Caros confrades e visitantes do blog.
Espero que estejam todos bem, com algum combustível no tanque e sem produtos de primeira necessidade faltando em casa.
Parece piada, mas esse é o país que vivemos. E, em minha modesta opinião, assim o será enquanto ficarmos assistindo passivos a um eterno governo gigantesco que só consome a riqueza gerada por nós, na forma de tributos, ou propinas, oferecendo muito pouco em troca.
Para mim, essa crise do preço dos combustíveis é só a ponta do iceberg. Os caminhoneiros pararam o país, e devem conseguir o que pedem para a categoria deles. Mas alguém terá que pagar a conta. Na economia real não existe almoço grátis. O governo irá baratear os combustíveis reduzindo o imposto incidente, mas deverá subir algum outro imposto para compensar. Quem duvida que logo vão começar a falar sobre a volta da CPMF novamente?
Em um estado gigante, com centenas de milhares de parasitas ganhando salários e benefícios sem produzir quase nada, por que não se fala em reduzir gastos do governo para poder reduzir impostos? Alguém acha que eles irão mexer nos próprios bolsos? Lembrando ainda que é ano de eleições.
Então, o que acho que vai acontecer é que o governo cederá aos caminhoneiros (usados pelas empresas transportadoras) e o setor deles sairá vencedor.
Mas e se outros setores importantes começarem a parar também? A usar a mesma estratégia? As finanças governamentais já estão estranguladas, o governo não tem para onde correr. É como cobertor curto. Dá mais para um e vai faltar para o outro.
Agora o mais importante: vocês viram o povo nas ruas apoiando os caminhoneiros? Agora já tem vídeos dos próprios caminhoneiros, dizendo que o povo se uniu a eles, pois não aguenta mais a situação do país do jeito que está. Milhares de pessoas nas ruas, em diversas cidades do país, marchando com suas bandeiras do Brasil, em apoio aos caminhoneiros, mas sem uma pauta definida. Algo muito espontâneo, pois ninguém aguenta mais só dar dinheiro para o governo, mas sem nenhum foco.
No fundo, todo mundo está sentindo que a economia não está melhorando quase nada, o Brasil está se arrastando até as eleições, pra ver se chegando lá muda alguma coisa. Mas parece que nem o povo sabe o que quer. Ou não sabe como se mobilizar. Está pegando carona na manifestação dos caminhoneiros pra dar vazão a um sentimento de insatisfação geral.
Porém, sem lideranças para falar por ele, sem um sistema político que funcione, como responder ao que o povo pede? Através dos militares? Sinceramente, acho que governo militar também não vai resolver nada. Logo os caras irão se aproveitar de um esquema corrupto e serão mais do mesmo.
Estamos em um beco sem saída. O povo entrou na onda dos caminhoneiros, mas não acredita no sistema político vigente. Como externar, então, suas demandas? Quem será o porta-voz do povo nessa bagunça toda?
Aí a massa mais ignorante pode colocar um esquerdista de novo em Outubro, achando que podemos reviver o conto de fadas do Lulladrão na época de alta das commodities, e lá vamos nós pro buraco de vez. Talvez só passando pelo que a Venezuela está passando para esse país acordar.
Mas vamos ao que interessa nesse post.
Como pretendo ganhar com a crise?
Toda crise, por mais dolorida que seja, revela suas oportunidades. Sempre que muitos estão perdendo de um lado, tem uma galera que está ganhando muito do outro. E é o lado que quero estar.
Baseado em tudo isso que falei, a minha leitura é que o dólar irá subir ainda mais e a Bolsa cairá ainda mais. Mas quanto?
Partindo do pressuposto que essa crise dos caminhoneiros é apenas o começo, eu não acho loucura falar de uma queda adicional de 10 a 20% em Bolsa e o mesmo para a subida do dólar. Isso se o povo realmente comprar a idéia de continuar as manifestações nos próximos dias e o governo não conseguir botar um ponto final nessa crise. Essa é minha hipótese, o cenário que acho mais provável.
E por que eu penso assim? Porque estamos vivendo um momento de insatisfação generalizada e "pânico social". Mesmo sabendo que os fundamentos das empresas nada mudaram, acho que esses sentimentos podem contaminar os investidores e puxar a Bolsa ainda mais para baixo. Fora que haverá uma galera pesada que apostará nesse direção, forçando o mercado para baixo.
Essa é minha modesta opinião, e ditará como irei me posicionar com os investimentos nos próximos dias.
Então, já separei uma quantia para amanhã, sim amanhã, já começar a ficar vendido em Bolsa e comprado em dólar.
Lembro mais uma vez que isso não é recomendação. Não sou analista certificado, então não siga o que eu falo. Tome suas próprias decisões. Só estou compartilhado o meu racional e como vou especular nos próximos dias com essa situação e tentar faturar uma graninha.
Pretendo amanhã comprar PUTS (opções de venda), apostando na queda adicional da Bovespa, provavelmente alguma série de PETR4 e alguma de B3 (BOVA).
Adicionalmente vou alocar uma quantia boa em um fundo cambial, para me proteger do futuro nada promissor que, acredito, nos espera.
Que a força esteja com todos nós!!
Abraços
domingo, 27 de maio de 2018
quarta-feira, 23 de maio de 2018
"Quanto mais se ganha, mais se gasta" - o paradoxo da vida corporativa
Caros confrades da Finansfera e visitantes do blog.
Esperam que estejam todos bem.
Essa semana, conversando com meu chefe sobre carreira, sobre a situação da empresa (que não está muito bem agora) e outros temas relacionados ao trabalho, houve um daqueles raros momentos onde a pessoa fica tão à vontade que passa a contar a história de sua vida.
Então, falando de sua carreira, ele me confidenciou que sempre optou por uma trajetória de crescimento mais lenta e gradual, mostrando até um certo comodismo de quem não gosta de correr muitos riscos.
Ele já está beirando seus sessenta anos de idade, tendo passado por umas três ou quatro empresas, em mais de trinta anos de carreira, e possui hoje um cargo executivo de alta relevância na organização. Seguramente tem um salário bem alto (chuto algo acima de 30K por mês), fora bônus bem gordos e alguns benefícios comuns a essas posições, como plano de saúde top e plano de previdência com boa contribuição da empresa.
Porém, como todo bom representante da comunidade dos blogs de finanças, sempre me pergunto: "será que esse cidadão soube gerenciar bem o seu dinheiro ao longo da vida? Construiu um bom patrimônio, que lhe gere uma renda passiva interessante? Tem um plano B caso as coisas dêem errado?".
A resposta, para surpresa de muitos, é um retumbante NÃO. Obviamente que não tenho intimidade para perguntar se a pessoa juntou uma quantia X ou Y ao longo da carreira, se soube investir o dinheiro, etc. Mas geralmente as pessoas deixam transparecer evidências bem claras de onde se encontram na escala da Independência Financeira.
O fato é que, em decorrência da situação financeira da empresa, e a falta de melhores perspectivas, já está rolando o famigerado "facão" na organização, ou seja, demissões em massa. E nesses momentos, percebe-se claramente o nível de desespero daqueles que estão longe da independência financeira.
Geralmente esse grupo é bem fácil de identificar: consomem acima de suas possibilidades (gastam mais do que ganham), via de regra são salvos por receitas não recorrentes (13o, férias, bônus), tem nível baixo de educação financeira (tem orgulho de usar seu cartão Infinity ou do Itaú Personalité - mas não tem noção de quanto pagam por esses serviços) e, em muitos casos, a mulher não trabalha e tem um nível muito alto de consumo, principalmente no cartão de crédito.
Obviamente, que o cidadão em questão se encaixa nesse grupo, até pelo desespero que tem mostrado desde que a empresa engatou "ladeira abaixo". Então, voltando ao início, quando ele me disse que sempre preferiu crescer de forma lenta e gradual, em lugares onde tivesse uma certa estabilidade, pensei comigo mesmo: "é bom você rezar então pra que esse crescimento lento e gradual nunca acabe, pois o tombo será muito forte e dolorido", dado o alto padrão de vida e consumo de sua família.
Infelizmente, essa situação é muito comum em nossa classe média. A pessoa vai subindo de posição e cargos em uma organização e quanto mais ganha, mais gasta.
Mas o que vejo de mais importante, e mais grave, nessa situação, é que geralmente as pessoas que tem um emprego desse nível, parecem meio anestesiadas da situação ao redor. Estão em uma zona de conforto muito perigosa, se achando eternos merecedores daquela posição por todo o seu histórico de crescimento na carreira. Me lembra aquela história do sapo escaldado na panela. Enquanto a água vai esquentando ele vai ficando acomodado, sem perceber que está muito próximo de morrer cozido.
Por outro lado, eu tenho passado pela mesma crise que essas pessoas, aguardando o mesmo "facão", mas, incrivelmente, estou muito mais tranquilo. E qual é o segredo?
Simples, é somente o resultado do esforço desprendido nos últimos anos para fazer patrimônio e buscar algum nível de independência financeira.
Apesar de ainda estar longe de onde gostaria de estar, em termos de patrimônio ou renda passiva, a reserva que construí até agora me permitiria passar uns anos sem um trabalho formal, ou "emprego", e pela primeira vez na vida eu vejo que isso não seria o fim do mundo. Depois de muito tempo, consigo ver uma situação dessas mais pelo lado da oportunidade do que da tragédia.
Mesmo que tivesse que queimar patrimônio durante algum tempo, tenho certeza que logo teria algo para me gerar renda. Talvez não no mesmo nível de meu emprego anterior, ao menos no começo, mas certamente após um tempo teria outra fonte de renda fazendo um trabalho mais autônomo e com horários mais flexíveis.
Amigos, sei que isso pode parecer uma grande viagem, mas qual é a grande mensagem aqui?
À medida que você avança no caminho da independência financeira, e começa a formar algum patrimônio, chega um momento que começa a ver uma luz no fim do túnel. Você começa a perceber lá no fundo uma tranquilidade que não tinha antes e consegue se manter mais sereno em situações onde a maioria das pessoas perderia o controle.
Parece meio louco, mas lá no fundo, algo lhe diz que, se você perder o emprego por exemplo, pode até ser uma coisa boa. Um gatilho para começar coisas que sempre quis e nunca teve coragem.
Por isso que repito, o que muitos já falam aqui: faça sua reserva de emergência, que lhe permita viver pelo menos um ano sem trabalhar. Depois continue poupando e investindo mais. Para isso, poupe pelo menos 20% do que ganha, sem desculpas. Sei que para muitos pode ser bem difícil no começo, mas é o único caminho para as pessoas que tem um emprego "normal".
Não vou passar o "beabá" aqui, pois tem muito blog melhor que o meu onde tem todo o passo-a-passo pra se começar a poupar, investir e buscar a IF. Prefiro compartilhar meu aprendizado contando minhas histórias e experiências, ao invés de passar "material técnico".
Por hoje é só.... eu quis compartilhar um pouco desse sentimento de tranquilidade que todos devemos conseguir na busca da IF. O sentimento de, aos poucos, deixar essa "matrix" que domina nossas mentes, da rotina de trabalho 8 x 5, da dependência de um bom salário, e de toda a cultura consumista que move a classe média atualmente.
Abraços
Esperam que estejam todos bem.
Essa semana, conversando com meu chefe sobre carreira, sobre a situação da empresa (que não está muito bem agora) e outros temas relacionados ao trabalho, houve um daqueles raros momentos onde a pessoa fica tão à vontade que passa a contar a história de sua vida.
Então, falando de sua carreira, ele me confidenciou que sempre optou por uma trajetória de crescimento mais lenta e gradual, mostrando até um certo comodismo de quem não gosta de correr muitos riscos.
Ele já está beirando seus sessenta anos de idade, tendo passado por umas três ou quatro empresas, em mais de trinta anos de carreira, e possui hoje um cargo executivo de alta relevância na organização. Seguramente tem um salário bem alto (chuto algo acima de 30K por mês), fora bônus bem gordos e alguns benefícios comuns a essas posições, como plano de saúde top e plano de previdência com boa contribuição da empresa.
Porém, como todo bom representante da comunidade dos blogs de finanças, sempre me pergunto: "será que esse cidadão soube gerenciar bem o seu dinheiro ao longo da vida? Construiu um bom patrimônio, que lhe gere uma renda passiva interessante? Tem um plano B caso as coisas dêem errado?".
A resposta, para surpresa de muitos, é um retumbante NÃO. Obviamente que não tenho intimidade para perguntar se a pessoa juntou uma quantia X ou Y ao longo da carreira, se soube investir o dinheiro, etc. Mas geralmente as pessoas deixam transparecer evidências bem claras de onde se encontram na escala da Independência Financeira.
O fato é que, em decorrência da situação financeira da empresa, e a falta de melhores perspectivas, já está rolando o famigerado "facão" na organização, ou seja, demissões em massa. E nesses momentos, percebe-se claramente o nível de desespero daqueles que estão longe da independência financeira.
Geralmente esse grupo é bem fácil de identificar: consomem acima de suas possibilidades (gastam mais do que ganham), via de regra são salvos por receitas não recorrentes (13o, férias, bônus), tem nível baixo de educação financeira (tem orgulho de usar seu cartão Infinity ou do Itaú Personalité - mas não tem noção de quanto pagam por esses serviços) e, em muitos casos, a mulher não trabalha e tem um nível muito alto de consumo, principalmente no cartão de crédito.
Infelizmente, essa situação é muito comum em nossa classe média. A pessoa vai subindo de posição e cargos em uma organização e quanto mais ganha, mais gasta.
Mas o que vejo de mais importante, e mais grave, nessa situação, é que geralmente as pessoas que tem um emprego desse nível, parecem meio anestesiadas da situação ao redor. Estão em uma zona de conforto muito perigosa, se achando eternos merecedores daquela posição por todo o seu histórico de crescimento na carreira. Me lembra aquela história do sapo escaldado na panela. Enquanto a água vai esquentando ele vai ficando acomodado, sem perceber que está muito próximo de morrer cozido.
Por outro lado, eu tenho passado pela mesma crise que essas pessoas, aguardando o mesmo "facão", mas, incrivelmente, estou muito mais tranquilo. E qual é o segredo?
Simples, é somente o resultado do esforço desprendido nos últimos anos para fazer patrimônio e buscar algum nível de independência financeira.
Apesar de ainda estar longe de onde gostaria de estar, em termos de patrimônio ou renda passiva, a reserva que construí até agora me permitiria passar uns anos sem um trabalho formal, ou "emprego", e pela primeira vez na vida eu vejo que isso não seria o fim do mundo. Depois de muito tempo, consigo ver uma situação dessas mais pelo lado da oportunidade do que da tragédia.
Mesmo que tivesse que queimar patrimônio durante algum tempo, tenho certeza que logo teria algo para me gerar renda. Talvez não no mesmo nível de meu emprego anterior, ao menos no começo, mas certamente após um tempo teria outra fonte de renda fazendo um trabalho mais autônomo e com horários mais flexíveis.
Amigos, sei que isso pode parecer uma grande viagem, mas qual é a grande mensagem aqui?
À medida que você avança no caminho da independência financeira, e começa a formar algum patrimônio, chega um momento que começa a ver uma luz no fim do túnel. Você começa a perceber lá no fundo uma tranquilidade que não tinha antes e consegue se manter mais sereno em situações onde a maioria das pessoas perderia o controle.
Parece meio louco, mas lá no fundo, algo lhe diz que, se você perder o emprego por exemplo, pode até ser uma coisa boa. Um gatilho para começar coisas que sempre quis e nunca teve coragem.
Por isso que repito, o que muitos já falam aqui: faça sua reserva de emergência, que lhe permita viver pelo menos um ano sem trabalhar. Depois continue poupando e investindo mais. Para isso, poupe pelo menos 20% do que ganha, sem desculpas. Sei que para muitos pode ser bem difícil no começo, mas é o único caminho para as pessoas que tem um emprego "normal".
Não vou passar o "beabá" aqui, pois tem muito blog melhor que o meu onde tem todo o passo-a-passo pra se começar a poupar, investir e buscar a IF. Prefiro compartilhar meu aprendizado contando minhas histórias e experiências, ao invés de passar "material técnico".
Por hoje é só.... eu quis compartilhar um pouco desse sentimento de tranquilidade que todos devemos conseguir na busca da IF. O sentimento de, aos poucos, deixar essa "matrix" que domina nossas mentes, da rotina de trabalho 8 x 5, da dependência de um bom salário, e de toda a cultura consumista que move a classe média atualmente.
Abraços
sábado, 19 de maio de 2018
Como o Trump me ajudou a lucrar mais de 1000% em opções de compra de Petrobrás esse mês
Fala galera,
Este mês tive uma excelente surpresa: acertei um trade com opções "na veia" e tirei R$5.824,55 de lucro tendo investido aproximadamente R$500,00 em opções de compra de PETRO4 e vou explicar como isso ocorreu.
Mas antes de entrar nos detalhes, gostaria de lembrar a todos mais uma vez: não sou analista de investimentos certificado e o que passo aqui não deve ser visto em hipótese alguma como recomendação. Acrescento ainda que o mercado de opções oferece altíssimo risco, muitas vezes ilimitado (no caso de você vender opções ao invés de comprar) então, por favor, não sigam o que falo aqui. Somente compartilho minhas experiências, para que cada um tire suas próprias conclusões e tome suas próprias decisões.
Como comentei no meu último post, que já faz mais de um mês, eu estava bastante inclinado a apostar em opções de compra de PETRO4, em função do ataque com mísseis que o Trump e sua turma (França e Grá-Bretanha) haviam realizado recentemente.
Minha tese era de que o Trump iria "endurecer o jogo" com a Síria e que aquele ataque era um sinal claro que que os EUA não desistiriam da Síria tão cedo e, mais importante, não abandonariam o tabuleiro do jogo geopolítico no Oriente Médio de forma geral. Nesse último caso já estou falando de uma questão que envolve um conjunto maior de países, mas principalmente, as potências ocidentais, Israel e até mesmo a Arábia Saudita de um lado, versus Rússia, Irã e o governo sírio atual (Bashar Al Assad) do outro.
Então, acompanhando o desenrolar do jogo geopolítico, acreditei baseado nos acontecimentos, que havia uma probabilidade alta de uma subida no preço do petróleo. E isso teria impacto imediato na cotação das ações da Petrobrás.
Sinceramente, eu não esperava que logo em seguida o Trump ainda abandonasse o acordo nuclear com o Irã. Imaginava ganhar uma graninha com as opções com a escalada do conflito na Síria. Mas a escalada do conflito com o Irã no mesmo mês, foi para mim uma grata surpresa, que fez subir muito mais a cotação do barril do petróleo, e consequentemente de PETR4, e alavancou ainda mais meus ganhos com opções.
Em seguida vou explicar mais detalhes do Trade. Para quem não está familiarizado com opções, sugiro que procurem por algum material básico antes, ou podem não entender muito do que vou falar abaixo.
Como operacionalizei - Compra de opções de Compra (CALL) de PETR4 e exercício das opções com venda imediata
Há pouco menos de um mês, para iniciar a operação, vi que a cotação de PETR4 estava oscilando em torno de 20 reais. Procurei pelas cotações de opções de Compra (CALL) de PETR4, com diferentes strikes (preço de exercício).
Optei por comprar um lote de PETRE22E, que não estava necessariamente barato (que eu me lembro estava em torno de R$0,30 ou R$0,40 por opção). Acabei comprando um lote de 500 PETRE22E, com vencimento em 21/5. Ou seja, em 21/5 eu teria o direto de comprar 500 ações PETR4 ao preço de R$22,00.
Ao longo do mês acompanhei em alguns dias a evolução das cotações e na semana passada vi que já estava muito acima do meu target. Liguei para a corretora na Sexta-feira 18/5 e perguntei se já poderia exercer a compra, e a atendente da mesa de operação me confirmou que sim. Como nessa data PETR4 chegou a R$27,50, pedi para exercer o meu direito de compra e fazer a venda imediatamente na cotação de mercado.
Nesse caso, não foi preciso ter o valor referente às ações em conta corrente. Exerci meu direito de compra a R$22,00, imediatamente vendi a R$27,40, e o valor (lucro bruto - taxas) será depositado na conta em D + 3. Ou seja, na próxima Quarta-feira.
Só que eu também havia comprado um lote maior de opções de PETRE24E, opções de compra com strike de R$24,00. Como na época essas opções estavam bem mais baratas, pois o strike estava muito acima da cotação da época, comprei 1000 opções (ou 1 kilo de opções, como costumam dizer os traders).
Não vou aqui detalhar linha por linha o comprovante que a corretora me enviou, que tenho em mãos agora, e também não consultei as ordens originais de compra das opções para ver o valor exato investido. Só lembro que era aproximadamente R$500,00 mesmo. Mas o resumo é o seguinte:
Investi inicialmente um total de aproximadamente R$500,00, apostando em uma alta acima de 10% em PETR4 em um período um pouco menor que 1 mês, baseado na hipótese acima que já expliquei. Isso para o lote de 500 opções PETRE22E.
No caso do segundo lote, de 1000 opções PETRE24E, eu realmente apostei em um cenário ainda mais improvável: uma subida acima de 20% na cotação de PETR4 em menos de 1 mês.
Felizmente ambos os cenários ocorreram. Lembrando que, se em 21/5 a cotação de PETR4 estivesse menor que R$22,00, eu teria perdido todo o dinheiro investido, os R$500,00 iniciais. Assim é o mercado de opções: se na data de vencimento, a ação não estiver acima do strike (para opções de Compra), as opções viram pó.
Ao final do trade, descontando as taxas da corretora, embolsei R$ 5824,55, tendo investido aproximadamente R$500,00. Ou seja, multipliquei o capital em mais de 11 vezes.
Gostaria de reforçar mais uma vez que os riscos envolvidos em opções são altíssimos. Esses R$500,00 eram um dinheiro que eu toparia perder tudo, e sabia que poderia ocorrer.
Além do mais esse foi só um trade que deu certo. Já teve algumas vezes que investi em opções, carreguei até o vencimento, e viraram pó. Ou seja, um dia você multiplica seus R$500,00 por 5, 10 ou 15 vezes, mas outras vezes vira pó. O que te mantém no jogo é acertar mais do que errar.
Mais uma vez: compartilhei esse trade, para fins didáticos, para que se entenda a complexidade e os riscos envolvidos. Cada um tem que saber o tamanho do risco que quer correr. O capital que eu coloco em opções é o "dinheiro de pinga" para mim. Algo que topo perder e que não me fará falta.
Nunca invista em opções um valor que poderá te fazer falta ou que seja relevante perto do total de sua carteira. Eu diria para colocar, no máximo 0,1% de seus investimentos financeiros em opções.
E eu nunca vendo opções, nunca fico vendido em opções, pois o risco é ilimitado.
Abraços
Este mês tive uma excelente surpresa: acertei um trade com opções "na veia" e tirei R$5.824,55 de lucro tendo investido aproximadamente R$500,00 em opções de compra de PETRO4 e vou explicar como isso ocorreu.
Mas antes de entrar nos detalhes, gostaria de lembrar a todos mais uma vez: não sou analista de investimentos certificado e o que passo aqui não deve ser visto em hipótese alguma como recomendação. Acrescento ainda que o mercado de opções oferece altíssimo risco, muitas vezes ilimitado (no caso de você vender opções ao invés de comprar) então, por favor, não sigam o que falo aqui. Somente compartilho minhas experiências, para que cada um tire suas próprias conclusões e tome suas próprias decisões.
Como comentei no meu último post, que já faz mais de um mês, eu estava bastante inclinado a apostar em opções de compra de PETRO4, em função do ataque com mísseis que o Trump e sua turma (França e Grá-Bretanha) haviam realizado recentemente.
Minha tese era de que o Trump iria "endurecer o jogo" com a Síria e que aquele ataque era um sinal claro que que os EUA não desistiriam da Síria tão cedo e, mais importante, não abandonariam o tabuleiro do jogo geopolítico no Oriente Médio de forma geral. Nesse último caso já estou falando de uma questão que envolve um conjunto maior de países, mas principalmente, as potências ocidentais, Israel e até mesmo a Arábia Saudita de um lado, versus Rússia, Irã e o governo sírio atual (Bashar Al Assad) do outro.
Então, acompanhando o desenrolar do jogo geopolítico, acreditei baseado nos acontecimentos, que havia uma probabilidade alta de uma subida no preço do petróleo. E isso teria impacto imediato na cotação das ações da Petrobrás.
Sinceramente, eu não esperava que logo em seguida o Trump ainda abandonasse o acordo nuclear com o Irã. Imaginava ganhar uma graninha com as opções com a escalada do conflito na Síria. Mas a escalada do conflito com o Irã no mesmo mês, foi para mim uma grata surpresa, que fez subir muito mais a cotação do barril do petróleo, e consequentemente de PETR4, e alavancou ainda mais meus ganhos com opções.
Em seguida vou explicar mais detalhes do Trade. Para quem não está familiarizado com opções, sugiro que procurem por algum material básico antes, ou podem não entender muito do que vou falar abaixo.
Como operacionalizei - Compra de opções de Compra (CALL) de PETR4 e exercício das opções com venda imediata
Há pouco menos de um mês, para iniciar a operação, vi que a cotação de PETR4 estava oscilando em torno de 20 reais. Procurei pelas cotações de opções de Compra (CALL) de PETR4, com diferentes strikes (preço de exercício).
Optei por comprar um lote de PETRE22E, que não estava necessariamente barato (que eu me lembro estava em torno de R$0,30 ou R$0,40 por opção). Acabei comprando um lote de 500 PETRE22E, com vencimento em 21/5. Ou seja, em 21/5 eu teria o direto de comprar 500 ações PETR4 ao preço de R$22,00.
Ao longo do mês acompanhei em alguns dias a evolução das cotações e na semana passada vi que já estava muito acima do meu target. Liguei para a corretora na Sexta-feira 18/5 e perguntei se já poderia exercer a compra, e a atendente da mesa de operação me confirmou que sim. Como nessa data PETR4 chegou a R$27,50, pedi para exercer o meu direito de compra e fazer a venda imediatamente na cotação de mercado.
Nesse caso, não foi preciso ter o valor referente às ações em conta corrente. Exerci meu direito de compra a R$22,00, imediatamente vendi a R$27,40, e o valor (lucro bruto - taxas) será depositado na conta em D + 3. Ou seja, na próxima Quarta-feira.
Só que eu também havia comprado um lote maior de opções de PETRE24E, opções de compra com strike de R$24,00. Como na época essas opções estavam bem mais baratas, pois o strike estava muito acima da cotação da época, comprei 1000 opções (ou 1 kilo de opções, como costumam dizer os traders).
Não vou aqui detalhar linha por linha o comprovante que a corretora me enviou, que tenho em mãos agora, e também não consultei as ordens originais de compra das opções para ver o valor exato investido. Só lembro que era aproximadamente R$500,00 mesmo. Mas o resumo é o seguinte:
Investi inicialmente um total de aproximadamente R$500,00, apostando em uma alta acima de 10% em PETR4 em um período um pouco menor que 1 mês, baseado na hipótese acima que já expliquei. Isso para o lote de 500 opções PETRE22E.
No caso do segundo lote, de 1000 opções PETRE24E, eu realmente apostei em um cenário ainda mais improvável: uma subida acima de 20% na cotação de PETR4 em menos de 1 mês.
Felizmente ambos os cenários ocorreram. Lembrando que, se em 21/5 a cotação de PETR4 estivesse menor que R$22,00, eu teria perdido todo o dinheiro investido, os R$500,00 iniciais. Assim é o mercado de opções: se na data de vencimento, a ação não estiver acima do strike (para opções de Compra), as opções viram pó.
Ao final do trade, descontando as taxas da corretora, embolsei R$ 5824,55, tendo investido aproximadamente R$500,00. Ou seja, multipliquei o capital em mais de 11 vezes.
Gostaria de reforçar mais uma vez que os riscos envolvidos em opções são altíssimos. Esses R$500,00 eram um dinheiro que eu toparia perder tudo, e sabia que poderia ocorrer.
Além do mais esse foi só um trade que deu certo. Já teve algumas vezes que investi em opções, carreguei até o vencimento, e viraram pó. Ou seja, um dia você multiplica seus R$500,00 por 5, 10 ou 15 vezes, mas outras vezes vira pó. O que te mantém no jogo é acertar mais do que errar.
Mais uma vez: compartilhei esse trade, para fins didáticos, para que se entenda a complexidade e os riscos envolvidos. Cada um tem que saber o tamanho do risco que quer correr. O capital que eu coloco em opções é o "dinheiro de pinga" para mim. Algo que topo perder e que não me fará falta.
Nunca invista em opções um valor que poderá te fazer falta ou que seja relevante perto do total de sua carteira. Eu diria para colocar, no máximo 0,1% de seus investimentos financeiros em opções.
E eu nunca vendo opções, nunca fico vendido em opções, pois o risco é ilimitado.
Abraços
sábado, 14 de abril de 2018
Prejuízos em minha carteira de ações, Guerra na Síria e possíveis oportunidades de ganho no curto prazo.
Olá colegas e visitantes do blog,
Faz tempo que não apareço por aqui para postar, mas não deixei de acompanhar excelentes textos nos blogs da Finansfera.
Na última semana, vendi uma quantidade bem grande de ações de minha carteira, fazendo caixa para um negócio com um imóvel, a ser realizado nas próximas semanas, com alto potencial de lucro (de 20 a 30%). Já havia falado desse negócio anteriormente, e estou executando o plano conforme planejado.
Foi a primeira vez que vendi tantas ações assim de uma tacada só (praticamente 1/3 de minha carteira), e confesso que fiquei bem preocupado com o Leão, visto que para vendas mensais acima de R$20.000,00 deve-se calcular o lucro obtido e pagar os 15% de IR através de DARF.
Como obtive lucro em algumas posições e prejuízo em outras, vou calcular o lucro líquido e quitar minhas obrigações com a Receita na próxima semana, para não ter dor de cabeça.
No fim das contas, essa necessidade de se fazer caixa, através da venda de ações, me foi boa por duas razões: (1) reduzi a exposição a renda variável em um momento onde acredito haver mais riscos do mercado cair (vide conflito na Síria, e suas consequências, que falarei abaixo) e (2) me forçou a sair fora de algumas posições com prejuízo, onde eu mantinha aquele pensamento de "sardinha" baseado na esperança de "segurar mais um pouco, que vai melhorar", mas onde os fatos mostram que foram escolhas erradas mesmo e o melhor a fazer é sair fora (Empresas onde tomei prejuízo: BBSE3 - Banco do Brasil Seguridade, GUAR4 - Guararapes e EZTC3 - EZTEC).
Quanto a BBSE3 eu já havia vendido a maior parte antes, em função do guidance (previsão de resultados) apresentado pela gestão da empresa para 2018. Quanto a EZTC3, apesar de ter ganhado muito dinheiro no passado com essa ação, me parece que a gestão perdeu a mão com os custos e houve uma queda brutal na receita. E a empresa tem muito dinheiro em caixa e parece não saber o que fazer. Já em relação à GUAR4, eu ainda não sei o que aconteceu e vou investigar, pois pelo meu racional era uma boa aposta com a retomada da economia. Nessa última eu tomei uma bela de uma "rosca", pois em Janeiro a cotação estava perto de R$150,00 e essa semana fechou em R$112,00.
No início foi difícil me desapegar de minha carteira de ações, mas agora me sinto aliviado por ter reduzido tanto assim minha exposição à Renda Variável, pois acho que a Bolsa brasileira tem, nos próximos meses, mais chances de cair do que subir.
E acho isso em função de dois eventos principais: (1) aumento da tensão externa com o conflito Sírio e (2) situação política do Brasil ainda é imprevisível esse ano (futuro da Lava Jato, "entra e sai" do Lula na cadeia, eleições, possíveis candidatos).
Bom, ficam as lições aprendidas pelos prejuízos, mas no geral minha carteira ainda apresenta um bom lucro nos últimos 12 meses.
E finalmente, vamos ao assunto de hoje:
A guerra na Síria e como penso em ganhar dinheiro no curto prazo
Gosto bastante de acompanhar o que acontece no mundo, em termos de geopolítica e os interesses em jogo para cada país, especialmente em conflitos como esse. Então não é de hoje que acompanho esse tipo de assunto.
Vocês devem ter visto no noticiário que EUA, Reino Unido e França realizaram um ataque com mísseis contra a Síria, alegando que o suposto ditador, Bashar Al Assad, ordenou um ataque com armas químicas contra a própria população.
O fato é que, se você entender o que está por trás do conflito na Síria, verá que esse argumento é mais falso que as frases de efeito do Lula alegando inocência na Lava Jato.
Mais uma vez os EUA estão criando um factóide para iniciar um conflito armado e defender seus interesses e os de seus aliados no Oriente Médio.
Todo esse conflito que ocorre na Síria hoje é motivado por uma única razão: controlar o fluxo exportador de gás natural do Oriente Médio para a Europa.
Resumidamente, há dois blocos de países de cada lado, lutando pelo domínio da Síria: (1) EUA, seus aliados ocidentais, Arábia Saudita e países árabes de maioria sunita CONTRA (2) Síria, Irã, Iraque (através de seus atuais governos e populações de origem xiita) e a Rússia apoiando esse segundo bloco.
E qual a razão desses blocos estarem unidos um contra o outro? O bloco (2) (Síria, Irã, Iraque) há muitos anos quer construir um gasoduto que saia do Irã, cruzando o Iraque e chegando no litoral da Síria. Dali, ou possivelmente do Líbano, outro gasoduto submarino levaria o gás natural para a Europa.
E por que o bloco (1) não quer que isso aconteça? Simples, porque eles já tem um outro gasoduto que vai do Egito até a Turquia e de lá pode fornecer o gás que a Europa precisa.
E o que a Rússia tem a ver com esse rolo todo? Primeiro, lucrar com o projeto desse novo gasoduto, através de contratos e acordos comerciais com os países desse bloco e, segundo, enfraquecer comercialmente os EUA e seus aliados.
Mas o que torna esse conflito realmente sério agora, é que nos últimos dois anos a Rússia literalmente entrou na guerra, com tropas no chão, ao contrário dos EUA, que manteve somente ataques aéreos. E tudo indica que está chegando o ponto onde os EUA terão que entrar com tropas no chão (ou "boots on the ground" como eles dizem) e invadir o território sírio. E algúem duvida que o Trump seja louco o suficiente para invadir um país abertamente apoiado pela Rússia? A Rússia inclusive já tem bases militares estabelecidas na Síria.
Então, meu amigos, dependendo do que aconteça nas próximas semanas, se realmente o conflito for escalado a um outro nível, deve haver impactos sobre a economia mundial. Essa é minha opinião. Pois existe o potencial de um conflito armado com a participação de EUA e Rússia, duas potências bélicas nucleares, em lados opostos.
A cotação do barril do petróleo já subiu essa semana somente com os rumores do ataque, que acabou ocorrendo. E, em minha modesta opinião, existe o potencial de subir ainda mais.
Nesse cenário, estou pensando seriamente em ganhar uma graninha com a Petrobrás, talvez com opções de compra que ainda estejam relativamente baratas. Num cenário de cotação do petróleo subindo muito, as ações de petrolíferas devem se valorizar significativamente. E dependendo da intensidade do movimento, opções de compra podem se valorizar absurdamente.
Então vou procurar umas opções de PETRO que ainda estejam baratas, seguindo aquela filosofia: se perder tudo, vai ser "dinheiro de pinga". Mas se subir, pode valorizar 300%, 500%...por que não 1000%. Isso é comum no mercado de opções.
Adicionalmente, a depender dos desdobramentos do conflito, vejo potencial de subida no ouro, visto que é o ativo mais procurado em épocas de crise ou guerras. Mas investir em ouro seria proteção mesmo, não seria trade de curto prazo.
Deixo aqui um link para uma matéria bem interessante explicando o conflito da Síria e o que está em jogo:
https://followthemoney.com/whysyria/
Abraços
Faz tempo que não apareço por aqui para postar, mas não deixei de acompanhar excelentes textos nos blogs da Finansfera.
Na última semana, vendi uma quantidade bem grande de ações de minha carteira, fazendo caixa para um negócio com um imóvel, a ser realizado nas próximas semanas, com alto potencial de lucro (de 20 a 30%). Já havia falado desse negócio anteriormente, e estou executando o plano conforme planejado.
Foi a primeira vez que vendi tantas ações assim de uma tacada só (praticamente 1/3 de minha carteira), e confesso que fiquei bem preocupado com o Leão, visto que para vendas mensais acima de R$20.000,00 deve-se calcular o lucro obtido e pagar os 15% de IR através de DARF.
Como obtive lucro em algumas posições e prejuízo em outras, vou calcular o lucro líquido e quitar minhas obrigações com a Receita na próxima semana, para não ter dor de cabeça.
No fim das contas, essa necessidade de se fazer caixa, através da venda de ações, me foi boa por duas razões: (1) reduzi a exposição a renda variável em um momento onde acredito haver mais riscos do mercado cair (vide conflito na Síria, e suas consequências, que falarei abaixo) e (2) me forçou a sair fora de algumas posições com prejuízo, onde eu mantinha aquele pensamento de "sardinha" baseado na esperança de "segurar mais um pouco, que vai melhorar", mas onde os fatos mostram que foram escolhas erradas mesmo e o melhor a fazer é sair fora (Empresas onde tomei prejuízo: BBSE3 - Banco do Brasil Seguridade, GUAR4 - Guararapes e EZTC3 - EZTEC).
Quanto a BBSE3 eu já havia vendido a maior parte antes, em função do guidance (previsão de resultados) apresentado pela gestão da empresa para 2018. Quanto a EZTC3, apesar de ter ganhado muito dinheiro no passado com essa ação, me parece que a gestão perdeu a mão com os custos e houve uma queda brutal na receita. E a empresa tem muito dinheiro em caixa e parece não saber o que fazer. Já em relação à GUAR4, eu ainda não sei o que aconteceu e vou investigar, pois pelo meu racional era uma boa aposta com a retomada da economia. Nessa última eu tomei uma bela de uma "rosca", pois em Janeiro a cotação estava perto de R$150,00 e essa semana fechou em R$112,00.
No início foi difícil me desapegar de minha carteira de ações, mas agora me sinto aliviado por ter reduzido tanto assim minha exposição à Renda Variável, pois acho que a Bolsa brasileira tem, nos próximos meses, mais chances de cair do que subir.
E acho isso em função de dois eventos principais: (1) aumento da tensão externa com o conflito Sírio e (2) situação política do Brasil ainda é imprevisível esse ano (futuro da Lava Jato, "entra e sai" do Lula na cadeia, eleições, possíveis candidatos).
Bom, ficam as lições aprendidas pelos prejuízos, mas no geral minha carteira ainda apresenta um bom lucro nos últimos 12 meses.
E finalmente, vamos ao assunto de hoje:
A guerra na Síria e como penso em ganhar dinheiro no curto prazo
Gosto bastante de acompanhar o que acontece no mundo, em termos de geopolítica e os interesses em jogo para cada país, especialmente em conflitos como esse. Então não é de hoje que acompanho esse tipo de assunto.
Vocês devem ter visto no noticiário que EUA, Reino Unido e França realizaram um ataque com mísseis contra a Síria, alegando que o suposto ditador, Bashar Al Assad, ordenou um ataque com armas químicas contra a própria população.
O fato é que, se você entender o que está por trás do conflito na Síria, verá que esse argumento é mais falso que as frases de efeito do Lula alegando inocência na Lava Jato.
Mais uma vez os EUA estão criando um factóide para iniciar um conflito armado e defender seus interesses e os de seus aliados no Oriente Médio.
Todo esse conflito que ocorre na Síria hoje é motivado por uma única razão: controlar o fluxo exportador de gás natural do Oriente Médio para a Europa.
Resumidamente, há dois blocos de países de cada lado, lutando pelo domínio da Síria: (1) EUA, seus aliados ocidentais, Arábia Saudita e países árabes de maioria sunita CONTRA (2) Síria, Irã, Iraque (através de seus atuais governos e populações de origem xiita) e a Rússia apoiando esse segundo bloco.
E qual a razão desses blocos estarem unidos um contra o outro? O bloco (2) (Síria, Irã, Iraque) há muitos anos quer construir um gasoduto que saia do Irã, cruzando o Iraque e chegando no litoral da Síria. Dali, ou possivelmente do Líbano, outro gasoduto submarino levaria o gás natural para a Europa.
E por que o bloco (1) não quer que isso aconteça? Simples, porque eles já tem um outro gasoduto que vai do Egito até a Turquia e de lá pode fornecer o gás que a Europa precisa.
E o que a Rússia tem a ver com esse rolo todo? Primeiro, lucrar com o projeto desse novo gasoduto, através de contratos e acordos comerciais com os países desse bloco e, segundo, enfraquecer comercialmente os EUA e seus aliados.
Mas o que torna esse conflito realmente sério agora, é que nos últimos dois anos a Rússia literalmente entrou na guerra, com tropas no chão, ao contrário dos EUA, que manteve somente ataques aéreos. E tudo indica que está chegando o ponto onde os EUA terão que entrar com tropas no chão (ou "boots on the ground" como eles dizem) e invadir o território sírio. E algúem duvida que o Trump seja louco o suficiente para invadir um país abertamente apoiado pela Rússia? A Rússia inclusive já tem bases militares estabelecidas na Síria.
Então, meu amigos, dependendo do que aconteça nas próximas semanas, se realmente o conflito for escalado a um outro nível, deve haver impactos sobre a economia mundial. Essa é minha opinião. Pois existe o potencial de um conflito armado com a participação de EUA e Rússia, duas potências bélicas nucleares, em lados opostos.
A cotação do barril do petróleo já subiu essa semana somente com os rumores do ataque, que acabou ocorrendo. E, em minha modesta opinião, existe o potencial de subir ainda mais.
Nesse cenário, estou pensando seriamente em ganhar uma graninha com a Petrobrás, talvez com opções de compra que ainda estejam relativamente baratas. Num cenário de cotação do petróleo subindo muito, as ações de petrolíferas devem se valorizar significativamente. E dependendo da intensidade do movimento, opções de compra podem se valorizar absurdamente.
Então vou procurar umas opções de PETRO que ainda estejam baratas, seguindo aquela filosofia: se perder tudo, vai ser "dinheiro de pinga". Mas se subir, pode valorizar 300%, 500%...por que não 1000%. Isso é comum no mercado de opções.
Adicionalmente, a depender dos desdobramentos do conflito, vejo potencial de subida no ouro, visto que é o ativo mais procurado em épocas de crise ou guerras. Mas investir em ouro seria proteção mesmo, não seria trade de curto prazo.
Deixo aqui um link para uma matéria bem interessante explicando o conflito da Síria e o que está em jogo:
https://followthemoney.com/whysyria/
Abraços
domingo, 1 de abril de 2018
Semana agitada: saindo fora da Bolsa, negócio com potencial de 30% de lucro e STF decidindo o futuro da nação
Fala rapaziada e visitantes deste humilde blog,
Após pensar muito, resolvi tomar uma decisão importante essa semana: vender 50% do que eu tenho alocado em ações, diminuindo assim minha exposição em renda variável a uns 20% da carteira, minha menor alocação histórica em muito tempo.
Não foi uma decisão fácil. Fiquei com aquela frase do Bastter martelando na minha cabeça até quando eu dormia: "Nunca gire patrimônio, nunca gire patrimônio, nunca gire patrimônio..."
Acontece que pintou uma oportunidade única de negócio com um imóvel e, como falei acima, potencial de lucro, sendo conservador, de 30%. E é um negócio rápido, para comprar nas próximas semanas e vender com lucro no máximo em 3 meses. Não posso dar mais detalhes, mas vamos torcer para que dê certo.
Pelas minhas contas, mesmo tendo que pagar imposto sobre ganhos de capital com ações a serem vendidas agora (imposto esse a ser declarado no IRPF de 2019) , eu pego ainda um ótimo lucro nessa transação. E de qualquer forma eu já sabia que PRECISO reduzir minha exposição em RV, visto que é ano de eleições, não vivemos em um país sério e esse Bull Market não será eterno.
Então, vou pular fora do barco da Bolsa com uma quantia considerável, botar meu lucro no bolso, pagar o imposto devido e reestruturar o perfil da minha carteira.
Voltando ao Bastter. Acho que não devemos seguir à risca tudo o que dizem os "gurus", sem antes entender a lógica da argumentação e ver se faz sentido para nosso caso. Fazendo as contas, me senti seguro que no meu caso específico vale à pena girar o patrimônio sim. Só não vai valer se a Bolsa der outra pernada boa para cima, tipo buscando os 100.000 ou 120.000 pontos. Neste caso, eu sairia perdendo, pois o custo de oportunidade teria sido muito alto.
Agora, algo que ficou martelando na minha cabeça também nas últimas semanas, foi a percepção de risco político aumentando nessa república de bananas. Então ficou também uma voz me lembrando a todo momento que, se o STF fizer besteira essa semana, dependendo do desenrolar dos fatos em Brasília, a situação política pode se degringolar de tal maneira que a Bolsa responda com uma boa queda nas próximas semanas.
Fluxo de dinheiro gringo já tem reduzido bastante na Bolsa brasileira, STF tendendo a rasgar a constituição para ajudar o "nove dedos" essa semana, retomada das investigações sobre Temer e sua turma (imprensa esquerdista já está fomentando o papo de impeachment desse FDP de novo, para tirar o foco do barbudo condenado). E lá fora ainda tem o Trump toda semana com uma novidade que pode impactar fluxo de entrada de investimento estrangeiro aqui também. Pra mim, dependendo da soma de fatores que possa acontecer ao mesmo tempo, se ocorrer a "tempestade perfeita" a Bolsa brasileira pode dar uma bela queda e comer todo o lucro de quem ganhou com a subida até os 85K que ocorreu nos últimos 3 meses.
Então assim que eu conseguir realizar essas movimentações, volto aqui e digo se deu tudo certo, ou se fracassei de maneira retumbante....Mas como me lembra o ditado popular, quem não arrisca, não petisca...E se cair, levanto, e começo tudo de novo.
E a minissérie "O Mecanismo"? Vocês já assistiram? A esquerdalha está desesperada com o retrato nu e cru dos fatos mostrados lá. Ri muito quando apareceu a personagem "Presidenta Janete Ruskov" se preparando para fazer o histórico discurso do vento...hahaha...A série mostra de maneira bem realista as primeiras fases da Lava Jato. Eu gostei bastante.
Mas brincadeiras à parte, mesmo com o povo brasileiro mais esclarecido tendo acordado nos últimos anos, mesmo com o impeachment e queda do partido mais corrupto da história, o Brasil ainda corre um enorme risco dessa mesma quadrilha voltar. E tudo pode começar com a canetada do STF essa semana. Então, em minha modesta opinião, a única alternativa que resta à parte da sociedade que não concorda com o que tem acontecido, é ir pra rua e pressionar.
Abraços
Após pensar muito, resolvi tomar uma decisão importante essa semana: vender 50% do que eu tenho alocado em ações, diminuindo assim minha exposição em renda variável a uns 20% da carteira, minha menor alocação histórica em muito tempo.
Não foi uma decisão fácil. Fiquei com aquela frase do Bastter martelando na minha cabeça até quando eu dormia: "Nunca gire patrimônio, nunca gire patrimônio, nunca gire patrimônio..."
Acontece que pintou uma oportunidade única de negócio com um imóvel e, como falei acima, potencial de lucro, sendo conservador, de 30%. E é um negócio rápido, para comprar nas próximas semanas e vender com lucro no máximo em 3 meses. Não posso dar mais detalhes, mas vamos torcer para que dê certo.
Pelas minhas contas, mesmo tendo que pagar imposto sobre ganhos de capital com ações a serem vendidas agora (imposto esse a ser declarado no IRPF de 2019) , eu pego ainda um ótimo lucro nessa transação. E de qualquer forma eu já sabia que PRECISO reduzir minha exposição em RV, visto que é ano de eleições, não vivemos em um país sério e esse Bull Market não será eterno.
Então, vou pular fora do barco da Bolsa com uma quantia considerável, botar meu lucro no bolso, pagar o imposto devido e reestruturar o perfil da minha carteira.
Voltando ao Bastter. Acho que não devemos seguir à risca tudo o que dizem os "gurus", sem antes entender a lógica da argumentação e ver se faz sentido para nosso caso. Fazendo as contas, me senti seguro que no meu caso específico vale à pena girar o patrimônio sim. Só não vai valer se a Bolsa der outra pernada boa para cima, tipo buscando os 100.000 ou 120.000 pontos. Neste caso, eu sairia perdendo, pois o custo de oportunidade teria sido muito alto.
Agora, algo que ficou martelando na minha cabeça também nas últimas semanas, foi a percepção de risco político aumentando nessa república de bananas. Então ficou também uma voz me lembrando a todo momento que, se o STF fizer besteira essa semana, dependendo do desenrolar dos fatos em Brasília, a situação política pode se degringolar de tal maneira que a Bolsa responda com uma boa queda nas próximas semanas.
Fluxo de dinheiro gringo já tem reduzido bastante na Bolsa brasileira, STF tendendo a rasgar a constituição para ajudar o "nove dedos" essa semana, retomada das investigações sobre Temer e sua turma (imprensa esquerdista já está fomentando o papo de impeachment desse FDP de novo, para tirar o foco do barbudo condenado). E lá fora ainda tem o Trump toda semana com uma novidade que pode impactar fluxo de entrada de investimento estrangeiro aqui também. Pra mim, dependendo da soma de fatores que possa acontecer ao mesmo tempo, se ocorrer a "tempestade perfeita" a Bolsa brasileira pode dar uma bela queda e comer todo o lucro de quem ganhou com a subida até os 85K que ocorreu nos últimos 3 meses.
Então assim que eu conseguir realizar essas movimentações, volto aqui e digo se deu tudo certo, ou se fracassei de maneira retumbante....Mas como me lembra o ditado popular, quem não arrisca, não petisca...E se cair, levanto, e começo tudo de novo.
E a minissérie "O Mecanismo"? Vocês já assistiram? A esquerdalha está desesperada com o retrato nu e cru dos fatos mostrados lá. Ri muito quando apareceu a personagem "Presidenta Janete Ruskov" se preparando para fazer o histórico discurso do vento...hahaha...A série mostra de maneira bem realista as primeiras fases da Lava Jato. Eu gostei bastante.
Mas brincadeiras à parte, mesmo com o povo brasileiro mais esclarecido tendo acordado nos últimos anos, mesmo com o impeachment e queda do partido mais corrupto da história, o Brasil ainda corre um enorme risco dessa mesma quadrilha voltar. E tudo pode começar com a canetada do STF essa semana. Então, em minha modesta opinião, a única alternativa que resta à parte da sociedade que não concorda com o que tem acontecido, é ir pra rua e pressionar.
Abraços
segunda-feira, 19 de março de 2018
Brasil: o inacreditável lugar onde você não pode tirar o SEU próprio dinheiro do banco
Salve confrades da Finansfera e visitantes do blog,
Infelizmente tive que dar uma sumida, pois realmente estou com muito pepino para resolver esse mês. Muita coisa no trabalho, o que por um lado é bom, pois mostra que tenho meu valor na empresa. Porém, meu grande problema, que está acabando com minha paciência e energia, tem sido com bancos e corretoras, o que será assunto desse post.
Vou contar a história de minha saga recente para realizar uma tarefa que deveria ser simples (pelo menos em um país sério): retirar meu dinheiro de um banco e de uma corretora, para enviar para uma outra corretora. Mas nesse país não é nada fácil você mover o seu próprio dinheiro.
Por uma questão de conveniência, a primeira corretora onde utilizei um Home Broker na vida foi a Bradesco Corretora. Isso há uns dez anos atrás. Na época eu tinha conta corrente no Bradesco, então o caminho natural era pedir acesso aomaldito serviço da referida instituição. E o grande erro foi ter seguido com essa corretora até esses dias.
Durante os últimos anos escutei vários amigos me falando para mudar de corretora. Até tentei inscrever uma conta na XP, mas deu um problema de cadastro e como tive dificuldade em achar uma boa alma na XP para me ajudar a resolver o problema de forma rápida, ao invés de ficar naqueles chats com atendente que não resolve nada, deixei a conta de lado.
E sinceramente, como nos últimos anos, quando voltei à Bolsa, passei a ser adepto do "Buy & Hold", não me preocupava tanto com as taxas. Até que recentemente comecei a perceber as campanhas de outras corretoras oferecendo taxa zero e um monte de outros benefícios.
Eis que, após pesquisar outras corretoras, consegui me inscrever com sucesso na RICO Corretora, que inclusive agora faz parte da XP. Site muito bem organizado (dá de goleada na pobre da Bradesco Corretora), com um portfólio de produtos bem bacana (inclusive com uma bela lista de fundos, várias opções de plataformas de análise gráfica, compra de tesouro direto, enfim tudo para incentivar que se mantenha a carteira completa lá).
Ah, esqueci de mencionar...o gatilho que me motivou a não deixar mais nem um "puto" na Bradesco foi a taxa de corretagem que paguei em uma transação, além da malandragem da instituição (Banco e corretora) para "sequestrar" o dinheiro dos clientes, como explicarei abaixo. Se contar a taxa de custódia bem alta que estava sendo debitada da conta corrente todo mês.
Como já falei aqui antes, tinha um lote de ações BBSE3, e finalmente resolvi me desfazer dele, com prejuízo (em função dos resultados decepcionantes do ano passado). Vendi o equivalente a R$20.000,00 e paguei incríveis R$60,00 entre taxas e emolumentos.
A partir daquele ponto eu falei CHEGA!! É inadmissível pagar o equivalente a uma boa refeição em uma maldita transação eletrônica. Fiz a inscrição na RICO a toque de caixa, e agora o que mais quero nessa vida é TIRAR TODO O MEU DINHEIRO DO BRADESCO.
Mas agora que começa a novela.
Tenho um valor bem alto em ações naquelamaldita corretora (valor que dá tranquilamente pra comprar um imóvel) e para transferir para a RICO tive que preencher um formulário declarando tudo o que tinha lá, para onde vou transferir, e ainda tive que reconhecer firma de assinatura no cartório.
Meu Deus, só nesse país você tem que provar que é você mesmo, no cartório, para poder transferir o SEU dinheiro do lugar A para o B. Para que serve senha, token e ocaralho a quatro então???
Agora preciso enviar esse bendito documento para a Bradesco Corretora. Original, via correio!! Tentei entrar em contato com o atendimento deles de duas maneiras:
1. Via chat: ao pedir o endereço para a atendente ela disse que não tinha autonomia para me passar essa informação e disse que eu deveria ligar na Corretora;
2. Ao ligar para amaldita corretora, toca aquele musiquinha desgraçada para te fazer esperar, com aquela mensagem padrão "aguarde, agora todos os nossos atendentes estão ocupados". Deixei vinte minutos no viva voz hoje aguardando...e NADA!!
Mas se vocês acham que minha novela esses dias foi só com a corretora, estão enganados....com muito custo, consegui resgatar um valor que eu tinha em aplicação com o BANCO BRADESCO. Eu havia ido à agência pedir o resgate do MEU DINHEIRO, e a gerente havia prometido cair na conta em 10 dias. Passaram-se 20 dias e NADA!!
Aí quando fui na agência de novo, ela pediu desculpas de uma forma bem esfarrapada e disse que tinha errado no preenchimento do formulário interno, e que então ela iria refazer e que eu teria que esperar outros 10 dias.
Mas dessa vez eu disse a ela que se esse dinheiro não estivesse em minha conta nas próximas horas, eu iria dali direto para a delegacia fazer um BO e depois falar com meu advogado (e era o que eu pretendia fazer mesmo).
No fim, ela pediu ajuda ao gerente geral da agência, que veio falar comigo de uma maneira mais educada, pedindo mil desculpas, que foi erro humano e blá, blá, blá...e curiosamente disse que seria possível disponibilizar o MEU dinheiro em até 48 horas.
Após mais uma vez ameaçar ir à polícia e depois à Justiça ele me prometeu que fariam de tudo para me entregar o dinheiro no dia seguinte, o que de fato acabou acontecendo.
Mas o final da novela ainda está por vir.
Agora estou com esse dinheiro (uma quantia bem alta) parada em conta corrente. Amanhã devo ir à agência, mandar transferir TUDO para a RICO.
Vocês acham que eles deixarão facilmente que eu transfira o MEU dinheiro para a MINHA nova corretora?
Deixem aí sua opinião e depois eu trago aqui o final da história.
A lição que fica para mim é a seguinte: as grandes instituições mais tradicionais são reflexo do nosso povo esperto, sempre pronto a levar vantagem. Malandramente se associam ao governo para que este crie regras e burocracia que garanta e existência desse sistema onde pagam-se taxas abusivas, nosso dinheiro é literalmente "sequestrado" e é feito tudo que for possível para evitar que as pessoas "saiam do sistema".
E o pobre povo brasileiro acha que isso é o normal. Gente, como estou cansado de conviver com esse sistema de parasitas que temos no Brasil!! Respeito à propriedade privada, isso é básico para qualquer civilização (no caso, respeito ao nosso dinheiro, que está em custódia em uma instituição). Será que isso tem chance de melhorar algum dia?
Conseguindo tirar esse dinheiro do BRADESCO, pretendo encerrar a conta na instituição. Inicialmente ficarei somente com uma no ITAÚ, que é onde recebo o salário. Aliás, esse é outro assunto que pretendo investigar e trazer aqui para discutirmos.
Uma empresa pode te obrigar a ter conta em determinado banco para que seja pago o salário? Por que não poderiam depositar em uma conta de sua escolha? (Uma NU-Conta ou Banco Inter, por exemplo).
Aguardemos cenas dos próximos capítulos...
Abraços
Infelizmente tive que dar uma sumida, pois realmente estou com muito pepino para resolver esse mês. Muita coisa no trabalho, o que por um lado é bom, pois mostra que tenho meu valor na empresa. Porém, meu grande problema, que está acabando com minha paciência e energia, tem sido com bancos e corretoras, o que será assunto desse post.
Vou contar a história de minha saga recente para realizar uma tarefa que deveria ser simples (pelo menos em um país sério): retirar meu dinheiro de um banco e de uma corretora, para enviar para uma outra corretora. Mas nesse país não é nada fácil você mover o seu próprio dinheiro.
Por uma questão de conveniência, a primeira corretora onde utilizei um Home Broker na vida foi a Bradesco Corretora. Isso há uns dez anos atrás. Na época eu tinha conta corrente no Bradesco, então o caminho natural era pedir acesso ao
Durante os últimos anos escutei vários amigos me falando para mudar de corretora. Até tentei inscrever uma conta na XP, mas deu um problema de cadastro e como tive dificuldade em achar uma boa alma na XP para me ajudar a resolver o problema de forma rápida, ao invés de ficar naqueles chats com atendente que não resolve nada, deixei a conta de lado.
E sinceramente, como nos últimos anos, quando voltei à Bolsa, passei a ser adepto do "Buy & Hold", não me preocupava tanto com as taxas. Até que recentemente comecei a perceber as campanhas de outras corretoras oferecendo taxa zero e um monte de outros benefícios.
Eis que, após pesquisar outras corretoras, consegui me inscrever com sucesso na RICO Corretora, que inclusive agora faz parte da XP. Site muito bem organizado (dá de goleada na pobre da Bradesco Corretora), com um portfólio de produtos bem bacana (inclusive com uma bela lista de fundos, várias opções de plataformas de análise gráfica, compra de tesouro direto, enfim tudo para incentivar que se mantenha a carteira completa lá).
Ah, esqueci de mencionar...o gatilho que me motivou a não deixar mais nem um "puto" na Bradesco foi a taxa de corretagem que paguei em uma transação, além da malandragem da instituição (Banco e corretora) para "sequestrar" o dinheiro dos clientes, como explicarei abaixo. Se contar a taxa de custódia bem alta que estava sendo debitada da conta corrente todo mês.
Como já falei aqui antes, tinha um lote de ações BBSE3, e finalmente resolvi me desfazer dele, com prejuízo (em função dos resultados decepcionantes do ano passado). Vendi o equivalente a R$20.000,00 e paguei incríveis R$60,00 entre taxas e emolumentos.
A partir daquele ponto eu falei CHEGA!! É inadmissível pagar o equivalente a uma boa refeição em uma maldita transação eletrônica. Fiz a inscrição na RICO a toque de caixa, e agora o que mais quero nessa vida é TIRAR TODO O MEU DINHEIRO DO BRADESCO.
Mas agora que começa a novela.
Tenho um valor bem alto em ações naquela
Meu Deus, só nesse país você tem que provar que é você mesmo, no cartório, para poder transferir o SEU dinheiro do lugar A para o B. Para que serve senha, token e o
Agora preciso enviar esse bendito documento para a Bradesco Corretora. Original, via correio!! Tentei entrar em contato com o atendimento deles de duas maneiras:
1. Via chat: ao pedir o endereço para a atendente ela disse que não tinha autonomia para me passar essa informação e disse que eu deveria ligar na Corretora;
2. Ao ligar para a
Mas se vocês acham que minha novela esses dias foi só com a corretora, estão enganados....com muito custo, consegui resgatar um valor que eu tinha em aplicação com o BANCO BRADESCO. Eu havia ido à agência pedir o resgate do MEU DINHEIRO, e a gerente havia prometido cair na conta em 10 dias. Passaram-se 20 dias e NADA!!
Aí quando fui na agência de novo, ela pediu desculpas de uma forma bem esfarrapada e disse que tinha errado no preenchimento do formulário interno, e que então ela iria refazer e que eu teria que esperar outros 10 dias.
Mas dessa vez eu disse a ela que se esse dinheiro não estivesse em minha conta nas próximas horas, eu iria dali direto para a delegacia fazer um BO e depois falar com meu advogado (e era o que eu pretendia fazer mesmo).
No fim, ela pediu ajuda ao gerente geral da agência, que veio falar comigo de uma maneira mais educada, pedindo mil desculpas, que foi erro humano e blá, blá, blá...e curiosamente disse que seria possível disponibilizar o MEU dinheiro em até 48 horas.
Após mais uma vez ameaçar ir à polícia e depois à Justiça ele me prometeu que fariam de tudo para me entregar o dinheiro no dia seguinte, o que de fato acabou acontecendo.
Mas o final da novela ainda está por vir.
Agora estou com esse dinheiro (uma quantia bem alta) parada em conta corrente. Amanhã devo ir à agência, mandar transferir TUDO para a RICO.
Vocês acham que eles deixarão facilmente que eu transfira o MEU dinheiro para a MINHA nova corretora?
Deixem aí sua opinião e depois eu trago aqui o final da história.
A lição que fica para mim é a seguinte: as grandes instituições mais tradicionais são reflexo do nosso povo esperto, sempre pronto a levar vantagem. Malandramente se associam ao governo para que este crie regras e burocracia que garanta e existência desse sistema onde pagam-se taxas abusivas, nosso dinheiro é literalmente "sequestrado" e é feito tudo que for possível para evitar que as pessoas "saiam do sistema".
E o pobre povo brasileiro acha que isso é o normal. Gente, como estou cansado de conviver com esse sistema de parasitas que temos no Brasil!! Respeito à propriedade privada, isso é básico para qualquer civilização (no caso, respeito ao nosso dinheiro, que está em custódia em uma instituição). Será que isso tem chance de melhorar algum dia?
Conseguindo tirar esse dinheiro do BRADESCO, pretendo encerrar a conta na instituição. Inicialmente ficarei somente com uma no ITAÚ, que é onde recebo o salário. Aliás, esse é outro assunto que pretendo investigar e trazer aqui para discutirmos.
Uma empresa pode te obrigar a ter conta em determinado banco para que seja pago o salário? Por que não poderiam depositar em uma conta de sua escolha? (Uma NU-Conta ou Banco Inter, por exemplo).
Aguardemos cenas dos próximos capítulos...
Abraços
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Possível entrada da AMAZON no mundo das cryptos!!! Novo rally chegando???
Fala galera,
Hoje resolvi dar uma passada rapidinha por aqui para comentar sobre algo que me chamou a atenção.
Eu recebo uma newsletter gringa, daquelas que os ditos analistas independentes tentam vender relatórios. Tipo uma Empiricus ou Suno da vida.
E o que me chamou a atenção hoje foi um texto onde o referido "analista" cita a provável entrada da Amazon no mundo das cryptos e como isso poderia alavancar as cotações a níveis nunca vistos antes.
Pois bem, resolvi pesquisar um pouco mais, e deparei com um texto bem interessante , no link abaixo:
https://www.zerohedge.com/news/2018-01-22/could-amazon-be-gearing-cryptocurrency-exchanges
Basicamente o autor lista os possíveis ganhos ou sinergias que a Amazon teria ao entrar no mundo das cryptos. E isso ocorreria de duas maneiras: (1) passando a aceitar cryptos como meio de pagamento e (2) criar a sua própria Exchange (ou comprar uma).
Segundo o autor, o que fez esse boato viralizar, entre outras coisas, foi o fato da Amazon ter registrado os seguintes domínios:
amazonethereum.com, amazoncryptocurrency.com, amazoncryptocurrencies.com.
Segundo um alto executivo da empresa, eles o fizeram simplesmente para evitar que alguém utilizasse o nome Amazon através desses domínios, mas vai saber quem está falando a verdade?
Ainda nesse texto, o autor faz uma "conta de padaria", assumindo que o valor de transações diárias de Bitcoin poderá chegar a US$ 1,75 trilhão no futuro. Então se a Amazon cobrasse custo de transação de 1,49% (base da Coinbase), poderia gerar, através de Exchange própria, US$262 milhões por dia em faturamento extra.
Isso sem contar outras cryptomoedas...
Bom, eu não sou "investidor" de cryptos, mas estou ensaiando entrar com pouco dinheiro para especular mesmo, visto o potencial multiplicador desse mercado que ninguém entende muito bem. Mas a lógíca é entrar com uma grana que, se perder, não vá me deixar realmente mais pobre. Algo fácil de recuperar.
Aos colegas que já tem cryptos em suas carteiras e conhecem melhor esse mercado, o que acham dessa notícia? Somente boato, ou realmente faria sentido para a Amazon?
Por hoje é só pessoal. Só quis compartilhar essa história e ver a opinião de vocês....
Abraços
Hoje resolvi dar uma passada rapidinha por aqui para comentar sobre algo que me chamou a atenção.
Eu recebo uma newsletter gringa, daquelas que os ditos analistas independentes tentam vender relatórios. Tipo uma Empiricus ou Suno da vida.
E o que me chamou a atenção hoje foi um texto onde o referido "analista" cita a provável entrada da Amazon no mundo das cryptos e como isso poderia alavancar as cotações a níveis nunca vistos antes.
Pois bem, resolvi pesquisar um pouco mais, e deparei com um texto bem interessante , no link abaixo:
https://www.zerohedge.com/news/2018-01-22/could-amazon-be-gearing-cryptocurrency-exchanges
Basicamente o autor lista os possíveis ganhos ou sinergias que a Amazon teria ao entrar no mundo das cryptos. E isso ocorreria de duas maneiras: (1) passando a aceitar cryptos como meio de pagamento e (2) criar a sua própria Exchange (ou comprar uma).
Segundo o autor, o que fez esse boato viralizar, entre outras coisas, foi o fato da Amazon ter registrado os seguintes domínios:
amazonethereum.com, amazoncryptocurrency.com, amazoncryptocurrencies.com.
Segundo um alto executivo da empresa, eles o fizeram simplesmente para evitar que alguém utilizasse o nome Amazon através desses domínios, mas vai saber quem está falando a verdade?
Ainda nesse texto, o autor faz uma "conta de padaria", assumindo que o valor de transações diárias de Bitcoin poderá chegar a US$ 1,75 trilhão no futuro. Então se a Amazon cobrasse custo de transação de 1,49% (base da Coinbase), poderia gerar, através de Exchange própria, US$262 milhões por dia em faturamento extra.
Isso sem contar outras cryptomoedas...
Bom, eu não sou "investidor" de cryptos, mas estou ensaiando entrar com pouco dinheiro para especular mesmo, visto o potencial multiplicador desse mercado que ninguém entende muito bem. Mas a lógíca é entrar com uma grana que, se perder, não vá me deixar realmente mais pobre. Algo fácil de recuperar.
Aos colegas que já tem cryptos em suas carteiras e conhecem melhor esse mercado, o que acham dessa notícia? Somente boato, ou realmente faria sentido para a Amazon?
Por hoje é só pessoal. Só quis compartilhar essa história e ver a opinião de vocês....
Abraços
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