmente porque o Brasil tem um rombo fiscal monstruoso, e enquanto isso não for resolvido os grandes investidores não colocarão seu dinheiro em nossa economia.  


Com as reforminhas que o Temer conseguiu aprovar, conseguimos fugir de uma tempestade e estamos como aqueles sobreviventes que chegaram em uma ilha deserta, pela sorte da correnteza, com mastro e vela quebrados, casco furado,  sem comida nem água. Tipo Forrest Gump. E mais importante: sem capitão.


Então, voltando ao assunto dos caminhoneiros, juntamente com o crescimento pífio da economia. Pra mim isso foi só a ponta do iceberg. O povo percebe no bolso que a economia quase não melhora. E os caminhoneiros estavam sentindo mais (devido a uma série de impactos sobre o setor deles que não vou entrar em detalhes aqui - exemplo: oferta x demanda de fretes).


Muita gente continua desempregada, ou em empregos muito piores do que tinham há alguns anos. De outro lado, o governo sempre toma mais dinheiro de impostos para manter seus benefícios e se manter no poder. Quem vocês acham que vai pagar a conta da redução do preço do Diesel na bomba?


Então, pra mim há uma vontade de revolta latente no subconsciente da população. Só que o brasileiro é historicamente passivo, e pacífico. Se não tiver alguém pra "puxar a massa", incentivar, nada acontece.  Então, dependendo de quem conseguir manipular essa vontade da população, podemos ter tanto uma mudança muito boa, ou algo trágico (como no caso de uma esquerda radical conseguir manipular essa força).


Portanto, meus amigos, estou no modo "espera" em relação ao mercado financeiro de renda variável. Tem gente que fala que o certo é o Buy & Hold. Sinceramente, com essa zona toda que é esse país, será que Buy & Hold funciona aqui? Ou não seria melhor sair quando você já ganhou algum dinheiro e voltar após as coisas estabilizarem um pouco? Pelo menos até ter uma noção do que pode acontecer. Por exemplo, até ter certeza de que um Ciro Gomes, ou outro comunista, não tenha chances de ganhar as eleições.


Eu não estava afim de pagar para ver meu dinheiro derreter uns 30% em função de coisas que só acontecem em um país extremamente corrupto e desorganizado. Vamos pegar só o exemplo da Petrobrás: quem investiu nela confiando no trabalho do Parente, que realmente mudou a empresa e tornou-a lucrativa, teve uma perda brutal de capital nas últimas semanas. E vários bancos de investimento e "casas de análise" estavam recomendando compra para PETRO4.


Quanto tempo vai levar, para um investidor Buy & Hold recuperar o que perdeu com PETROBRÁS? E quem investiu em Banco do Brasil, e estatais de maneira geral, que caíram também pela falta de confiança dos investidores externos?


Isso sem falar de casos como da Hypermarcas (agora chama Hypera).  Apesar de não ser estatal, era uma das queridinhas de quem comprava para receber dividendos e, de repente, caiu na imprensa que pagava propina para políticos também. CEO pediu a conta, CFO também, estão respondendo na Justiça e agora a empresa está fechando um acordo de leniência na casa de BILHÕES.


As ações (HYPE3) derreteram mais de 40%. Eu tinha uns R$ 30.000 em ações dessa empresa e, por sorte, tinha vendido antes, para fazer caixa para o negócio com imóvel que comentei. Mas me dá calafrios saber que poderia ter perdido mais de R$10.000 por causa da má gestão e corrupção.


Agora estão falando que, se o Palocci delatar, vai implicar mais um monte de empresas, principalmente bancos. Será que vai delatar Itaú e fazer afundar ITSA4 e ITUB3? A queridinha das ações? Eu ainda tenho um tanto de ITSA4.




Bom, meus amigos, assim é o mercado brasileiro de ações. Assim como tudo nesse país, seu funcionamento é reflexo do comportamento oportunista e malandro de nosso povo. As empresas "adequam-se" ao sistema. Fazem o jogo do governo para manter-se lucrativas. Então acho que a maioria pode estar envolvida em algum esquema. Ou, no mínimo, sonegando impostos.


Agora, face a esse quadro sujo, o que fazer? Onde investir para tirar algum ganho maior que a renda fixa?


Bom, no meu caso, vou alocar muito menos em Bovespa, mas ainda vou ficar posicionado em algumas ações que podem "repicar" (ex: Banco do Brasil). Por mais louco que pareça, lá na frente Bovespa pode subir bem, a depender do que aconteça nas eleições.


Comprar na baixa e vender na alta ainda funciona na maioria das situações, mesmo em mercados menos confiáveis e corruptos como o nosso. Não pode pensar muito no lado moral ou ético da coisa, senão não se investe nesse país. Mas deve-se medir o risco de algo vir à tona e o preço desabar.


Vou continuar monitorando os possíveis cenários para as eleições. Se as chances forem grandes para um candidato mais liberal com a economia, Bovespa pode ter outro rally de alta. Mas a maior parte do meu capital, esse ano, pretendo deixar longe da Bovespa. Vou tentar investir no exterior. Incialmente indiretamente (através de fundos) ou, em uma segunda fase, diretamente (via abertura de conta no exterior). Algo que estou enrolando há algum tempo, e já deveria ter feito.


TRADES COM OPÇÕES - POSIÇÃO ATUAL


Para quem tem estômago, e disposição em assumir riscos, inclusive de 100% de perda, é possível ganhar dinheiro no mercado de opções. E é isso que mais estou fazendo nos últimos meses.


Como falei em meu último post, minha idéia era "lucrar com a desgraça" da greve, apostando na baixa da Petrobrás, comprando PUTS (opções de venda). Acontece que deixei para fazer isso na Segunda-feira e o "bonde havia passado". PETRO já havia desabado quase 20%.


Aí mudei a estratégia e comprei opções de compra (CALLS) apostando em um repique. E assim estou posicionado.



Não confio na gestão da  PETRO, muito menos no sócio majoritário (governo), mas tento lucrar com a volatilidade das opções, no meio dessa "zona".


Como já falei antes, lucrei bastante com opções de compra (CALL) no mês passado. Quase R$6000,00 de lucro. Mas foi antes da greve, e da demissão do Parente e intervenção estatal na empresa.


Agora estou posicionado em um lote de 2000 opções de compra(1000 PETRR21 + 1000 PETRR22)  mas em função da queda da semana passada, minhas opções caíram muito.


Não acho que vai chegar a R$21,00 ou R$22,00 até o vencimento. Então estou torcendo para dar um repique essa semana e encostar em R$20 pelo menos, para eu poder vender as opções perto do preço que paguei. Mas a demissão do Parente na Sexta-feira passada terminou de "ferrar" tudo.


Esse é o mundo das opções. Então, não recomendo que se aventurem com opções, sem antes estudar muito, pois o risco é altíssimo.


Abraços




















domingo, 27 de maio de 2018

Lucrando na "desgraça": como pretendo ganhar dinheiro com a greve dos caminhoneiros...

Caros confrades e visitantes do blog.


Espero que estejam todos bem, com algum combustível no tanque e sem produtos de primeira necessidade faltando em casa.


Parece piada, mas esse é o país que vivemos. E, em minha modesta opinião, assim o será enquanto ficarmos assistindo passivos a um eterno governo gigantesco que só consome a riqueza gerada por nós, na forma de tributos, ou propinas, oferecendo muito pouco em troca.






Para mim, essa crise do preço dos combustíveis é só a ponta do iceberg. Os caminhoneiros pararam o país, e devem conseguir o que pedem para a categoria deles. Mas alguém terá que pagar a conta. Na economia real não existe almoço grátis. O governo irá baratear os combustíveis reduzindo o imposto incidente, mas deverá subir algum outro imposto para compensar. Quem duvida que logo vão começar a falar sobre a volta da CPMF novamente?


Em um estado gigante, com centenas de milhares de parasitas ganhando salários e benefícios sem produzir quase nada, por que não se fala em reduzir gastos do governo para poder reduzir impostos? Alguém acha que eles irão mexer nos próprios bolsos? Lembrando ainda que é ano de eleições.


Então, o que acho que vai acontecer é que o governo cederá aos caminhoneiros (usados pelas empresas transportadoras) e o setor deles sairá vencedor.


Mas e se outros setores importantes começarem a parar também? A usar a mesma estratégia? As finanças governamentais já estão estranguladas, o governo não tem para onde correr. É como cobertor curto. Dá mais para um e vai faltar para o outro.




Agora o mais importante: vocês viram o povo nas ruas apoiando os caminhoneiros? Agora já tem vídeos dos próprios caminhoneiros, dizendo que o povo se uniu a eles, pois não aguenta mais a situação do país do jeito que está. Milhares de pessoas nas ruas, em diversas cidades do país, marchando com suas bandeiras do Brasil, em apoio aos caminhoneiros, mas sem uma pauta  definida. Algo muito espontâneo, pois ninguém aguenta mais só dar dinheiro para o governo, mas sem nenhum foco.


No fundo, todo mundo está sentindo que a economia não está melhorando quase nada, o Brasil está se arrastando até as eleições, pra ver se chegando lá muda alguma coisa. Mas parece que nem o povo sabe o que quer. Ou não sabe como se mobilizar. Está pegando carona na manifestação dos caminhoneiros pra dar vazão a um sentimento de insatisfação geral.


Porém, sem lideranças para falar por ele, sem um sistema político que funcione, como responder ao que o povo pede? Através dos militares? Sinceramente, acho que governo militar também não vai resolver nada. Logo os caras irão se aproveitar de um esquema corrupto e serão mais do mesmo.


Estamos em um beco sem saída. O povo entrou na onda dos caminhoneiros, mas não acredita no sistema político vigente. Como externar, então, suas demandas? Quem será o porta-voz do povo nessa bagunça toda?




Aí a massa mais ignorante pode colocar um esquerdista de novo em Outubro, achando que podemos reviver o conto de fadas do Lulladrão na época de alta das commodities, e lá vamos nós pro buraco de vez. Talvez só passando pelo que a Venezuela está passando para esse país acordar.


Mas vamos ao que interessa nesse post.




Como pretendo ganhar com a crise?




Toda crise, por mais dolorida que seja,  revela suas oportunidades. Sempre que muitos estão perdendo de um lado, tem uma galera que está ganhando muito do outro.  E é o lado que quero estar.


Baseado em tudo isso que falei, a minha leitura é que o dólar irá subir ainda mais e a Bolsa cairá ainda mais. Mas quanto?


Partindo do pressuposto que essa crise dos caminhoneiros é apenas o começo, eu não acho loucura falar de uma queda adicional de 10 a 20% em Bolsa e o mesmo para a subida do dólar. Isso se o povo realmente comprar a idéia de continuar as manifestações nos próximos dias e o governo não conseguir botar um ponto final nessa crise. Essa é minha hipótese, o cenário que acho mais provável.




E por que eu penso assim? Porque estamos vivendo um momento de insatisfação generalizada e "pânico social". Mesmo sabendo que os fundamentos das empresas nada mudaram, acho que esses sentimentos podem contaminar os investidores e puxar a Bolsa ainda mais para baixo. Fora que haverá uma galera pesada que apostará nesse direção, forçando o mercado para baixo.


Essa é minha modesta opinião, e ditará como irei me posicionar com os investimentos nos próximos dias.


Então, já separei uma quantia para amanhã, sim amanhã, já começar a ficar vendido em Bolsa e comprado em dólar.


Lembro mais uma vez que isso não é recomendação. Não sou analista certificado, então não siga o que eu falo. Tome suas próprias decisões. Só estou compartilhado o meu racional e como vou especular nos próximos dias com essa situação e tentar faturar uma graninha.


Pretendo amanhã comprar PUTS (opções de venda), apostando na queda adicional da Bovespa, provavelmente alguma série de PETR4 e alguma de B3 (BOVA).


Adicionalmente vou alocar uma quantia boa em um fundo cambial, para me proteger do futuro nada promissor que, acredito, nos espera.


Que a força esteja com todos nós!!






Abraços





































quarta-feira, 23 de maio de 2018

"Quanto mais se ganha, mais se gasta" - o paradoxo da vida corporativa

Caros confrades da Finansfera e visitantes do blog.

Esperam que estejam todos bem.

Essa semana, conversando com meu chefe sobre carreira, sobre a situação da empresa (que não está muito bem agora) e outros temas relacionados ao trabalho, houve um daqueles raros momentos onde a pessoa fica tão à vontade que passa a contar a história de sua vida.

Então, falando de sua carreira, ele me confidenciou que sempre optou por uma trajetória de crescimento mais lenta e gradual, mostrando até um certo comodismo de quem não gosta de correr muitos riscos.  

Ele já está beirando seus sessenta anos de idade, tendo passado por umas três ou quatro empresas, em mais de trinta anos de carreira, e possui hoje um cargo executivo de alta relevância na organização. Seguramente tem um salário bem alto (chuto algo acima de 30K por mês), fora bônus bem gordos e alguns benefícios comuns a essas posições, como plano de saúde top e plano de previdência com boa contribuição da empresa.

Porém, como todo bom representante da comunidade dos blogs de finanças, sempre me pergunto: "será que esse cidadão soube gerenciar bem o seu dinheiro ao longo da vida? Construiu um bom patrimônio, que lhe gere uma renda passiva interessante? Tem um plano B caso as coisas dêem errado?".

A resposta, para surpresa de muitos, é um retumbante NÃO. Obviamente que não tenho intimidade para perguntar se a pessoa juntou uma quantia X ou Y ao longo da carreira, se soube investir o dinheiro, etc. Mas geralmente as pessoas deixam transparecer evidências bem claras de onde se encontram na escala da Independência Financeira.

O fato é que, em decorrência da situação financeira da empresa, e a falta de melhores perspectivas, já está rolando o famigerado "facão" na organização, ou seja, demissões em massa.  E nesses momentos, percebe-se claramente o nível de desespero daqueles que estão longe da independência financeira.

Geralmente esse grupo é bem fácil de identificar: consomem acima de suas possibilidades (gastam mais do que ganham), via de regra são salvos por receitas não recorrentes (13o, férias, bônus), tem nível baixo de educação financeira (tem orgulho de usar seu cartão Infinity ou do Itaú Personalité - mas não tem noção de quanto pagam por esses serviços) e, em muitos casos, a mulher não trabalha e tem um nível muito alto de consumo, principalmente no cartão de crédito.



Obviamente, que o cidadão em questão se encaixa nesse grupo, até pelo desespero que tem mostrado desde que a empresa engatou "ladeira abaixo".  Então, voltando ao início, quando ele me disse que sempre preferiu crescer de forma lenta e gradual, em lugares onde tivesse uma certa estabilidade, pensei comigo mesmo: "é bom você rezar então pra que esse crescimento lento e gradual nunca acabe, pois o tombo será muito forte e dolorido", dado o alto padrão de vida e consumo de sua família.

Infelizmente, essa situação é muito comum em nossa classe média. A pessoa vai subindo de posição e cargos em uma organização e quanto mais ganha, mais gasta.


Mas o que vejo de mais importante, e mais grave, nessa situação, é que geralmente as pessoas que tem um emprego desse nível, parecem meio anestesiadas da situação ao redor. Estão em uma zona de conforto muito perigosa, se achando eternos merecedores daquela posição por todo o seu histórico de crescimento na carreira. Me lembra aquela história do sapo escaldado na panela. Enquanto a água vai esquentando ele vai ficando acomodado, sem perceber que está muito próximo de morrer cozido.

Por outro lado, eu tenho passado pela mesma crise que essas pessoas, aguardando o mesmo "facão", mas, incrivelmente, estou muito mais tranquilo. E qual é o segredo?

Simples, é somente o resultado do esforço desprendido nos últimos anos para fazer patrimônio e buscar algum nível de independência financeira.

Apesar de ainda estar longe de onde gostaria de estar, em termos de patrimônio ou renda passiva, a reserva que construí até agora me permitiria passar uns anos sem um trabalho formal, ou "emprego", e pela primeira vez na vida eu vejo que isso não seria o fim do mundo. Depois de muito tempo, consigo ver uma situação dessas mais pelo lado da oportunidade do que da tragédia.

Mesmo que tivesse que queimar patrimônio durante algum tempo, tenho certeza que logo teria algo para me gerar renda. Talvez não no mesmo nível de meu emprego anterior, ao menos no começo, mas certamente após um tempo teria outra fonte de renda fazendo um trabalho mais autônomo e com horários mais flexíveis.

Amigos, sei que isso pode parecer uma grande viagem, mas qual é a grande mensagem aqui?

À medida que você avança no caminho da independência financeira, e começa a formar algum patrimônio, chega um momento que começa a ver uma luz no fim do túnel.  Você começa a perceber lá no fundo uma tranquilidade que não tinha antes e consegue se manter mais sereno em situações onde a maioria das pessoas perderia o controle.

Parece meio louco, mas lá no fundo, algo lhe diz que, se você perder o emprego por exemplo, pode até ser uma coisa boa. Um gatilho para começar coisas que sempre quis e nunca teve coragem.

Por isso que repito, o que muitos já falam aqui: faça sua reserva de emergência, que lhe permita viver pelo menos um ano sem trabalhar. Depois continue poupando e investindo mais. Para isso, poupe pelo menos 20% do que ganha, sem desculpas. Sei que para muitos pode ser bem difícil no começo, mas é o único caminho para as pessoas que tem um emprego "normal".

Não vou passar o "beabá" aqui, pois tem muito blog melhor que o meu onde tem todo o passo-a-passo pra se começar a poupar, investir e buscar a IF. Prefiro compartilhar meu aprendizado  contando minhas histórias e experiências, ao invés de passar "material técnico".

Por hoje é só....  eu quis compartilhar um pouco desse sentimento de tranquilidade que todos devemos conseguir na busca da IF. O sentimento de, aos poucos, deixar essa "matrix" que domina nossas mentes, da rotina de trabalho 8 x 5, da dependência de um bom salário, e de toda a cultura consumista que move a classe média atualmente.

Abraços






















sábado, 19 de maio de 2018

Como o Trump me ajudou a lucrar mais de 1000% em opções de compra de Petrobrás esse mês

Fala galera,




Este mês tive uma excelente surpresa: acertei um trade com opções "na veia" e tirei R$5.824,55 de lucro tendo investido aproximadamente R$500,00 em opções de compra de PETRO4 e vou explicar como isso ocorreu.




Mas antes de entrar nos detalhes, gostaria de lembrar a todos mais uma vez: não sou analista de investimentos certificado e o que passo aqui não deve ser visto em hipótese alguma como recomendação. Acrescento ainda que o mercado de opções oferece altíssimo risco, muitas vezes ilimitado (no caso de você vender opções ao invés de comprar) então, por favor, não sigam o que falo aqui. Somente compartilho minhas experiências, para que cada um tire suas próprias conclusões e tome suas próprias decisões.
 


Como comentei no meu último post, que já faz mais de um mês, eu estava bastante inclinado a apostar em opções de compra de PETRO4, em função do ataque com mísseis que o Trump e sua turma (França e Grá-Bretanha) haviam realizado recentemente.




Minha tese era de que o Trump iria "endurecer o jogo" com a Síria e que aquele ataque era um sinal claro que que os EUA não desistiriam da Síria tão cedo e, mais importante, não abandonariam o tabuleiro do jogo geopolítico no Oriente Médio de forma geral. Nesse último caso já estou falando de uma questão que envolve um conjunto maior de países, mas principalmente, as potências ocidentais, Israel e até mesmo a Arábia Saudita de um lado, versus Rússia, Irã e o governo sírio atual (Bashar Al Assad) do outro.


Então, acompanhando o desenrolar do jogo geopolítico, acreditei baseado nos acontecimentos, que havia uma probabilidade alta de uma subida no preço do petróleo. E isso teria impacto imediato na cotação das ações da Petrobrás.


Sinceramente, eu não esperava que logo em seguida o Trump ainda abandonasse o acordo nuclear com o Irã. Imaginava ganhar uma graninha com as opções com a escalada do conflito na Síria. Mas a escalada do conflito com o Irã no mesmo mês, foi para mim uma grata surpresa, que fez subir muito mais a cotação do barril do petróleo, e consequentemente de PETR4, e alavancou ainda mais meus ganhos com opções.


Em seguida vou explicar mais detalhes do Trade. Para quem não está familiarizado com opções, sugiro que procurem por algum material básico antes, ou podem não entender muito do que vou falar abaixo.


Como operacionalizei - Compra de opções de Compra (CALL) de PETR4 e exercício das opções com venda imediata


Há pouco menos de um mês, para iniciar a operação, vi que a cotação de PETR4 estava oscilando em torno de 20 reais. Procurei pelas cotações de opções de Compra (CALL) de PETR4, com diferentes strikes (preço de exercício).


Optei por comprar um lote de PETRE22E, que não estava necessariamente barato (que eu me lembro estava em torno de R$0,30 ou R$0,40 por opção). Acabei comprando um lote de 500 PETRE22E, com vencimento em 21/5. Ou seja, em 21/5 eu teria o direto de comprar 500 ações PETR4 ao preço de R$22,00.


Ao longo do mês acompanhei em alguns dias a evolução das cotações e na semana passada vi que já estava muito acima do meu target. Liguei para a corretora na Sexta-feira 18/5 e perguntei se já poderia exercer a compra, e a atendente da mesa de operação me confirmou que sim. Como nessa data PETR4 chegou a R$27,50, pedi para exercer o meu direito de compra e fazer a venda  imediatamente na cotação de mercado.


Nesse caso, não foi preciso ter o valor referente às ações em conta corrente. Exerci meu direito de compra a R$22,00, imediatamente vendi a R$27,40, e o valor (lucro bruto - taxas) será depositado na conta em D + 3. Ou seja, na próxima Quarta-feira.


Só que eu também havia comprado um lote maior de opções de PETRE24E, opções de compra com strike de R$24,00. Como na época essas opções estavam bem mais baratas, pois o strike estava muito acima da cotação da época, comprei 1000 opções (ou 1 kilo de opções, como costumam dizer os traders).


Não vou aqui detalhar linha por linha o comprovante que a corretora me enviou, que tenho em mãos agora, e também não consultei as ordens originais de compra das opções para ver o valor exato investido. Só lembro que era aproximadamente R$500,00 mesmo. Mas o resumo é o seguinte:


Investi inicialmente um total de aproximadamente R$500,00, apostando em uma alta acima de 10% em  PETR4 em um período um pouco menor que 1 mês, baseado na hipótese acima que já expliquei. Isso para o lote de 500 opções PETRE22E.


No caso do segundo lote, de 1000 opções PETRE24E, eu realmente apostei em um cenário ainda mais improvável: uma subida acima de 20% na cotação de PETR4 em menos de 1 mês.


Felizmente ambos os cenários ocorreram. Lembrando que, se em 21/5 a cotação de PETR4 estivesse menor que R$22,00, eu teria perdido todo o dinheiro investido, os R$500,00 iniciais. Assim é o mercado de opções: se na data de vencimento, a ação não estiver acima do strike (para opções de Compra), as opções viram pó.


Ao final do trade, descontando as taxas da corretora, embolsei R$ 5824,55, tendo investido aproximadamente R$500,00. Ou seja, multipliquei o capital em mais de 11 vezes.


Gostaria de reforçar mais uma vez que os riscos envolvidos em opções são altíssimos. Esses R$500,00 eram um dinheiro que eu toparia perder tudo, e sabia que poderia ocorrer.


Além do mais esse foi só um trade que deu certo. Já teve algumas vezes que investi em opções, carreguei até o vencimento, e viraram pó. Ou seja, um dia você multiplica seus R$500,00 por 5, 10 ou 15 vezes, mas outras vezes vira pó. O que te mantém no jogo é acertar mais do que errar.


Mais uma vez: compartilhei esse trade, para fins didáticos, para que se entenda a complexidade e os riscos envolvidos. Cada um tem que saber o tamanho do risco que quer correr. O capital que eu coloco em opções é o "dinheiro de pinga" para mim. Algo que topo perder e que não me fará falta.


Nunca invista em opções um valor que poderá te fazer falta ou que seja relevante perto do total de sua carteira. Eu diria para colocar, no máximo 0,1% de seus investimentos financeiros em opções.


E eu nunca vendo opções, nunca fico vendido em opções, pois o risco é ilimitado.


Abraços





























sábado, 14 de abril de 2018

Prejuízos em minha carteira de ações, Guerra na Síria e possíveis oportunidades de ganho no curto prazo.

Olá colegas e visitantes do blog,


Faz tempo que não apareço por aqui para postar, mas não deixei de acompanhar excelentes textos nos blogs da Finansfera.


Na última semana, vendi uma quantidade bem grande de ações de minha carteira, fazendo caixa para um negócio com um imóvel, a ser realizado nas próximas semanas, com alto potencial de lucro (de 20 a 30%). Já havia falado desse negócio anteriormente, e estou executando o plano conforme planejado.


Foi a primeira vez que vendi tantas ações assim de uma tacada só (praticamente 1/3 de minha carteira), e confesso que fiquei bem preocupado com o Leão, visto que para vendas mensais acima de R$20.000,00 deve-se calcular o lucro obtido e pagar os 15% de IR através de DARF.


Como obtive lucro em algumas posições e prejuízo em outras, vou calcular o lucro líquido e quitar minhas obrigações com a Receita na próxima semana, para não ter dor de cabeça.


No fim das contas, essa necessidade de se fazer caixa, através da venda de ações, me foi boa por duas razões: (1) reduzi a exposição a renda variável em um momento onde acredito haver mais riscos do mercado cair (vide conflito na Síria, e suas consequências, que falarei abaixo) e (2) me forçou a sair fora de algumas posições com prejuízo, onde eu mantinha aquele pensamento de "sardinha" baseado na esperança de "segurar mais um pouco, que vai melhorar", mas onde os fatos mostram que foram escolhas erradas mesmo e o melhor a fazer é sair fora (Empresas onde tomei prejuízo: BBSE3 - Banco do Brasil Seguridade, GUAR4 - Guararapes e EZTC3 - EZTEC).


Quanto a BBSE3 eu já havia vendido a maior parte antes, em função do guidance (previsão de resultados) apresentado pela gestão da empresa para 2018. Quanto a EZTC3, apesar de ter ganhado muito dinheiro no passado com essa ação, me parece que a gestão perdeu a mão com os custos e houve uma queda brutal na receita. E a empresa tem muito dinheiro em caixa e parece não saber o que fazer. Já em relação à GUAR4, eu ainda não sei o que aconteceu e vou investigar, pois pelo meu racional era uma boa aposta com a retomada da economia. Nessa última eu tomei uma bela de uma "rosca", pois em Janeiro a cotação estava perto de R$150,00 e essa semana fechou em R$112,00.


No início foi difícil me desapegar de minha carteira de ações, mas agora me sinto aliviado por ter reduzido tanto assim minha exposição à Renda Variável, pois acho que a Bolsa brasileira tem, nos próximos meses, mais chances de cair do que subir.


E acho isso em função de dois eventos principais: (1) aumento da tensão externa com o conflito Sírio e (2) situação política do Brasil ainda é imprevisível esse ano (futuro da Lava Jato, "entra e sai" do Lula na cadeia, eleições, possíveis candidatos).


Bom, ficam as lições aprendidas pelos prejuízos, mas no geral minha carteira ainda apresenta um bom lucro nos últimos 12 meses.


E finalmente, vamos ao assunto de hoje:




A guerra na Síria e como penso em ganhar dinheiro no curto prazo


Gosto bastante de acompanhar o que acontece no mundo, em termos de geopolítica e os interesses em jogo para cada país, especialmente em conflitos como esse. Então não é de hoje que acompanho esse tipo de assunto.


Vocês devem ter visto no noticiário que EUA, Reino Unido e França realizaram um ataque com mísseis contra a Síria, alegando que o suposto ditador, Bashar Al Assad, ordenou um ataque com armas químicas contra a própria população.


O fato é que, se você entender o que está por trás do conflito na Síria, verá que esse argumento é mais falso que as frases de efeito do Lula alegando inocência na Lava Jato.


Mais uma vez os EUA estão criando um factóide para iniciar um conflito armado e defender seus interesses e os de seus aliados no Oriente Médio.




Todo esse conflito que ocorre na Síria hoje é motivado por uma única razão: controlar o fluxo exportador de gás natural do Oriente Médio para a Europa.


Resumidamente, há dois blocos de países de cada lado, lutando pelo domínio da Síria: (1) EUA, seus aliados ocidentais, Arábia Saudita e países árabes de maioria sunita CONTRA (2) Síria, Irã, Iraque (através de seus atuais governos e  populações de origem xiita) e a Rússia apoiando esse segundo bloco.


E qual a razão desses blocos estarem unidos um contra o outro? O bloco (2) (Síria, Irã, Iraque) há muitos anos quer construir um gasoduto que saia do Irã, cruzando o Iraque e chegando no litoral da Síria. Dali, ou possivelmente do Líbano, outro gasoduto submarino levaria o gás natural para a Europa.


E por que o bloco (1) não quer que isso aconteça? Simples, porque eles já tem um outro gasoduto que vai do Egito até a Turquia e de lá pode fornecer o gás que a Europa precisa.


E o que a Rússia tem a ver com esse rolo todo? Primeiro, lucrar com o projeto desse novo gasoduto, através de contratos e acordos comerciais com os países desse bloco e, segundo, enfraquecer comercialmente os EUA e seus aliados.


Mas o que torna esse conflito realmente sério agora, é que nos últimos dois anos a Rússia literalmente entrou na guerra, com tropas no chão, ao contrário dos EUA, que manteve somente ataques aéreos. E tudo indica que está chegando o ponto onde os EUA terão que entrar com tropas no chão (ou "boots on the ground" como eles dizem) e invadir o território sírio. E algúem duvida que o Trump seja louco o suficiente para invadir um país abertamente apoiado pela Rússia? A Rússia inclusive já tem bases militares estabelecidas na Síria.


Então, meu amigos, dependendo do que aconteça nas próximas semanas, se realmente o conflito for escalado a um outro nível, deve haver impactos sobre a economia mundial. Essa é minha opinião. Pois existe o potencial de um conflito armado com a participação de EUA e Rússia, duas potências bélicas nucleares, em lados opostos.


A cotação do barril do petróleo já subiu essa semana somente com os rumores do ataque, que acabou ocorrendo. E, em minha modesta opinião, existe o potencial de subir ainda mais.


Nesse cenário, estou pensando seriamente em ganhar uma graninha com a Petrobrás, talvez com opções de compra que ainda estejam relativamente baratas. Num cenário de cotação do petróleo subindo muito, as ações de petrolíferas devem se valorizar significativamente. E dependendo da intensidade do movimento, opções de compra podem se valorizar absurdamente.


Então vou procurar umas opções de PETRO que ainda estejam baratas, seguindo aquela filosofia: se perder tudo, vai ser "dinheiro de pinga". Mas se subir, pode valorizar 300%, 500%...por que não 1000%. Isso é comum no mercado de opções.


Adicionalmente, a depender dos desdobramentos do conflito, vejo potencial de subida no ouro, visto que é o ativo mais procurado em épocas de crise ou guerras. Mas investir em ouro seria proteção mesmo, não seria trade de curto prazo.




Deixo aqui um link para uma matéria bem interessante explicando o conflito da Síria e o que está em jogo:


https://followthemoney.com/whysyria/


Abraços