segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Por que todo mundo quer sair do Brasil? Não dá para ficar e ajudar a melhorar?

Caros confrades e visitantes,

Tenho notado a quantidade absurda de pessoas que buscam hoje uma maneira de sair do Brasil, para tentar uma vida melhor em outro país.

Por razões óbvias, Portugal parece ser o destino mais procurado. Mas, de forma geral, Europa e Estados Unidos são os destinos preferidos de quem quer deixar o eterno "país do futuro" para trás.

Não gosto muito do Datafolha, por sempre tentarem influenciar o processo eleitoral, mas parece que eles até tem alguma serventia para pesquisas mais simples. E, segundo matéria de Junho/18, no link abaixo, 56% dos adultos com nível superior deixariam o Brasil de pudessem.

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/06/se-pudessem-62-dos-jovens-brasileiros-iriam-embora-do-pais.shtml

Isto é alarmante, pois, em um país onde as coisas já vão de mal a pior, como seria com a massa mais preparada intelectualmente "abandonando o barco"? Será que rapidamente nos tornaríamos uma Venezuela?

Mas será que realmente é tão bom assim deixar tudo para trás e tentar uma vida fora? 

Acho que vai depender muito da situação de cada um. Conheço muita gente com curso superior que foi para países como a Inglaterra e está "camelando" no que seriam sub-empregos para quem estudou a vida inteira. Trabalham no que aparecer, desde faxina, construção até atendente em pubs. 

Já comentei em post passado a experiência que tive vivendo fora do país, e os obstáculos que poucos falam.

https://www.blogger.com/blogger.g?rinli=1&pli=1&blogID=1725772646340235462#editor/target=post;postID=7097225884475166164;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=3;src=postname

Porém, a grande questão que eu queria trazer aqui hoje está relacionada a uma certa miopia, ou talvez comodismo do brasileiro. Ou não enxergamos a situação como ela é, ou não queremos enxergar para não ter que enfrentá-la. 

Por que somos tão passivos a ponto de desistir do país ao invés de lutar para melhorar as coisas?

A coisa mais fácil de achar no YouTube são vídeos de brasileiros no exterior, que já imigraram, a maioria reclamando de alguma coisa. Mesmo quando assisto a vídeos de pessoas que falam bem dos países onde vivem, não sinto aquela felicidade verdadeira, parece um lance meio forçado, de orgulho mesmo, de não querer admitir que não é tão bom quanto se imaginava. 

Não quero afirmar que imigrar é ruim, nem defender o Brasil com unhas e dentes. Afinal de contas, se considerarmos a quantidade e a gravidade dos problemas que temos aqui (homicídios, desemprego, corrupção, mentalidade marxista esquerdopata nas instituições de ensino, etc.), ninguém deveria pensar duas vezes antes de "picar a mula". 

Mas por que pouquíssimas pessoas fazem algo para mudar o país para melhor?

De forma geral, acho que podemos dividir as pessoas no Brasil entre três grupos: a maioria que não quer se envolver, assiste a tudo passivamente, e acha que alguma solução vai cair do céu, uma outra parte bem grande de gente que só reclama e, por último, um pequeno grupo que pode influenciar as coisas. 

E esse último grupo é formado por aqueles que, direta ou indiretamente, se envolvem com a Política. Inclui-se aqui, também, todos aqueles que se beneficiam da situação exercendo pressão política em benefício próprio (ex: funcionários públicos, sindicatos, etc.). Então, dependendo do seu posicionamento, podem influenciar de forma positiva ou negativa. Podem melhorar ou piorar. 

Acontece que, se você pertence ao primeiro ou segundo grupo, não adianta reclamar depois. Se você é daquele que acha que o problema "é dos políticos", daquele que vota nulo ou em branco, que acha que brasileiro não tem jeito, então resta aguentar o que vier depois. 

Como já dizia Platão: 



Esses dias fiquei sabendo que um rapaz bem novo, que ficou em minha empresa por poucos anos, está se candidatando a deputado federal. Currículo de primeira, estudou em faculdade de primeira linha e está entrando na política porque quer mudar as coisas.  

Pode ser engolido pelo sistema e virar mais um na lama política? Com certeza. 

Mas é mais um que está tentando. Assim como muitos outros jovens que vejo entrando na política através de partidos menores, gente como a gente, ao contrário "políticos profissionais". 

Parece haver uma certa resistência aparecendo, um interesse renovado de alguns em participar e influenciar o processo político. 

Mas, em minha opinião, enquanto todos nós não passarmos a participar de alguma forma mais ativa, pelo menos cobrando, fiscalizando, fazendo pressão, ou até mesmo filiando-se e candidatando-se, os maus vencerão. 

Não adianta espernear nas redes sociais, bater panela ou ir em passeatas de Domingo quando a coisa vai mal. 

Se você acredita que alguém te representa, tem um programa que atenda seus interesses, e quer fazer o bem, apoie-o. Mas cobre também. Dia após dia. 

Então, se você optou por ficar no Brasil, ao invés de abandonar o barco, participe de discussões, entenda as idéias propostas, escolha bem seus representantes, e fiscalize, sem dó. 

Não vejo outro jeito de tentar melhorar o país. Mas ainda não desisti do Brasil. 

Abraços



















sábado, 4 de agosto de 2018

Desenvolvimento pessoal e seu impacto sobre o patrimônio

Caros confrades da Finansfera e visitantes do blog, 

Até uns sete ou oito anos atrás eu tinha uma vida financeira de brasileiro padrão de classe média. Ou seja, estava preocupado em ter um bom emprego, que me trouxesse um certo conforto. E apesar de já ter tido bastante experiência em Bolsa e outros investimentos no passado, estava muito indisciplinado para poupar. Juntava pouco, ou quase nada. 

Na época eu tinha acabado de conseguir um emprego muito bom, e ao mesmo tempo estava engatando um novo relacionamento também, então estava com um mindset muito mais de curtir a vida do que poupar. Além disso, esse emprego veio logo após de alguns meses desempregado, tendo feito somente alguns trabalhinhos esporádicos como PJ. 

Acontece que após alguns anos veio a crise de 2015, e o apocalipse chegou à empresa, gerando reduções de pedidos, demissões e até redução de jornada de trabalho com redução de salário. 

A partir daí, as contas começaram a apertar, e caí na real novamente. Começei, então, a planilhar meus gastos, cortar supérfluos e voltar a poupar novamente.  O básico, que nunca deveria ter deixado de fazer. 

Porém, algo que nunca cortei foram gastos com educação e qualificação profissional. Nunca tirei da minha cabeça que, independentemente de crise, eu teria que estar sempre me qualificando para diferenciar-me da massa. Além disso, dediquei esses últimos sete anos a qualificar-me de tal maneira a ser visto como referência em minha área, e até em minha região. 

Fiz isso me conectando aos melhores profissionais da especialidade que domino, buscando mais conhecimento em treinamentos, e tentando participar de encontros e seminários sobre o tema, como palestrante. Na verdade, isso também foi uma forma que encontrei de melhorar um de meus maiores gaps, que era o medo, ou falta de confiança em falar em público. 

Confesso que no começo foi bem difícil. Me lembro bem de um seminário, que enchi o saco da organizadora (que eu conhecia) para que deixasse eu palestrar. Era um daqueles eventos de dois dias, onde as pessoas pagavam em torno de 600 a 700 reais para ouvir pessoas como eu, teoricamente "experts" em suas áreas, em um determinado tema comum a todos. 

Foi simplesmente um fracasso retumbante. Foi horrível. Não me preparei bem, me perdi no tempo. Quando acabou o tempo, faltavam ainda uns 15 slides e "larguei o pau" na apresentação, fiquei nervoso, e a pessoa com a plaquinha de tempo mandando eu terminar. Nunca mais me chamaram para esse evento. 

Mas temos que aprender com as experiências e melhorar. Levantei a cabeça e não desisti. 

Procurei insistir em eventos menores, fui melhorando gradualmente. Os elogios passaram a aparecer ao final das apresentações, e fui ganhando confiança. 

Hoje, após muitos anos tentando e melhorando, já cheguei a fazer uma apresentação em um evento muito maior, inclusive com convidados internacionais. Não vou dizer que sou o papa das palestas agora. Mas meu nível melhorou até o ponto que me permite participar de eventos junto a diretores de empresa, por exemplo. E me conectar com essas pessoas. 

Tudo isso me possibilitou progredir na carreira, conseguindo depois uma vaga gerencial em outra empresa, que me fez mudar de patamar em termos de ganhos, mas de responsabilidades também. 

E é a partir daí que volto no título do post: qual foi o impacto de desenvolvimento pessoal sobre meu patrimônio?

O grande salto que dei em meu patrimônio foi depois de: 

1. Me desenvolver de forma a estar apto a uma posição que pagasse muito melhor;
2. Me esforçar para obter um bom desempenho na nova organização de forma a ganhar melhores bônus;
3. Desenvolver meus conhecimentos financeiros para gerenciar e aumentar o patrimônio. 

Percebam que em nenhum momento falei dos aportes regulares. Lógico que eles tem sua importância. Mas, no meu caso, o grande salto, que fez meu patrimônio mudar de patamar foram os bônus na remuneração, que normalmente são pagos para cargos executivos (gerentes, diretores e presidentes). 

Outras coisa que começou a contribuir também, dentro do item 3, porém mais recente, foi fazer alguns negócios de oportunidade com imóveis, compra e venda com lucro (isso fiz uma vez até agora, é algo que estou começando, mas quero fazer umas duas vezes por ano, se possível). 

Então a grande mensagem que fica é: aportes são importantes, mas existem outras maneiras de dar "saltos de patrimônio". Logico que você tem que atingir um nível de capital antes, que te permita "empatar" valores consideráveis em um negócio de oportunidade. 

E tem a questão dos bônus. Quanto mais alto você chega na organização, mais você participa na distribuição do lucro. Então aqui vejo dois caminhos: ou você busca subir na hierarquia como empregado, até chegar em cargos executivos, ou vira dono do seu próprio negócio.

Então, realmente tenho minhas dúvidas se só aportar continuamente e esperar o efeito dos juros compostos é o melhor caminho para atingir um patrimônio considerável, em um período não muito longo, que te dê liberdade financeira para escolher sair do trabalho padrão 9 X 5 e viver de algo mais flexível. 

Pretendo seguir nessa pegada por mais 7 anos, se tudo der certo no Brasil a partir desse ano. Tudo dependerá dessas eleições em Outubro. Se entrar alguém que se comprometa com as reformas e em impulsionar a economia novamente, vejo um grande potencial de atingir a IF até antes disso. Quem sabe em cinco anos. 

Mas se entrar um esquerdista para afundar o barco de vez, vou ter que achar outras alternativas.

Mas a mensagem principal que eu queria passar é que só começei a prosperar a partir da elevação das minhas competências, isso me permitiu buscar oportunidades com remuneração acima da média, maior participação nos lucros e, multiplicação desse lucros através do conhecimento financeiro. 

No final, acabamos voltando à conhecimento. É a base de tudo. 

Abraços













segunda-feira, 16 de julho de 2018

Férias low cost e desligando dos investimentos

Fala pessoal,

Hoje começam minhas merecidas férias, então não pretendo me preocupar com investimentos, mercado financeiro nem olhar minhas contas nos próximos dias. Missão: desligar total!

E pegando carona no modo frugal de se viver, enquanto a manada procura destinos frios na montanha nessa época , sigo contrário ao fluxo e me encontro hoje no litoral de São Paulo, com a sorte de pegar uma semana com máximas de até 28 graus, na casa de alguém da família, com custo de hospedagem zero.

Então, enquanto a maioria paga os olhos da cara em lugares badalados estou bem contente porque além de relaxar na praia a custo baixo, isso me possibilitará um aumento nos aportes e aumento de patrimônio quando eu retornar .

Então, se você almejja alguma liberdade financeira, mais uma vez vale reforçar: tudo é questão de mentalidade e do que você está disposto a abrir mão agora em troca do futuro.

Não quero parecer radical . Não precisa abrir mão daquela viagem que você sempre sonhou, talvez para a Europa, desde que tudo seja feito com o devido planejamento.

Isso é o que faz sentido para o meu plano de IF agora.

Para estar no caminho certo da liberdade financeira, ou independencia financeira (IF) não tem segredo: você tem que ter seus gastos sob controle, permitindo aportes previsíveis e buscar meios de aumentar suas receitas com o tempo.

Parece simples, mas no final tem tudo a ver com conhecer-te e controlar seus impulsos e hábitos. E isso é uma jornada para toda vida.

Abraços

segunda-feira, 2 de julho de 2018

[Post atualizado] Minha experiência de viver no exterior: alguns obstáculos que ninguém fala, e meu aprendizado...

Fala pessoal, na semana passada eu tinha subido esse post sem querer, antes de terminar. Então, segue a versão revisada...




Hoje vou deixar os investimentos um pouco de lado, para falar sobre um tema que tem ficado quente na maioria dos blogs: a vontade do brasileiro de largar o país e ter uma vida melhor no exterior. 




Há alguns anos tive a oportunidade de morar no exterior por um período de aproximadamente três anos. Foi em um país de primeiro mundo, que não vou citar aqui por questão de privacidade.


Ao contrário da maioria dos que estão tentando sair do Brasil hoje, fui em um esquema "mais garantido". Eu trabalhava em uma multinacional e fui enviado para a matriz para um período de expatriação, para trabalhar em um projeto específico. Então tinha toda uma estrutura por trás, tanto financeira quanto de apoio para as mais diversas questões


Porém, mesmo com toda essa estrutura e benefícios, não foi uma experiência fácil.


Ao lado de uma série de coisas bacanas e todo o aprendizado que tive nesse período, teve muita coisa ruim, muitas desvantagens que a maioria das pessoas que querem sair do Brasil não vê.



Tive momentos de desespero, de querer ligar o "botão do f@da-se", largar tudo e voltar, principalmente devido a aspectos culturais e de preconceito. Mas, com o tempo, passei a ter também momentos fantásticos de convivência com alguns nativos e com a cultura de uma maneira que poucos brasileiros teriam.


E queria compartilhar um pouco, tanto dos prós quanto os contras, com quem está pensando em se aventurar no exterior, pois vejo muita ilusão e pouca pesquisa e planejamento para entender o que realmente pode se esperar de uma vida lá fora.



E antes que alguém venha falar "ah, mas você foi em um esquema diferenciado, e com data para voltar", vamos combinar o seguinte: vou tentar passar o meu ponto de vista sobre coisas que acho que aconteceriam de qualquer maneira tanto com um expatriado quanto com um "imigrante padrão", aquele que abandona tudo e parte para o estrangeiro sem muito apoio nem data para voltar. 
 
Vou falar primeiro dos pontos negativos, e ao final dou um breve resumo dos pontos positivos mais comuns a todos, que geralmente são bem conhecidos. Vamos lá.
 
Pontos Negativos

Como o brasileiro é mal visto no mundo
 
Essa é uma coisa muito ruim que percebi naquela época, mas não tinha muita noção. O  brasileiro, em geral, tem má reputação em diversos países do primeiro mundo.
No melhor dos casos, pode até ter um tratamento neutro, mas nunca será tratado como outros visitantes de países do primeiro mundo.
 
Especialmente no país onde morei, brasileiros em geral tinham má fama devido àqueles que imigraram antes para serviços mais simples ou braçais. A razão é que estes acabaram formando verdadeiras comunidades de brasileiros, como guetos, e, com isso, veio junto toda a sorte de vagabundos, aproveitadores e praticantes de pequenos furtos ou golpes na praça. Apesar de nós sabermos que esses são minoria, o gringo não quer saber, e acaba generalizando para todo e qualquer brasileiro, até que se prove o contrário.
 
Xenofobia ou racismo
 
Aqui falo mais dos brasileiros de pele mais escura, negros ou pardos. No meu caso, como tenho a pele bem clara, não sofri nenhum preconceito, mas testemunhei vários colegas sofrerem discriminação simplesmente por sua aparência. Além disso, escutei algumas vezes turmas de gringos fazendo comentários pejorativos sobre eles, referindo-se a eles com apelidos de animais, entre outros mais pesados.

Bullying contra crianças nas escolas
 
Este ponto também não sofri na pele, pois era solteiro e sem filhos, mas tinha amigos expatriados que foram com filhos pequenos. E tiveram que frequentar a escola junto com os filhos dos gringos. Segundo me relataram, o bullying contra filhos de brasileiros era violentíssimo, tanto por parte das crianças, quanto por parte dos pais, e às vezes até mesmo de professores. Tenho um exemplo recente, de um colega da empresa atual que está expatriado em um país bem pouco miscigenado. A esposa dele acabou de largá-lo, pegar o filho e voltar para o Brasil, pois não aguentava mais ver o sofrimento diário do filho com o bullying na escola.

Discriminação no trabalho (em relação à sua competência ou capacidade intelectual)
 
Se você tiver a sorte de ir em um esquema mais estruturado, como eu fui, ao invés de encarar os empregos mais simples no setor de serviços, prepare-se. Por mais competente que você seja dentro de sua empresa, você nunca será avaliado com a mesma régua dos locais. Os chefes sempre duvidarão da sua capacidade e você terá que mostrar resultados bem acima de um nativo para obter o mesmo respeito e, eventualmente, ter as mesmas chances de ser contratado para um emprego na matriz. Aqui mais uma vez a questão não é técnica. É uma reação muito mais emocional do que racional. No nível subconsciente, eles estão tentando proteger a raça local de uma ameaça externa.

Salário e benefícios
 
Este ponto é bastante particular, depende da situação de cada um. Se você consegue um emprego em sua área de atuação, de nível superior, dependendo da negociação pode ter um bom salário e benefícios que lhe possibilitem ter uma vida confortável. Porém, nas principais cidades do primeiro mundo o custo de vida é bem alto. Então, se sua idéia é ficar alguns anos para fazer um “pé de meia”, saiba que terá somente duas opções: ou escolhe ter uma vida confortável, ou escolhe juntar dinheiro. Não há meio termo!
 
Conheço muita gente que juntou um bom dinheiro. Mas é gente que nunca fez uma viajem para um país vizinho, raramente viajou internamente, mesmo em feriados, e praticamente não teve momentos de lazer.
 
Agora, se você for para “tentar a vida”, e trabalhar em empregos mais simples, como faxineiros, garçons e atendentes, será ainda mais difícil. Conheço muitos que foram para a Europa e vivem em repúblicas, raramente tem momentos de lazer, e mesmo com muito sacrifício juntam no máximo uns 500 euros por mês. Mas em troca de uma vida cheia de privações.
 
Quero ressaltar aqui, que não estou fazendo recomendação alguma, tipo “vá ou não vá”. Isso é uma decisão pessoal e acho que depende muito da situação que a pessoa enfrenta no Brasil, para pesar se vale à pena encarar ou não.


Família e amigos


Finalmente, esse é o ponto que mais "pegou" para mim, e acho que também para a maioria.


Você tem que saber que, ao deixar o Brasil, se afastará de maneira definitiva de sua família e de seus amigos no Brasil. Mesmo com pai e mãe sua relação não será mais a mesma, será distante e mais fria.


Os amigos ficarão para trás, e, mesmo que mantenha algum contato via Skype, whats up, ou redes sociais, não será a mesma coisa. Alguns se afastarão de forma definitiva.


Você será obrigado a começar toda uma vida social do zero lá fora. E é um processo longo e nada fácil.


E, garanto, você nunca deixará de sentir falta de sua família.




Mas e os pontos positivos de se morar no exterior?
 
Bem, meus amigos. Como nem tudo são pedras, trago aqui a boa notícia: tem muitos pontos positivos também, especialmente em relação a seu crescimento como pessoa.
 
Não vou ficar listando todos aqui, pois o post já está bem longo. Então vou fazer um outro post, detalhando o lado bom de se morar no exterior, OK?
 
Então por hoje é só. Se você está pensando em se mudar para o exterior, esse é o relato de alguém que viveu na pele a experiência.

Espero que ajude...

Abraços

terça-feira, 19 de junho de 2018

Cansei de gastar tempo analisando e comprando ações: vou investir em ETFs

Fala galera,

Espero que estejam todos bem.

Essa semana, assistindo a uma entrevista com um gestor profissional de fundos de investimento, algo me chamou a atenção: mesmo entre gestores profissionais, muitos não batem o índice Ibovespa.

Você já imaginou colocar seu dinheiro em um fundo de ações, por exemplo, com um gestor experiente, que tem toda uma equipe de análise por trás, e após alguns anos estar perdendo para o índice Ibovespa?

Geralmente esses fundos cobram em torno de 2% de taxa de administração ao ano, justamente para remunerar esse profissionais do mais alto gabarito, e ainda 20% de todo o lucro que exceder o índice Ibovespa. Então espera-se que eles sejam capazes de dar um resultado diferenciado.

Mas o que esse gestor queria dizer na entrevista era o seguinte: se mesmo alguns profissionais não conseguem bater o índice, por que você, um investidor amador, seria capaz de batê-lo?

E isso me fez refletir o tanto de ações que comprei e vendi nos últimos anos. Realmente não foi pouco. Mas o que realmente importa é o tempo que gastei estudando as empresas, buscando informações relevantes, ou estudando livros de Finanças. Foram muitas e muitas horas empenhadas.

Ao final, esse gestor recomenda que investidores pessoa física, ou amadores, como a maioria aqui, invistam em ações através de ETFs, que são fundos negociados em Bolsa que replicam o desempenho de um índice. Você só tem que saber o tamanho do seu portfólio que será alocado em Bolsa brasileira por exemplo, e comprar o equivalente no ETF adequado e pronto.

Não precisa gastar horas e horas entrando em sites de RI das empresas, buscar informações, analisar. Só precisa saber, de forma geral, se é um bom negócio investir em ações no Brasil em um determinado momento.

Para ser mais específico, segue a definição do site da BMF/Bovespa:

"O ETF de Ações, também conhecido como Exchange Traded Fund (ETF), é fundo negociado em Bolsa que representa uma comunhão de recursos destinados à aplicação em uma carteira de ações que busca retornos que correspondam, de forma geral, à performance, antes de taxas e despesas, de um índice de referência. Como índice de referência do ETF de Ações admite-se qualquer índice de ações reconhecido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM)."



Dei uma pesquisada no ETF negociado com o código BOVA11, que replica o índice Ibovespa. Ou seja, comprando BOVA11 você estará comprando indiretamente todas as ações que compõem o índice Ibovespa, pagando pouco mais de 0,5% em taxas.

E os dividendos eventualmente pagos por qualquer uma das empresas são automaticamente reinvestidos no fundo.

Nunca parei para calcular a rentabilidade de minha carteira de ações versus o índice Ibovespa, mas acredito que a rentabilidade deve estar muito próxima, pois nos últimos dois anos praticamente tudo subiu muito na Bolsa.

Acredito que tudo na vida é estudo e prática, para ficar bom em algo. Então, estudando bastante e aprendendo com os erros é possível gerir sua própria carteira de ações de forma ativa e obter um bom resultado.

Mas a minha duvida é em relação ao tempo gasto: vale à pena todo o esforço da gestão ativa? Será que é possível bater o índice de forma consistente e com uma boa margem de lucro?

Senão, acho que valeria mais à pena mesmo investir em BOVA11, para a parcela do capital destinada a Bolsa local. Ou algum outro ETF ou uma composição deles.

Lembrando que há outros tipos de ETFs disponíveis, que simulam carteiras de dividendos, outros que seguem o S&P 500 (índice de ações americano), entre outros.

Segue link para lista de ETFs disponíveis: http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/produtos/listados-a-vista-e-derivativos/renda-variavel/etf/renda-variavel/etfs-listados/

E você? O que acha? Ainda vale à pena fazer a gestão ativa de sua própria carteira de ações?

Abraços



domingo, 17 de junho de 2018

Copa do Mundo: você está do lado da manada ou dos que estão ganhando dinheiro?

Fala galera,


Começou! Mais uma Copa do Mundo para nosso país parar mais um pouco, deixar de gerar riqueza enquanto a grande maioria fica na frente da TV enchendo a cara de cerveja e soprando uma vuvuzela.


Desde a semana passada já podemos ver bandeiras do Brasil nas janelas de casas e apartamentos, e umas bandeirinhas menores até nos carros.






Mas o ponto que quero tocar hoje é que, enquanto muitos estão gastando seu tempo vendo o futebol e preocupados com toda a festa em volta, tem um grupo menor, e mais esperto, que sempre aproveita para ganhar dinheiro enquanto a manada está enlouquecida.


Ontem fui ao centro da cidade onde moro, junto com um colega de trabalho, para resolver umas pendências. Era hora de almoço, então teríamos que ser rápidos para finalizar tudo.


Enquanto fui no cartório, resolver pendências sobre um negócio onde devo ganhar uma grana boa, meu colega foi a uma loja de esportes atrás de uma camisa do Brasil. Em seguida, voltou de lá indignado com o preço de R$400 reais pela "amarelinha" oficial da seleção.


Não comprou, mas acredito que até hoje, antes do jogo do Brasil, já deverá ter comprado alguma um pouco mais barato, ou mesmo a oficial, se não tiver encontrado outras opções de seu agrado.


Você já parou para pensar que tem um mercado gigantesco de coisas inúteis, que provavelmente ficarão no armário até a próxima Copa? Quando você irá usar a vuvuzela de novo?


E aquele chapeuzinho, tipo cartola? E a bandeira do Brasil? Quantas vezes você usou nos últimos quatro anos?







Isso sem contar na quantidade extra de cerveja que será vendida nas próximas duas semanas, ou comidinhas nos botecos que estarão lotados.  Ou até mesmo camisinhas...Me lembrei da Vila Madalena, na Copa de 2014, que virou um verdadeiro Carnaval fora de época. Galera ensandecida, vizinhança chamando a polícia porque o povo fazia sexo na rua, e até no jardim das casas.








Eu queria mesmo era dividir com vocês a reflexão que fiz hoje: por que não pensei antes em como ganhar dinheiro com essa euforia da manada? Poderia ter mandado fazer umas 100 camisetas e botar para vender? Ou ter importado um lote de vuvuzelas? Se tivesse gastado um tempo pensando tenho certeza que poderia ter feito um dinheiro com a Copa.


Pelo menos, sei que não vou gastar nada com essas porcarias, nem mesmo uma mísera bandeirinha do Brasil de plástico. Muito menos com camisetas. Meu dinheiro eles não vão tomar...


Mas realmente eu poderia ter sido mais esperto e ficado do lado dos que vão ganhar dinheiro com esse evento.


Então a reflexão que fica é essa. Enquanto milhões param um país inteiro, para ver onze muleques correndo atrás de uma bola, e essa mesma audiência dará mais alguns milhões de euros para cada um deles até o final do evento, nosso país não cria nada, e a economia para.  O pobre continua pobre,  o "classe média" continua "classe média" e daqui a duas semanas,tudo estará na mesma. 


Se for campeão, talvez seja até pior, pois aí que o povo fica anestesiado e esquece que temos um país falido que deverá escolher um presidente esse ano.


Então, sempre que a manada ficar enlouquecida em função de eventos de massa, de que lado você quer estar? Do lado da massa, ou do lado que lucra sobre ela?


Abraços















domingo, 3 de junho de 2018

Investindo em empresas "corruptas" na BOVESPA... E especulando com opções de compra (Calls)


Olá meus caros,


Espero que estejam todos bem.


Agora que a greve dos caminhoneiros já passou, e todo mundo já está de tanque cheio e geladeira abastecida, dá para pensar com mais calma sobre o que ocorreu, e os impactos futuros sobre a economia e nossos investimentos.


Sinceramente, fiquei bem decepcionado com essa greve, pois vai atrasar ainda mais a fraca recuperação do país. Mas dessa vez até que dei sorte. Como já havia comentado em postagens antigas, eu já saí fora da Bolsa quase por completo. Estou com minha menor alocação histórica em Bolsa dos últimos anos.


Estou com aproximadamente R$30.000 em ações na Bovespa, isso porque tenho algumas porcarias que tentei vender, mas não consegui no dia que coloquei a ordem e acabei segurando (ex: CMIG4 e GUAR4). Pra quem tinha mais de R$ 300.000 só em Bolsa há alguns meses, minha alocação hoje é menor que 10%.


Eu havia saído fora da Bolsa por duas razões principais: fazer negócio com um imóvel (comprar uma "oportunidade" e vender a 30% a mais), o qual não concretizei ainda, e por achar que, em ano eleitoral, poderia perder muito dinheiro com a volatilidade, visto a complicada situação política dessa república de bananas.  


Quando a Bolsa chegou em 85.000 pontos, fiquei bem tentado a continuar na euforia e dobrar a aposta. É impressionante como a mente humana quer seguir a manada no momento de euforia. Todo mundo falando pra comprar, analistas falando de Bolsa a 120.000 pontos e bancos de investimento recomendando tudo quanto é ação.  Agora o "angu desandou".


Mas, analisando racionalmente, eu já tinha começado a achar estranho esse otimismo todo com o Brasil, visto que nossa economia ainda está capenga e a previsão de crescimento de PIB de pouco mais de 2% é ridícula para um país que saiu de um buraco monstruoso.


Em minha opinião, pra dizer que estamos nos recuperando, a economia deveria crescer pelo menos uns 5% ao ano. E isso não vai acontecer nesse governo, simplesmente porque o Brasil tem um rombo fiscal monstruoso, e enquanto isso não for resolvido os grandes investidores não colocarão seu dinheiro em nossa economia.  


Com as reforminhas que o Temer conseguiu aprovar, conseguimos fugir de uma tempestade e estamos como aqueles sobreviventes que chegaram em uma ilha deserta, pela sorte da correnteza, com mastro e vela quebrados, casco furado,  sem comida nem água. Tipo Forrest Gump. E mais importante: sem capitão.


Então, voltando ao assunto dos caminhoneiros, juntamente com o crescimento pífio da economia. Pra mim isso foi só a ponta do iceberg. O povo percebe no bolso que a economia quase não melhora. E os caminhoneiros estavam sentindo mais (devido a uma série de impactos sobre o setor deles que não vou entrar em detalhes aqui - exemplo: oferta x demanda de fretes).


Muita gente continua desempregada, ou em empregos muito piores do que tinham há alguns anos. De outro lado, o governo sempre toma mais dinheiro de impostos para manter seus benefícios e se manter no poder. Quem vocês acham que vai pagar a conta da redução do preço do Diesel na bomba?


Então, pra mim há uma vontade de revolta latente no subconsciente da população. Só que o brasileiro é historicamente passivo, e pacífico. Se não tiver alguém pra "puxar a massa", incentivar, nada acontece.  Então, dependendo de quem conseguir manipular essa vontade da população, podemos ter tanto uma mudança muito boa, ou algo trágico (como no caso de uma esquerda radical conseguir manipular essa força).


Portanto, meus amigos, estou no modo "espera" em relação ao mercado financeiro de renda variável. Tem gente que fala que o certo é o Buy & Hold. Sinceramente, com essa zona toda que é esse país, será que Buy & Hold funciona aqui? Ou não seria melhor sair quando você já ganhou algum dinheiro e voltar após as coisas estabilizarem um pouco? Pelo menos até ter uma noção do que pode acontecer. Por exemplo, até ter certeza de que um Ciro Gomes, ou outro comunista, não tenha chances de ganhar as eleições.


Eu não estava afim de pagar para ver meu dinheiro derreter uns 30% em função de coisas que só acontecem em um país extremamente corrupto e desorganizado. Vamos pegar só o exemplo da Petrobrás: quem investiu nela confiando no trabalho do Parente, que realmente mudou a empresa e tornou-a lucrativa, teve uma perda brutal de capital nas últimas semanas. E vários bancos de investimento e "casas de análise" estavam recomendando compra para PETRO4.


Quanto tempo vai levar, para um investidor Buy & Hold recuperar o que perdeu com PETROBRÁS? E quem investiu em Banco do Brasil, e estatais de maneira geral, que caíram também pela falta de confiança dos investidores externos?


Isso sem falar de casos como da Hypermarcas (agora chama Hypera).  Apesar de não ser estatal, era uma das queridinhas de quem comprava para receber dividendos e, de repente, caiu na imprensa que pagava propina para políticos também. CEO pediu a conta, CFO também, estão respondendo na Justiça e agora a empresa está fechando um acordo de leniência na casa de BILHÕES.


As ações (HYPE3) derreteram mais de 40%. Eu tinha uns R$ 30.000 em ações dessa empresa e, por sorte, tinha vendido antes, para fazer caixa para o negócio com imóvel que comentei. Mas me dá calafrios saber que poderia ter perdido mais de R$10.000 por causa da má gestão e corrupção.


Agora estão falando que, se o Palocci delatar, vai implicar mais um monte de empresas, principalmente bancos. Será que vai delatar Itaú e fazer afundar ITSA4 e ITUB3? A queridinha das ações? Eu ainda tenho um tanto de ITSA4.




Bom, meus amigos, assim é o mercado brasileiro de ações. Assim como tudo nesse país, seu funcionamento é reflexo do comportamento oportunista e malandro de nosso povo. As empresas "adequam-se" ao sistema. Fazem o jogo do governo para manter-se lucrativas. Então acho que a maioria pode estar envolvida em algum esquema. Ou, no mínimo, sonegando impostos.


Agora, face a esse quadro sujo, o que fazer? Onde investir para tirar algum ganho maior que a renda fixa?


Bom, no meu caso, vou alocar muito menos em Bovespa, mas ainda vou ficar posicionado em algumas ações que podem "repicar" (ex: Banco do Brasil). Por mais louco que pareça, lá na frente Bovespa pode subir bem, a depender do que aconteça nas eleições.


Comprar na baixa e vender na alta ainda funciona na maioria das situações, mesmo em mercados menos confiáveis e corruptos como o nosso. Não pode pensar muito no lado moral ou ético da coisa, senão não se investe nesse país. Mas deve-se medir o risco de algo vir à tona e o preço desabar.


Vou continuar monitorando os possíveis cenários para as eleições. Se as chances forem grandes para um candidato mais liberal com a economia, Bovespa pode ter outro rally de alta. Mas a maior parte do meu capital, esse ano, pretendo deixar longe da Bovespa. Vou tentar investir no exterior. Incialmente indiretamente (através de fundos) ou, em uma segunda fase, diretamente (via abertura de conta no exterior). Algo que estou enrolando há algum tempo, e já deveria ter feito.


TRADES COM OPÇÕES - POSIÇÃO ATUAL


Para quem tem estômago, e disposição em assumir riscos, inclusive de 100% de perda, é possível ganhar dinheiro no mercado de opções. E é isso que mais estou fazendo nos últimos meses.


Como falei em meu último post, minha idéia era "lucrar com a desgraça" da greve, apostando na baixa da Petrobrás, comprando PUTS (opções de venda). Acontece que deixei para fazer isso na Segunda-feira e o "bonde havia passado". PETRO já havia desabado quase 20%.


Aí mudei a estratégia e comprei opções de compra (CALLS) apostando em um repique. E assim estou posicionado.



Não confio na gestão da  PETRO, muito menos no sócio majoritário (governo), mas tento lucrar com a volatilidade das opções, no meio dessa "zona".


Como já falei antes, lucrei bastante com opções de compra (CALL) no mês passado. Quase R$6000,00 de lucro. Mas foi antes da greve, e da demissão do Parente e intervenção estatal na empresa.


Agora estou posicionado em um lote de 2000 opções de compra(1000 PETRR21 + 1000 PETRR22)  mas em função da queda da semana passada, minhas opções caíram muito.


Não acho que vai chegar a R$21,00 ou R$22,00 até o vencimento. Então estou torcendo para dar um repique essa semana e encostar em R$20 pelo menos, para eu poder vender as opções perto do preço que paguei. Mas a demissão do Parente na Sexta-feira passada terminou de "ferrar" tudo.


Esse é o mundo das opções. Então, não recomendo que se aventurem com opções, sem antes estudar muito, pois o risco é altíssimo.


Abraços