Fala pessoal,
Como comentei em meu último post, pode ser que logo eu deixe meu emprego atual, que por sinal é na iniciativa privada.
Já falei anteriormente, que trabalhar na iniciativa privada pode te gerar um ganho muito bom, desde que você siga a carreira executiva, onde estão os melhores salários e a parte que realmente fará diferença em sua renda: os bônus ou participações sobre lucros que podem chegar a vários salários extra em um ano.
Se você seguir uma carreira técnica, ou de especialista, tem empresas que até possibilitam um ganho considerável no salário, mas dificilmente terá bônus similares aos de um executivo.
Porém, na vida executiva paga-se um preço muito caro em termos de qualidade de vida. O fato de ter que fazer gestão de pessoas, exige ter que resolver pepinos de toda a natureza na vida de seus funcionários, fora e dentro da empresa, tendo que lidar com todo o tipo de gente, desde pessoas normais e educadas, até pessoas de má índole e psicopatas.
Fora isso, você será responsável pelo resultado de todas as pessoas que estão abaixo de você, e se não atingir as metas não adianta culpar quem está embaixo, que fez corpo mole ou te deixou na mão. O teu superior vai te cobrar pelo resultado e ponto. Então o bom resultado vai depender de sua capacidade de extrair resultado das pessoas, seja por quais métodos for.
Não é fácil, mas com o tempo você eventualmente desenvolve habilidades de liderança e consegue tocar o barco.
Agora, comparando ao funcionalismo público, suspeito que as vantagens da iniciativa privada começam a se perder, considerando-se os altos salários de algumas carreiras, e especialmente o balanço entre horas trabalhadas e vida pessoal.
Essa semana, algo que me chamou a atenção, foi um editorial no jornal Estadão (de 31/8/18), onde fala-se do aumento que o Temer aceitou em conceder aos juízes ministros do STF, que ditam o teto de todo o funcionalismo público federal no Executivo.
Essa galera simplesmente passará a receber o teto de módicos R$39.293,32. O teto atual é de R$33.763,00. Claro que eles estão fazendo uma ceninha, falando que para isso ocorrer os juízes não poderão mais receber auxílio-moradia, e que ficariam meio no "zero-a-zero".
Mas o fato é que esse novo teto de salário vai aumentar o salário dos servidores do executivo no geral, em efeito cascata, muito acima de qualquer aumento ou reajuste recente na iniciativa privada.
Lembrando que hoje no Brasil temos 27,6 milhões de pessoas desocupadas, segundo a pesquisa PNAD, do IBGE. Mas, mesmo assim, o governo sempre joga para o lado do funcionalismo público, concedendo generosos aumentos que impactarão investimentos em serviços que beneficiariam justamente a maioria da população que não tem emprego. Mesmo que isso custe prejudicar ainda mais a retomada da economia.
Então, galera, acho que não preciso me estender mais sobre onde queria chegar.
Se deixarmos a ética e a moral de lado, e olharmos friamente para os números, ter uma carreira bem paga no funcionalismo publico é, sem dúvida, muito melhor do que a iniciativa privada no Brasil.
Com o gordo salário, e outros penduricalhos que sabemos que existem (gratificações, auxílios, etc.), o montante total normalmente será superior ao de um gerente na iniciativa privada por exemplo. Para os que ganham mais próximos do teto, será maior até que os ganhos de um diretor de muita empresa grande.
Não vou aqui discutir se é certo ou errado, nem vou entrar em discussão política nesse post. Mas minha conclusão é que nada se compara ao custo-benefício de se fazer parte da elite do funcionalismo público no Brasil. Talvez o único contra seja o custo de oportunidade, de ter que ficar anos estudando em um concurso concorridíssimo. Mas no longo prazo acho que se recupera o dinheiro que se deixou de ganhar no período de estudos.
E vocês, o que acham?
P.S. em outro posto, pretendo abordar outra opção: o empreendedorismo.
Abraços
sábado, 1 de setembro de 2018
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
Medo de perder o emprego: quando as pessoas vendem a alma para o diabo
Fala pessoal, tudo bem?
Ultimamente tenho passado por algumas situações no trabalho, onde tenho tido a oportunidade de observar como muitas pessoas agem, de forma não muito ética, em situações extremas.
O fato é que onde trabalho hoje, assim como em muitas outras empresas no Brasil, as perspectivas de futuro são bem ruins agora. E vem se deteriorando de forma muito rápida nos últimos meses.
Como o país está nessa eterna indecisão, esperando as eleições com alguma esperança da economia melhorar um pouco, os empresários não investem na economia. Consequentemente, não são gerados empregos, a renda média da população não aumenta, e tudo fica na mesma. Então, no caso de empresas que estão fechando no vermelho há muito tempo, a chance de quebrar é muito grande, caso não haja uma redução drástica de custos.
Isso é o que acontece hoje onde trabalho, e em muitas outras empresas de meu setor.
Mas o que quero falar hoje não é sobre economia, e sim sobre o comportamento das pessoas. Especialmente sobre como as pessoas, quando deparam-se contra uma situação de emprego ameaçado, fazem de tudo para manter sua vaga, pelo menos o maior tempo possível. E fazem tudo o que for preciso (tudo mesmo, talvez até matar) para garantir sua fonte de renda por mais tempo.
Onde trabalho hoje, todos sabem que haverá em breve uma onda de demissões. Só a diretoria finge que ninguém sabe (mas era para ser sigilo absoluto). Vocês sabem, melhor que eu, que brasileiro é um bicho fofoqueiro, então mesmo aqueles com cargos mais altos não conseguem manter sigilo quando lhes é pedido. E algumas pessoas vazam esse tipo de informação para as pessoas "certas", que irão se encarregar de espalhar em todos os corredores e máquinas de café.
Então, o que tem acontecido é que já se sabe que uma série de pessoas será mandada embora, só não se sabe exatamente quando.
No meu caso, tudo indica que serei uma delas. Desde que a informação vazou, meu chefe começou a agir de maneira bem estranha, começou a se envolver em todos os meus assuntos no nível de detalhes. E começou a pedir informações direto a meus subordinados. E isso tem acontecido com alguns pares meus também.
Mas, depois de passar por algumas semanas terríveis, em termos de preocupação, daquele medo cego de não saber o que fazer depois, agora não estou achando ruim sair da empresa. Pois já estou de saco cheio de um ambiente podre, que se deteriorou demais, então prefiro sair agora do que ficar na leva dos que fecharão a empresa e apagarão a luz.
Mas o que eu queria compartilhar são alguns exemplos do ponto que seres humanos chegam a se tratar no trabalho, para manter seus empregos.
É impressionante. É gente entrando e saindo de sala de reunião o tempo todo para fazer fofoca, gente falando baixinho, murmurando nos corredores. Gente inventando mentira o tempo todo. É puxa-saco chorando porque o antigo chefe foi embora, e não tem mais a quem recorrer. Eu nunca tive a oportunidade antes, de testemunhar um experimento social dessa magnitude. Um grupo grande de pessoas reagindo ao caos. Parece aquelas experiências com ratos, onde você os submete a todos os tipos de estresse para medir as reações.
E um dos tipos de gente mais deploráveis que tenho visto em todo esse processo, é gente que se alimenta da desgraça dos outros. É sadismo puro, um lance meio de psicopata mesmo. São alguns que estão em cargos mais altos, que participam do processo decisório, e até definem os nomes a serem desligados. E ficam fazendo terrorismo com que está abaixo. Tipo "jogando alguns verdes" sobre a situação, sem falar abertamente o que vai acontecer.
Se eu ficar listando os absurdos que tenho visto nas últimas semanas, daria para escrever um livro de psicologia. Nunca imaginei que veria tanto desespero e todo tipo de comportamento ruim em um curto período de tempo.
No final, acho que é aquele lado do cérebro mais "animal" sendo acionado. A parte do instinto de sobrevivência mesmo.
Se eu ficar listando os absurdos que tenho visto nas últimas semanas, daria para escrever um livro de psicologia. Nunca imaginei que veria tanto desespero e todo tipo de comportamento ruim em um curto período de tempo.
No final, acho que é aquele lado do cérebro mais "animal" sendo acionado. A parte do instinto de sobrevivência mesmo.
Mas no meu caso, o lado bom é que posso ficar muito mais tranquilo que a maioria devido ao patrimônio que acumulei nos últimos anos. Daria para viver uma semi-independência financeira por alguns anos. Ou seja, a renda passiva pagaria parte das minhas contas, e eu precisaria completar com só mais um pouco, que é bem menos do que meu salário atual.
O problema é que ser humano teima em não ser racional. Tem todo aquele lado da autoestima, da sensação de estar sendo enganado, ou usado, pelos superiores. Sensação de que eles estão ganhando tempo, tentando esconder a situação, antes que todos pulem fora do barco de uma vez só, e não sobre ninguém para executar, só para comandar.
Então hoje estou em um dilema. Chutar o balde e sair por cima, ou esperar um pacote de demissão que pode rolar (já rolou em uma onda de demissão anterior). Nesse caso, além do FGTS e 40%, eles dariam alguns salários a mais e a extensão de alguns benefícios por mais alguns meses, como o plano de saúde. Mas não é certeza que haverá esse pacote.
Então, meus amigos, quanto vale o preço de sua sanidade mental, de sua saúde física e de deixar um ambiente tóxico logo? Será que eu espero o provável pacote? Ou pulo fora logo?
Por enquanto estou ficando para pegar esse bônus extra. Mas não sei até quando vou aguentar, antes de "meter o pé".
E vocês, o que fariam nessa situação?
Abraços
terça-feira, 21 de agosto de 2018
Meus últimos trades com ações e opções: ótimos resultados e método simples
Fala pessoal, espero que todos estejam bem.
Post rápido hoje, para compartilhar os ótimos resultados que venho tendo desde que resolvi voltar a fazer trades com mais frequência.
Resolvi fazer isso, pois vejo uma grande oportunidade de ganhar dinheiro com a alta volatilidade decorrente das eleições. Principalmente com opções e algumas ações que respondem mais fortemente à:
1. Notícias positivas / negativas no campo político;
2. Variações da cotação do dólar.
Então venho novamente bater na tecla de que, sim, se você tiver uma boa leitura dos diferentes cenários possíveis, decorrentes no nosso jogo político, juntamente com algum conhecimento de como anda a economia no Brasil e no mundo, é possível ter uma rentabilidade bem interessante.
Resumidamente, em Agosto, consegui tirar até agora aproximadamente R$2000,00 de lucro sobre aproximadamente R$22.000 investidos nos trades, e vou dar alguns exemplos abaixo.
Antes de prosseguir, gostaria de lembrar que trades com opções são de altíssimo risco, onde você pode perder 100% do capital investido. Por isso que coloco pouco dinheiro nesse tipo de operação. E estou tentando fazer trades curtos, com um lucrinho de dois dígitos, que para opções é bem comum, para realizar e sair fora logo.
Quanto ao método, estou testando um híbrido entre analisar o que pode acontecer no mercado no curto prazo, em função do cenário político-econômico, aliado a um pouco de análise técnica.
Hoje chequei o resultado acumulado dos trades que eu abri desde o dia 3/8. Fechei dois no dia 17/8, que eram com opções sobre ações de PETR4 e VALE3. Isso foi na última Sexta, e como era o penúltimo dia antes do exercício de opções, era o último dia para vender as opções compradas e me desfazer das posições. Eu tinha um lote de puts PETRT69 e o outro lote de calls VALEH517.
Esse foi o único trade mais arriscado, onde eu já estava prestes a perder todo o capital investido nessas opções. Mas como comprei opções tipo OTM (out of the money), paguei muito barato. No lote de 1000 PETRT69, paguei 0,15 a opção. Ou seja, investi R$150,00. Na VALEH517, paguei R$0,32.
O racional desse trade para VALE foi baseado em análise técnica, e para a PETRO foi na análise do cenário macro mesmo, nem me preocupei com análise técnica. Comprei esse último lote assim que saíram notícias de que o PT começou a se movimentar fortemente junto ao TSE, STJ e até ao STF (ministro Fachin) para tentar soltar o barbudo novamente. Confesso que achei que o desgraçado seria solto. Então a chance dos fatos puxarem a cotação de PETR4 para baixo era muito alta e iminente, por ser uma estatal altamente sensível ao noticiário político.
Somando-se a isso, começaram a aparecer as primeiras pesquisas mostrando o quanto se espera de transferência de votos do ex-presidente presidiário para seu novo poste, o Haddad. Como PETR4, o ativo subjacente, estava se segurando na casa dos R$20,00, mesmo com todo o noticiário negativo, resolvi comprar PUTS, ou seja, apostar na queda. E o movimento mais brusco de queda veio logo na Sexta, dois dias antes do vencimento.
Resultado: fechei posição em ambas as séries de opções com lucro total de aproximadamente R$600,00, para um investimento inicial de pouco menos de R$500,00. Lucro acima de 100%.
Essa semana, comecei a analisar as séries de opções com vencimento em Setembro, e mais uma vez resolvi apostar contra PETR4. Olhei o preço da ação na semana versus o noticiário político. E novamente para mim estava na cara que havia mais chance de cair do que de subir. Ou que, pelo menos, eu poderia tirar um troco com a volatilidade.
E não deu outra. Ontem comprei 2000 opções da série PETRU37, uma put (opção de venda), a R$0,50. Ou seja, investi R$1000,00. Dessa vez não comprei tão "out of the Money", ou seja, comprei não tão longe da cotação da ação no momento. Por isso o trade andou mais rápido. A opção fechou o pregão hoje a R$0,59, ou seja, se eu vender nesse preço amanhã minha rentabilidade será de 0,59/0,50 = 18%. Já estou lucrando R$180,00. Em um dia.
A partir daqui tenho dois caminhos: vender amanhã, se a cotação ainda estiver favorável, e realizar esse lucro, OU, apostar em uma queda maior de PETR4 dentro do período até o vencimento dessa série de opções. Então preciso dar uma olhada no gráfico e indicadores de PETR4 ainda hoje para ter uma idéia do que fazer.
Ontem também comprei um lote de 400 ações de SUZB3, e consegui pegar um movimento muito forte de subida. Ao final do dia de hoje, minha rentabilidade com esse trade era de aproximadamente 6% e quase R$1000,00 de lucro em um dia.
O racional de ter comprado SUZB3 (Suzano Papel e Celulose) é por ser uma forte exportadora, com receitas altamente correlacionadas ao dólar. Das ações desse tipo que já tive até hoje, a Suzano é a que mais responde à variações da cotação do dólar. E analisando o cenário macro, eu esperava uma subida do dólar, o que ocorreu. Passou dos R$4,00 hoje.
Amigos, não sou nem pretendo ser nenhum gênio das finanças, longe disso. Só sou alguém que estuda bastante e testa alguns métodos baseados em premissas bem simples, como as regrinhas abaixo:
1. Fatos políticos favoráveis à candidatos de esquerda: Bolsa cai e dólar sobe (e estatais tendem a sofrer mais);
2. Fatos políticos favoráveis à candidatos com viés mais reformista, pró-mercado: Bolsa sobe e dólar cai.
Somando-se a essas regras, vale à pena acompanhar também o cenário externo, o que faço através do site da Bloomberg principalmente. Se existe expectativa de subida de juros nos EUA, dinheiro estrangeiro sai da Bolsa brasileira e volta para lá, fazendo Bovespa cair, e vice-versa.
Lógico que a análise não é tão simplista assim. Mas isso é o básico para entender como o mercado reage ao noticiário político-econômico.
Fora isso, estou aprendendo mais análise técnica, para tornar minhas teses mais robusta. Eu mesmo, com todos esses resultados positivos, ainda tenho medo de perder com opções. Por isso que o capital empregado é sempre pequeno, pelo menos em relação a meu patrimônio.
Lembro também que meu foco principal não é trade. Grande parte do meu patrimônio está investido de forma tradicional: em renda fixa, ações em Buy&Hold, e imóveis. Separei pouco mais de R$20.000,00 para ficar fazendo trades, para testar os métodos e aprender com o processo.
No final vou ver se tudo isso valeu à pena ou se era melhor ter deixado tudo em Buy&Hold, ficar aportando e esperando o efeito dos juros compostos.
Assim que for ganhando, ou perdendo, e avançando nos trades, vou trazendo as novidades aqui.
Abraços
Post rápido hoje, para compartilhar os ótimos resultados que venho tendo desde que resolvi voltar a fazer trades com mais frequência.
Resolvi fazer isso, pois vejo uma grande oportunidade de ganhar dinheiro com a alta volatilidade decorrente das eleições. Principalmente com opções e algumas ações que respondem mais fortemente à:
1. Notícias positivas / negativas no campo político;
2. Variações da cotação do dólar.
Então venho novamente bater na tecla de que, sim, se você tiver uma boa leitura dos diferentes cenários possíveis, decorrentes no nosso jogo político, juntamente com algum conhecimento de como anda a economia no Brasil e no mundo, é possível ter uma rentabilidade bem interessante.
Resumidamente, em Agosto, consegui tirar até agora aproximadamente R$2000,00 de lucro sobre aproximadamente R$22.000 investidos nos trades, e vou dar alguns exemplos abaixo.
Antes de prosseguir, gostaria de lembrar que trades com opções são de altíssimo risco, onde você pode perder 100% do capital investido. Por isso que coloco pouco dinheiro nesse tipo de operação. E estou tentando fazer trades curtos, com um lucrinho de dois dígitos, que para opções é bem comum, para realizar e sair fora logo.
Quanto ao método, estou testando um híbrido entre analisar o que pode acontecer no mercado no curto prazo, em função do cenário político-econômico, aliado a um pouco de análise técnica.
Hoje chequei o resultado acumulado dos trades que eu abri desde o dia 3/8. Fechei dois no dia 17/8, que eram com opções sobre ações de PETR4 e VALE3. Isso foi na última Sexta, e como era o penúltimo dia antes do exercício de opções, era o último dia para vender as opções compradas e me desfazer das posições. Eu tinha um lote de puts PETRT69 e o outro lote de calls VALEH517.
Esse foi o único trade mais arriscado, onde eu já estava prestes a perder todo o capital investido nessas opções. Mas como comprei opções tipo OTM (out of the money), paguei muito barato. No lote de 1000 PETRT69, paguei 0,15 a opção. Ou seja, investi R$150,00. Na VALEH517, paguei R$0,32.
O racional desse trade para VALE foi baseado em análise técnica, e para a PETRO foi na análise do cenário macro mesmo, nem me preocupei com análise técnica. Comprei esse último lote assim que saíram notícias de que o PT começou a se movimentar fortemente junto ao TSE, STJ e até ao STF (ministro Fachin) para tentar soltar o barbudo novamente. Confesso que achei que o desgraçado seria solto. Então a chance dos fatos puxarem a cotação de PETR4 para baixo era muito alta e iminente, por ser uma estatal altamente sensível ao noticiário político.
Somando-se a isso, começaram a aparecer as primeiras pesquisas mostrando o quanto se espera de transferência de votos do ex-presidente presidiário para seu novo poste, o Haddad. Como PETR4, o ativo subjacente, estava se segurando na casa dos R$20,00, mesmo com todo o noticiário negativo, resolvi comprar PUTS, ou seja, apostar na queda. E o movimento mais brusco de queda veio logo na Sexta, dois dias antes do vencimento.
Resultado: fechei posição em ambas as séries de opções com lucro total de aproximadamente R$600,00, para um investimento inicial de pouco menos de R$500,00. Lucro acima de 100%.
Essa semana, comecei a analisar as séries de opções com vencimento em Setembro, e mais uma vez resolvi apostar contra PETR4. Olhei o preço da ação na semana versus o noticiário político. E novamente para mim estava na cara que havia mais chance de cair do que de subir. Ou que, pelo menos, eu poderia tirar um troco com a volatilidade.
E não deu outra. Ontem comprei 2000 opções da série PETRU37, uma put (opção de venda), a R$0,50. Ou seja, investi R$1000,00. Dessa vez não comprei tão "out of the Money", ou seja, comprei não tão longe da cotação da ação no momento. Por isso o trade andou mais rápido. A opção fechou o pregão hoje a R$0,59, ou seja, se eu vender nesse preço amanhã minha rentabilidade será de 0,59/0,50 = 18%. Já estou lucrando R$180,00. Em um dia.
A partir daqui tenho dois caminhos: vender amanhã, se a cotação ainda estiver favorável, e realizar esse lucro, OU, apostar em uma queda maior de PETR4 dentro do período até o vencimento dessa série de opções. Então preciso dar uma olhada no gráfico e indicadores de PETR4 ainda hoje para ter uma idéia do que fazer.
Ontem também comprei um lote de 400 ações de SUZB3, e consegui pegar um movimento muito forte de subida. Ao final do dia de hoje, minha rentabilidade com esse trade era de aproximadamente 6% e quase R$1000,00 de lucro em um dia.
O racional de ter comprado SUZB3 (Suzano Papel e Celulose) é por ser uma forte exportadora, com receitas altamente correlacionadas ao dólar. Das ações desse tipo que já tive até hoje, a Suzano é a que mais responde à variações da cotação do dólar. E analisando o cenário macro, eu esperava uma subida do dólar, o que ocorreu. Passou dos R$4,00 hoje.
Amigos, não sou nem pretendo ser nenhum gênio das finanças, longe disso. Só sou alguém que estuda bastante e testa alguns métodos baseados em premissas bem simples, como as regrinhas abaixo:
1. Fatos políticos favoráveis à candidatos de esquerda: Bolsa cai e dólar sobe (e estatais tendem a sofrer mais);
2. Fatos políticos favoráveis à candidatos com viés mais reformista, pró-mercado: Bolsa sobe e dólar cai.
Somando-se a essas regras, vale à pena acompanhar também o cenário externo, o que faço através do site da Bloomberg principalmente. Se existe expectativa de subida de juros nos EUA, dinheiro estrangeiro sai da Bolsa brasileira e volta para lá, fazendo Bovespa cair, e vice-versa.
Lógico que a análise não é tão simplista assim. Mas isso é o básico para entender como o mercado reage ao noticiário político-econômico.
Fora isso, estou aprendendo mais análise técnica, para tornar minhas teses mais robusta. Eu mesmo, com todos esses resultados positivos, ainda tenho medo de perder com opções. Por isso que o capital empregado é sempre pequeno, pelo menos em relação a meu patrimônio.
Lembro também que meu foco principal não é trade. Grande parte do meu patrimônio está investido de forma tradicional: em renda fixa, ações em Buy&Hold, e imóveis. Separei pouco mais de R$20.000,00 para ficar fazendo trades, para testar os métodos e aprender com o processo.
No final vou ver se tudo isso valeu à pena ou se era melhor ter deixado tudo em Buy&Hold, ficar aportando e esperando o efeito dos juros compostos.
Assim que for ganhando, ou perdendo, e avançando nos trades, vou trazendo as novidades aqui.
Abraços
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
Por que todo mundo quer sair do Brasil? Não dá para ficar e ajudar a melhorar?
Caros confrades e visitantes,
Tenho notado a quantidade absurda de pessoas que buscam hoje uma maneira de sair do Brasil, para tentar uma vida melhor em outro país.
Por razões óbvias, Portugal parece ser o destino mais procurado. Mas, de forma geral, Europa e Estados Unidos são os destinos preferidos de quem quer deixar o eterno "país do futuro" para trás.
Não gosto muito do Datafolha, por sempre tentarem influenciar o processo eleitoral, mas parece que eles até tem alguma serventia para pesquisas mais simples. E, segundo matéria de Junho/18, no link abaixo, 56% dos adultos com nível superior deixariam o Brasil de pudessem.
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/06/se-pudessem-62-dos-jovens-brasileiros-iriam-embora-do-pais.shtml
Isto é alarmante, pois, em um país onde as coisas já vão de mal a pior, como seria com a massa mais preparada intelectualmente "abandonando o barco"? Será que rapidamente nos tornaríamos uma Venezuela?
Mas será que realmente é tão bom assim deixar tudo para trás e tentar uma vida fora?
Acho que vai depender muito da situação de cada um. Conheço muita gente com curso superior que foi para países como a Inglaterra e está "camelando" no que seriam sub-empregos para quem estudou a vida inteira. Trabalham no que aparecer, desde faxina, construção até atendente em pubs.
Já comentei em post passado a experiência que tive vivendo fora do país, e os obstáculos que poucos falam.
https://www.blogger.com/blogger.g?rinli=1&pli=1&blogID=1725772646340235462#editor/target=post;postID=7097225884475166164;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=3;src=postname
Porém, a grande questão que eu queria trazer aqui hoje está relacionada a uma certa miopia, ou talvez comodismo do brasileiro. Ou não enxergamos a situação como ela é, ou não queremos enxergar para não ter que enfrentá-la.
Por que somos tão passivos a ponto de desistir do país ao invés de lutar para melhorar as coisas?
A coisa mais fácil de achar no YouTube são vídeos de brasileiros no exterior, que já imigraram, a maioria reclamando de alguma coisa. Mesmo quando assisto a vídeos de pessoas que falam bem dos países onde vivem, não sinto aquela felicidade verdadeira, parece um lance meio forçado, de orgulho mesmo, de não querer admitir que não é tão bom quanto se imaginava.
Não quero afirmar que imigrar é ruim, nem defender o Brasil com unhas e dentes. Afinal de contas, se considerarmos a quantidade e a gravidade dos problemas que temos aqui (homicídios, desemprego, corrupção, mentalidade marxista esquerdopata nas instituições de ensino, etc.), ninguém deveria pensar duas vezes antes de "picar a mula".
Mas por que pouquíssimas pessoas fazem algo para mudar o país para melhor?
De forma geral, acho que podemos dividir as pessoas no Brasil entre três grupos: a maioria que não quer se envolver, assiste a tudo passivamente, e acha que alguma solução vai cair do céu, uma outra parte bem grande de gente que só reclama e, por último, um pequeno grupo que pode influenciar as coisas.
E esse último grupo é formado por aqueles que, direta ou indiretamente, se envolvem com a Política. Inclui-se aqui, também, todos aqueles que se beneficiam da situação exercendo pressão política em benefício próprio (ex: funcionários públicos, sindicatos, etc.). Então, dependendo do seu posicionamento, podem influenciar de forma positiva ou negativa. Podem melhorar ou piorar.
Acontece que, se você pertence ao primeiro ou segundo grupo, não adianta reclamar depois. Se você é daquele que acha que o problema "é dos políticos", daquele que vota nulo ou em branco, que acha que brasileiro não tem jeito, então resta aguentar o que vier depois.
Como já dizia Platão:
Esses dias fiquei sabendo que um rapaz bem novo, que ficou em minha empresa por poucos anos, está se candidatando a deputado federal. Currículo de primeira, estudou em faculdade de primeira linha e está entrando na política porque quer mudar as coisas.
Pode ser engolido pelo sistema e virar mais um na lama política? Com certeza.
Mas é mais um que está tentando. Assim como muitos outros jovens que vejo entrando na política através de partidos menores, gente como a gente, ao contrário "políticos profissionais".
Parece haver uma certa resistência aparecendo, um interesse renovado de alguns em participar e influenciar o processo político.
Mas, em minha opinião, enquanto todos nós não passarmos a participar de alguma forma mais ativa, pelo menos cobrando, fiscalizando, fazendo pressão, ou até mesmo filiando-se e candidatando-se, os maus vencerão.
Não adianta espernear nas redes sociais, bater panela ou ir em passeatas de Domingo quando a coisa vai mal.
Se você acredita que alguém te representa, tem um programa que atenda seus interesses, e quer fazer o bem, apoie-o. Mas cobre também. Dia após dia.
Então, se você optou por ficar no Brasil, ao invés de abandonar o barco, participe de discussões, entenda as idéias propostas, escolha bem seus representantes, e fiscalize, sem dó.
Não vejo outro jeito de tentar melhorar o país. Mas ainda não desisti do Brasil.
Abraços
Tenho notado a quantidade absurda de pessoas que buscam hoje uma maneira de sair do Brasil, para tentar uma vida melhor em outro país.
Por razões óbvias, Portugal parece ser o destino mais procurado. Mas, de forma geral, Europa e Estados Unidos são os destinos preferidos de quem quer deixar o eterno "país do futuro" para trás.
Não gosto muito do Datafolha, por sempre tentarem influenciar o processo eleitoral, mas parece que eles até tem alguma serventia para pesquisas mais simples. E, segundo matéria de Junho/18, no link abaixo, 56% dos adultos com nível superior deixariam o Brasil de pudessem.
https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/06/se-pudessem-62-dos-jovens-brasileiros-iriam-embora-do-pais.shtml
Isto é alarmante, pois, em um país onde as coisas já vão de mal a pior, como seria com a massa mais preparada intelectualmente "abandonando o barco"? Será que rapidamente nos tornaríamos uma Venezuela?
Mas será que realmente é tão bom assim deixar tudo para trás e tentar uma vida fora?
Acho que vai depender muito da situação de cada um. Conheço muita gente com curso superior que foi para países como a Inglaterra e está "camelando" no que seriam sub-empregos para quem estudou a vida inteira. Trabalham no que aparecer, desde faxina, construção até atendente em pubs.
Já comentei em post passado a experiência que tive vivendo fora do país, e os obstáculos que poucos falam.
https://www.blogger.com/blogger.g?rinli=1&pli=1&blogID=1725772646340235462#editor/target=post;postID=7097225884475166164;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=3;src=postname
Porém, a grande questão que eu queria trazer aqui hoje está relacionada a uma certa miopia, ou talvez comodismo do brasileiro. Ou não enxergamos a situação como ela é, ou não queremos enxergar para não ter que enfrentá-la.
Por que somos tão passivos a ponto de desistir do país ao invés de lutar para melhorar as coisas?
A coisa mais fácil de achar no YouTube são vídeos de brasileiros no exterior, que já imigraram, a maioria reclamando de alguma coisa. Mesmo quando assisto a vídeos de pessoas que falam bem dos países onde vivem, não sinto aquela felicidade verdadeira, parece um lance meio forçado, de orgulho mesmo, de não querer admitir que não é tão bom quanto se imaginava.
Não quero afirmar que imigrar é ruim, nem defender o Brasil com unhas e dentes. Afinal de contas, se considerarmos a quantidade e a gravidade dos problemas que temos aqui (homicídios, desemprego, corrupção, mentalidade marxista esquerdopata nas instituições de ensino, etc.), ninguém deveria pensar duas vezes antes de "picar a mula".
Mas por que pouquíssimas pessoas fazem algo para mudar o país para melhor?
De forma geral, acho que podemos dividir as pessoas no Brasil entre três grupos: a maioria que não quer se envolver, assiste a tudo passivamente, e acha que alguma solução vai cair do céu, uma outra parte bem grande de gente que só reclama e, por último, um pequeno grupo que pode influenciar as coisas.
E esse último grupo é formado por aqueles que, direta ou indiretamente, se envolvem com a Política. Inclui-se aqui, também, todos aqueles que se beneficiam da situação exercendo pressão política em benefício próprio (ex: funcionários públicos, sindicatos, etc.). Então, dependendo do seu posicionamento, podem influenciar de forma positiva ou negativa. Podem melhorar ou piorar.
Acontece que, se você pertence ao primeiro ou segundo grupo, não adianta reclamar depois. Se você é daquele que acha que o problema "é dos políticos", daquele que vota nulo ou em branco, que acha que brasileiro não tem jeito, então resta aguentar o que vier depois.
Como já dizia Platão:
Esses dias fiquei sabendo que um rapaz bem novo, que ficou em minha empresa por poucos anos, está se candidatando a deputado federal. Currículo de primeira, estudou em faculdade de primeira linha e está entrando na política porque quer mudar as coisas.
Pode ser engolido pelo sistema e virar mais um na lama política? Com certeza.
Mas é mais um que está tentando. Assim como muitos outros jovens que vejo entrando na política através de partidos menores, gente como a gente, ao contrário "políticos profissionais".
Parece haver uma certa resistência aparecendo, um interesse renovado de alguns em participar e influenciar o processo político.
Mas, em minha opinião, enquanto todos nós não passarmos a participar de alguma forma mais ativa, pelo menos cobrando, fiscalizando, fazendo pressão, ou até mesmo filiando-se e candidatando-se, os maus vencerão.
Não adianta espernear nas redes sociais, bater panela ou ir em passeatas de Domingo quando a coisa vai mal.
Se você acredita que alguém te representa, tem um programa que atenda seus interesses, e quer fazer o bem, apoie-o. Mas cobre também. Dia após dia.
Então, se você optou por ficar no Brasil, ao invés de abandonar o barco, participe de discussões, entenda as idéias propostas, escolha bem seus representantes, e fiscalize, sem dó.
Não vejo outro jeito de tentar melhorar o país. Mas ainda não desisti do Brasil.
Abraços
sábado, 4 de agosto de 2018
Desenvolvimento pessoal e seu impacto sobre o patrimônio
Caros confrades da Finansfera e visitantes do blog,
Até uns sete ou oito anos atrás eu tinha uma vida financeira de brasileiro padrão de classe média. Ou seja, estava preocupado em ter um bom emprego, que me trouxesse um certo conforto. E apesar de já ter tido bastante experiência em Bolsa e outros investimentos no passado, estava muito indisciplinado para poupar. Juntava pouco, ou quase nada.
Na época eu tinha acabado de conseguir um emprego muito bom, e ao mesmo tempo estava engatando um novo relacionamento também, então estava com um mindset muito mais de curtir a vida do que poupar. Além disso, esse emprego veio logo após de alguns meses desempregado, tendo feito somente alguns trabalhinhos esporádicos como PJ.
Acontece que após alguns anos veio a crise de 2015, e o apocalipse chegou à empresa, gerando reduções de pedidos, demissões e até redução de jornada de trabalho com redução de salário.
A partir daí, as contas começaram a apertar, e caí na real novamente. Começei, então, a planilhar meus gastos, cortar supérfluos e voltar a poupar novamente. O básico, que nunca deveria ter deixado de fazer.
Porém, algo que nunca cortei foram gastos com educação e qualificação profissional. Nunca tirei da minha cabeça que, independentemente de crise, eu teria que estar sempre me qualificando para diferenciar-me da massa. Além disso, dediquei esses últimos sete anos a qualificar-me de tal maneira a ser visto como referência em minha área, e até em minha região.
Fiz isso me conectando aos melhores profissionais da especialidade que domino, buscando mais conhecimento em treinamentos, e tentando participar de encontros e seminários sobre o tema, como palestrante. Na verdade, isso também foi uma forma que encontrei de melhorar um de meus maiores gaps, que era o medo, ou falta de confiança em falar em público.
Confesso que no começo foi bem difícil. Me lembro bem de um seminário, que enchi o saco da organizadora (que eu conhecia) para que deixasse eu palestrar. Era um daqueles eventos de dois dias, onde as pessoas pagavam em torno de 600 a 700 reais para ouvir pessoas como eu, teoricamente "experts" em suas áreas, em um determinado tema comum a todos.
Foi simplesmente um fracasso retumbante. Foi horrível. Não me preparei bem, me perdi no tempo. Quando acabou o tempo, faltavam ainda uns 15 slides e "larguei o pau" na apresentação, fiquei nervoso, e a pessoa com a plaquinha de tempo mandando eu terminar. Nunca mais me chamaram para esse evento.
Mas temos que aprender com as experiências e melhorar. Levantei a cabeça e não desisti.
Procurei insistir em eventos menores, fui melhorando gradualmente. Os elogios passaram a aparecer ao final das apresentações, e fui ganhando confiança.
Hoje, após muitos anos tentando e melhorando, já cheguei a fazer uma apresentação em um evento muito maior, inclusive com convidados internacionais. Não vou dizer que sou o papa das palestas agora. Mas meu nível melhorou até o ponto que me permite participar de eventos junto a diretores de empresa, por exemplo. E me conectar com essas pessoas.
Tudo isso me possibilitou progredir na carreira, conseguindo depois uma vaga gerencial em outra empresa, que me fez mudar de patamar em termos de ganhos, mas de responsabilidades também.
E é a partir daí que volto no título do post: qual foi o impacto de desenvolvimento pessoal sobre meu patrimônio?
O grande salto que dei em meu patrimônio foi depois de:
1. Me desenvolver de forma a estar apto a uma posição que pagasse muito melhor;
2. Me esforçar para obter um bom desempenho na nova organização de forma a ganhar melhores bônus;
3. Desenvolver meus conhecimentos financeiros para gerenciar e aumentar o patrimônio.
Percebam que em nenhum momento falei dos aportes regulares. Lógico que eles tem sua importância. Mas, no meu caso, o grande salto, que fez meu patrimônio mudar de patamar foram os bônus na remuneração, que normalmente são pagos para cargos executivos (gerentes, diretores e presidentes).
Outras coisa que começou a contribuir também, dentro do item 3, porém mais recente, foi fazer alguns negócios de oportunidade com imóveis, compra e venda com lucro (isso fiz uma vez até agora, é algo que estou começando, mas quero fazer umas duas vezes por ano, se possível).
Então a grande mensagem que fica é: aportes são importantes, mas existem outras maneiras de dar "saltos de patrimônio". Logico que você tem que atingir um nível de capital antes, que te permita "empatar" valores consideráveis em um negócio de oportunidade.
E tem a questão dos bônus. Quanto mais alto você chega na organização, mais você participa na distribuição do lucro. Então aqui vejo dois caminhos: ou você busca subir na hierarquia como empregado, até chegar em cargos executivos, ou vira dono do seu próprio negócio.
Então, realmente tenho minhas dúvidas se só aportar continuamente e esperar o efeito dos juros compostos é o melhor caminho para atingir um patrimônio considerável, em um período não muito longo, que te dê liberdade financeira para escolher sair do trabalho padrão 9 X 5 e viver de algo mais flexível.
Pretendo seguir nessa pegada por mais 7 anos, se tudo der certo no Brasil a partir desse ano. Tudo dependerá dessas eleições em Outubro. Se entrar alguém que se comprometa com as reformas e em impulsionar a economia novamente, vejo um grande potencial de atingir a IF até antes disso. Quem sabe em cinco anos.
Mas se entrar um esquerdista para afundar o barco de vez, vou ter que achar outras alternativas.
Mas se entrar um esquerdista para afundar o barco de vez, vou ter que achar outras alternativas.
Mas a mensagem principal que eu queria passar é que só começei a prosperar a partir da elevação das minhas competências, isso me permitiu buscar oportunidades com remuneração acima da média, maior participação nos lucros e, multiplicação desse lucros através do conhecimento financeiro.
No final, acabamos voltando à conhecimento. É a base de tudo.
Abraços
segunda-feira, 16 de julho de 2018
Férias low cost e desligando dos investimentos
Fala pessoal,
Hoje começam minhas merecidas férias, então não pretendo me preocupar com investimentos, mercado financeiro nem olhar minhas contas nos próximos dias. Missão: desligar total!
E pegando carona no modo frugal de se viver, enquanto a manada procura destinos frios na montanha nessa época , sigo contrário ao fluxo e me encontro hoje no litoral de São Paulo, com a sorte de pegar uma semana com máximas de até 28 graus, na casa de alguém da família, com custo de hospedagem zero.
Então, enquanto a maioria paga os olhos da cara em lugares badalados estou bem contente porque além de relaxar na praia a custo baixo, isso me possibilitará um aumento nos aportes e aumento de patrimônio quando eu retornar .
Então, se você almejja alguma liberdade financeira, mais uma vez vale reforçar: tudo é questão de mentalidade e do que você está disposto a abrir mão agora em troca do futuro.
Não quero parecer radical . Não precisa abrir mão daquela viagem que você sempre sonhou, talvez para a Europa, desde que tudo seja feito com o devido planejamento.
Isso é o que faz sentido para o meu plano de IF agora.
Para estar no caminho certo da liberdade financeira, ou independencia financeira (IF) não tem segredo: você tem que ter seus gastos sob controle, permitindo aportes previsíveis e buscar meios de aumentar suas receitas com o tempo.
Parece simples, mas no final tem tudo a ver com conhecer-te e controlar seus impulsos e hábitos. E isso é uma jornada para toda vida.
Abraços
Hoje começam minhas merecidas férias, então não pretendo me preocupar com investimentos, mercado financeiro nem olhar minhas contas nos próximos dias. Missão: desligar total!
E pegando carona no modo frugal de se viver, enquanto a manada procura destinos frios na montanha nessa época , sigo contrário ao fluxo e me encontro hoje no litoral de São Paulo, com a sorte de pegar uma semana com máximas de até 28 graus, na casa de alguém da família, com custo de hospedagem zero.
Então, enquanto a maioria paga os olhos da cara em lugares badalados estou bem contente porque além de relaxar na praia a custo baixo, isso me possibilitará um aumento nos aportes e aumento de patrimônio quando eu retornar .
Então, se você almejja alguma liberdade financeira, mais uma vez vale reforçar: tudo é questão de mentalidade e do que você está disposto a abrir mão agora em troca do futuro.
Não quero parecer radical . Não precisa abrir mão daquela viagem que você sempre sonhou, talvez para a Europa, desde que tudo seja feito com o devido planejamento.
Isso é o que faz sentido para o meu plano de IF agora.
Para estar no caminho certo da liberdade financeira, ou independencia financeira (IF) não tem segredo: você tem que ter seus gastos sob controle, permitindo aportes previsíveis e buscar meios de aumentar suas receitas com o tempo.
Parece simples, mas no final tem tudo a ver com conhecer-te e controlar seus impulsos e hábitos. E isso é uma jornada para toda vida.
Abraços
segunda-feira, 2 de julho de 2018
[Post atualizado] Minha experiência de viver no exterior: alguns obstáculos que ninguém fala, e meu aprendizado...
Fala pessoal, na semana passada eu tinha subido esse post sem querer, antes de terminar. Então, segue a versão revisada...
Hoje vou deixar os investimentos um pouco de lado, para falar sobre um tema que tem ficado quente na maioria dos blogs: a vontade do brasileiro de largar o país e ter uma vida melhor no exterior.
Há alguns anos tive a oportunidade de morar no exterior por um período de aproximadamente três anos. Foi em um país de primeiro mundo, que não vou citar aqui por questão de privacidade.
Ao contrário da maioria dos que estão tentando sair do Brasil hoje, fui em um esquema "mais garantido". Eu trabalhava em uma multinacional e fui enviado para a matriz para um período de expatriação, para trabalhar em um projeto específico. Então tinha toda uma estrutura por trás, tanto financeira quanto de apoio para as mais diversas questões
Porém, mesmo com toda essa estrutura e benefícios, não foi uma experiência fácil.
Ao lado de uma série de coisas bacanas e todo o aprendizado que tive nesse período, teve muita coisa ruim, muitas desvantagens que a maioria das pessoas que querem sair do Brasil não vê.
Tive momentos de desespero, de querer ligar o "botão do f@da-se", largar tudo e voltar, principalmente devido a aspectos culturais e de preconceito. Mas, com o tempo, passei a ter também momentos fantásticos de convivência com alguns nativos e com a cultura de uma maneira que poucos brasileiros teriam.
E queria compartilhar um pouco, tanto dos prós quanto os contras, com quem está pensando em se aventurar no exterior, pois vejo muita ilusão e pouca pesquisa e planejamento para entender o que realmente pode se esperar de uma vida lá fora.
Hoje vou deixar os investimentos um pouco de lado, para falar sobre um tema que tem ficado quente na maioria dos blogs: a vontade do brasileiro de largar o país e ter uma vida melhor no exterior.
Há alguns anos tive a oportunidade de morar no exterior por um período de aproximadamente três anos. Foi em um país de primeiro mundo, que não vou citar aqui por questão de privacidade.
Ao contrário da maioria dos que estão tentando sair do Brasil hoje, fui em um esquema "mais garantido". Eu trabalhava em uma multinacional e fui enviado para a matriz para um período de expatriação, para trabalhar em um projeto específico. Então tinha toda uma estrutura por trás, tanto financeira quanto de apoio para as mais diversas questões
Porém, mesmo com toda essa estrutura e benefícios, não foi uma experiência fácil.
Ao lado de uma série de coisas bacanas e todo o aprendizado que tive nesse período, teve muita coisa ruim, muitas desvantagens que a maioria das pessoas que querem sair do Brasil não vê.
Tive momentos de desespero, de querer ligar o "botão do f@da-se", largar tudo e voltar, principalmente devido a aspectos culturais e de preconceito. Mas, com o tempo, passei a ter também momentos fantásticos de convivência com alguns nativos e com a cultura de uma maneira que poucos brasileiros teriam.
E queria compartilhar um pouco, tanto dos prós quanto os contras, com quem está pensando em se aventurar no exterior, pois vejo muita ilusão e pouca pesquisa e planejamento para entender o que realmente pode se esperar de uma vida lá fora.
E antes que alguém venha falar "ah, mas você foi em um esquema diferenciado, e com data para voltar", vamos combinar o seguinte: vou tentar passar o meu ponto de vista sobre coisas que acho que aconteceriam de qualquer maneira tanto com um expatriado quanto com um "imigrante padrão", aquele que abandona tudo e parte para o estrangeiro sem muito apoio nem data para voltar.
Vou falar primeiro dos pontos negativos, e ao final dou um breve resumo dos pontos positivos mais comuns a todos, que geralmente são bem conhecidos. Vamos lá.
Pontos Negativos
Como o brasileiro é mal visto no mundo
Essa é uma coisa muito ruim que percebi naquela época, mas não tinha muita noção. O brasileiro, em geral, tem má reputação em diversos países do primeiro mundo.
No melhor dos casos, pode até ter um tratamento neutro, mas nunca será tratado como outros visitantes de países do primeiro mundo.
Especialmente no país onde morei, brasileiros em geral tinham má fama devido àqueles que imigraram antes para serviços mais simples ou braçais. A razão é que estes acabaram formando verdadeiras comunidades de brasileiros, como guetos, e, com isso, veio junto toda a sorte de vagabundos, aproveitadores e praticantes de pequenos furtos ou golpes na praça. Apesar de nós sabermos que esses são minoria, o gringo não quer saber, e acaba generalizando para todo e qualquer brasileiro, até que se prove o contrário.
Xenofobia ou racismo
Aqui falo mais dos brasileiros de pele mais escura, negros ou pardos. No meu caso, como tenho a pele bem clara, não sofri nenhum preconceito, mas testemunhei vários colegas sofrerem discriminação simplesmente por sua aparência. Além disso, escutei algumas vezes turmas de gringos fazendo comentários pejorativos sobre eles, referindo-se a eles com apelidos de animais, entre outros mais pesados.
Bullying contra crianças nas escolas
Este ponto também não sofri na pele, pois era solteiro e sem filhos, mas tinha amigos expatriados que foram com filhos pequenos. E tiveram que frequentar a escola junto com os filhos dos gringos. Segundo me relataram, o bullying contra filhos de brasileiros era violentíssimo, tanto por parte das crianças, quanto por parte dos pais, e às vezes até mesmo de professores. Tenho um exemplo recente, de um colega da empresa atual que está expatriado em um país bem pouco miscigenado. A esposa dele acabou de largá-lo, pegar o filho e voltar para o Brasil, pois não aguentava mais ver o sofrimento diário do filho com o bullying na escola.
Discriminação no trabalho (em relação à sua competência ou capacidade intelectual)
Se você tiver a sorte de ir em um esquema mais estruturado, como eu fui, ao invés de encarar os empregos mais simples no setor de serviços, prepare-se. Por mais competente que você seja dentro de sua empresa, você nunca será avaliado com a mesma régua dos locais. Os chefes sempre duvidarão da sua capacidade e você terá que mostrar resultados bem acima de um nativo para obter o mesmo respeito e, eventualmente, ter as mesmas chances de ser contratado para um emprego na matriz. Aqui mais uma vez a questão não é técnica. É uma reação muito mais emocional do que racional. No nível subconsciente, eles estão tentando proteger a raça local de uma ameaça externa.
Salário e benefícios
Este ponto é bastante particular, depende da situação de cada um. Se você consegue um emprego em sua área de atuação, de nível superior, dependendo da negociação pode ter um bom salário e benefícios que lhe possibilitem ter uma vida confortável. Porém, nas principais cidades do primeiro mundo o custo de vida é bem alto. Então, se sua idéia é ficar alguns anos para fazer um “pé de meia”, saiba que terá somente duas opções: ou escolhe ter uma vida confortável, ou escolhe juntar dinheiro. Não há meio termo!
Conheço muita gente que juntou um bom dinheiro. Mas é gente que nunca fez uma viajem para um país vizinho, raramente viajou internamente, mesmo em feriados, e praticamente não teve momentos de lazer.
Agora, se você for para “tentar a vida”, e trabalhar em empregos mais simples, como faxineiros, garçons e atendentes, será ainda mais difícil. Conheço muitos que foram para a Europa e vivem em repúblicas, raramente tem momentos de lazer, e mesmo com muito sacrifício juntam no máximo uns 500 euros por mês. Mas em troca de uma vida cheia de privações.
Quero ressaltar aqui, que não estou fazendo recomendação alguma, tipo “vá ou não vá”. Isso é uma decisão pessoal e acho que depende muito da situação que a pessoa enfrenta no Brasil, para pesar se vale à pena encarar ou não.
Família e amigos
Finalmente, esse é o ponto que mais "pegou" para mim, e acho que também para a maioria.
Você tem que saber que, ao deixar o Brasil, se afastará de maneira definitiva de sua família e de seus amigos no Brasil. Mesmo com pai e mãe sua relação não será mais a mesma, será distante e mais fria.
Os amigos ficarão para trás, e, mesmo que mantenha algum contato via Skype, whats up, ou redes sociais, não será a mesma coisa. Alguns se afastarão de forma definitiva.
Você será obrigado a começar toda uma vida social do zero lá fora. E é um processo longo e nada fácil.
E, garanto, você nunca deixará de sentir falta de sua família.
Mas e os pontos positivos de se morar no exterior?
Família e amigos
Finalmente, esse é o ponto que mais "pegou" para mim, e acho que também para a maioria.
Você tem que saber que, ao deixar o Brasil, se afastará de maneira definitiva de sua família e de seus amigos no Brasil. Mesmo com pai e mãe sua relação não será mais a mesma, será distante e mais fria.
Os amigos ficarão para trás, e, mesmo que mantenha algum contato via Skype, whats up, ou redes sociais, não será a mesma coisa. Alguns se afastarão de forma definitiva.
Você será obrigado a começar toda uma vida social do zero lá fora. E é um processo longo e nada fácil.
E, garanto, você nunca deixará de sentir falta de sua família.
Mas e os pontos positivos de se morar no exterior?
Bem, meus amigos. Como nem tudo são pedras, trago aqui a boa notícia: tem muitos pontos positivos também, especialmente em relação a seu crescimento como pessoa.
Não vou ficar listando todos aqui, pois o post já está bem longo. Então vou fazer um outro post, detalhando o lado bom de se morar no exterior, OK?
Então por hoje é só. Se você está pensando em se mudar para o exterior, esse é o relato de alguém que viveu na pele a experiência.
Espero que ajude...
Abraços
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